AGRONEGÓCIO
Espírito Santo testa secagem de café com gás natural e aposta em inovação para elevar qualidade do conilon
AGRONEGÓCIO
O Espírito Santo iniciou um projeto inédito que pode transformar a secagem do café conilon no Brasil. A partir da safra de maio, produtores capixabas começam a testar o uso de gás natural no processo de secagem dos grãos, em uma iniciativa voltada ao aumento da qualidade, eficiência operacional e sustentabilidade da produção cafeeira.
Os testes serão realizados na Fazenda Chapadão, em Linhares, no norte do Espírito Santo, durante a colheita do conilon. O projeto faz parte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da ES Gás e conta com aprovação da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP).
A iniciativa reúne representantes da cadeia cafeeira, instituições de pesquisa e empresas de tecnologia em uma estratégia que busca modernizar uma das etapas mais críticas da produção de café.
Secagem do café entra em nova fase tecnológica
Tradicionalmente, a secagem do café utiliza lenha e outras biomassas como fonte de energia térmica. O novo projeto avalia o gás natural como alternativa capaz de proporcionar maior controle de temperatura, uniformidade no processo e redução das emissões ambientais.
A expectativa do setor é que a tecnologia contribua diretamente para ganhos de qualidade do café capixaba, especialmente no segmento de cafés especiais e de exportação.
Segundo Fabrício Tristão, presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), o Espírito Santo já ocupa posição de destaque mundial na produção de café conilon e agora busca avançar também em qualidade e valor agregado.
De acordo com ele, a etapa da secagem ainda representava um dos principais gargalos para ganhos mais expressivos na padronização e valorização do produto nos mercados internacionais.
Projeto busca ampliar competitividade do café capixaba
A iniciativa acompanha o movimento de modernização da cafeicultura brasileira, marcado pelo avanço tecnológico no campo, maior rastreabilidade e exigências crescentes dos compradores internacionais.
Para a ES Gás, o uso do gás natural na secagem pode abrir novas oportunidades para o agronegócio capixaba, além de estimular investimentos e ampliar o acesso do café brasileiro a mercados premium.
O diretor-presidente da companhia, Raphael Pereira, destacou que o gás natural já possui participação relevante em etapas industriais da cadeia do café, como torrefação e descafeinação, e agora passa a atuar também como ferramenta de inovação na produção rural.
Safra de conilon servirá como laboratório em ambiente real
Os testes ocorrerão em condições reais de safra, com monitoramento técnico e coleta de dados diretamente no campo. O objetivo é avaliar a viabilidade da tecnologia em diferentes aspectos:
- Técnico-operacional
- Econômico-financeiro
- Socioambiental
- Regulatório
- Qualidade final do café
Os resultados servirão de base para analisar a possibilidade de expansão do modelo para outros polos produtores nos próximos ciclos agrícolas.
Projeto reúne universidades, setor produtivo e empresas de tecnologia
Além do CCCV e da ES Gás, o projeto conta com participação do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Base 27 e de empresas responsáveis pelo fornecimento e adaptação dos equipamentos utilizados no sistema de secagem.
O professor Aldemar Polonini Moreli, coordenador do Coffee Design no Ifes, destacou que a busca por cafés conilon especiais vem acelerando o desenvolvimento de novas técnicas de pós-colheita, especialmente na secagem.
Segundo ele, a inovação pode ampliar a sustentabilidade da cafeicultura e aumentar a disponibilidade de cafés de qualidade superior no mercado.
Sandbox regulatório permitirá testes inéditos no meio rural
Por envolver o uso de gás canalizado em ambiente rural, o projeto será conduzido dentro de um modelo de sandbox regulatório, com acompanhamento da ARSP.
A proposta permitirá avaliar novas aplicações do gás natural no agronegócio dentro de um ambiente controlado de inovação regulatória.
Para a diretora de Gás Canalizado da ARSP, Débora Niero, o projeto representa uma convergência entre inovação tecnológica, desenvolvimento regional e descarbonização da economia capixaba.
Investimento supera R$ 1 milhão em pesquisa e desenvolvimento
Com aporte aproximado de R$ 1,1 milhão em recursos de Pesquisa e Desenvolvimento, a iniciativa busca consolidar um modelo mais eficiente e sustentável para a cafeicultura do Espírito Santo.
A expectativa do setor é que os resultados fortaleçam ainda mais o protagonismo capixaba na produção nacional de café conilon, elevando a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e ampliando as oportunidades de exportação para os produtores rurais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de algodão do Brasil podem atingir recorde de 3,3 milhões de toneladas em 2025/26, aponta StoneX
As exportações brasileiras de algodão devem alcançar um novo recorde na safra 2025/26. A estimativa mais recente da consultoria StoneX aponta embarques de 3,3 milhões de toneladas, volume 200 mil toneladas superior à projeção anterior.
O resultado consolida o Brasil como maior exportador global da fibra e reflete a manutenção de um ritmo forte de demanda internacional, especialmente no primeiro semestre do ciclo.
Exportações em alta reforçam desempenho do Brasil no mercado global
De acordo com a consultoria, o ajuste positivo na projeção está diretamente relacionado ao desempenho dos embarques, que vêm superando as expectativas iniciais.
“Se confirmado, esse patamar reforça o recorde nas exportações de algodão e consolida o Brasil, de forma ainda mais robusta, na liderança do comércio internacional da fibra”, destacou a StoneX em relatório.
Na safra anterior, o país exportou cerca de 3 milhões de toneladas, o que já representava um patamar histórico para o setor.
Produção segue estimada em 3,86 milhões de toneladas
Apesar da revisão positiva nas exportações, a StoneX manteve inalterada a projeção da safra brasileira de algodão em 3,86 milhões de toneladas para 2025/26, o que representa uma queda de 7% em relação ao ciclo anterior.
Segundo a consultoria, o cenário ainda exige cautela, principalmente devido às incertezas em relação à produtividade das lavouras, que estão no início do processo de colheita em diversas regiões produtoras do país.
Cenário do algodão exige atenção ao ritmo da colheita
Com a colheita em fase inicial, o mercado segue atento ao comportamento climático e ao desempenho produtivo das lavouras. Qualquer variação na produtividade pode impactar diretamente o volume final disponível para exportação e o posicionamento do Brasil no comércio global da pluma.
A expectativa, no entanto, é de manutenção do protagonismo brasileiro no setor, sustentado por alta competitividade e forte presença no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco vistoria Arena Race e anuncia recuperação do espaço para fortalecer esporte e lazer
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásBioestimulantes ganham espaço nos pomares e ajudam frutas a resistirem ao estresse climático
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura de Rio Branco inicia oficinas para fortalecimento da Política de Gestão de Riscos no município
-
ESPORTES7 dias atrásGrêmio vence o Palestino e segue firme na briga no Grupo F da Sul-Americana
-
ESPORTES6 dias atrásCorinthians busca empate no Uruguai, garante liderança do Grupo E e segue invicto na Libertadores
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásSoja redesenha a produção no Centro-Oeste e Norte do País
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura de Rio Branco fará intervenção em erosão que atingiu estrada do Quixadá
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeito de Rio Branco vistoria obras nos bairros Vitória e Chico Mendes e reforça avanço do programa Prefeitura nas Ruas


![1130X200[1]](https://noticiadoacre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1130X2001.png)


![1200X100[1]](https://noticiadoacre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1200X1001.png)