RIO BRANCO
Search
Close this search box.

POLÍTICA NACIONAL

Senado aprova departamento no CNJ para decisões sobre direitos humanos

Publicados

POLÍTICA NACIONAL

O Senado aprovou um projeto de lei que cria um departamento dentro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para acompanhar e cobrar o cumprimento de decisões de organismos internacionais de direitos humanos, como a ONU (Organização das Nações Unidas) e a OEA (Organização dos Estados Americanos). Um dos objetivos é evitar que o Brasil sofra condenações internacionais. O PL 591/2026 segue para sanção presidencial.

O novo Departamento de Monitoramento e Fiscalização das Decisões dos Sistemas Internacionais de Direitos Humanos (DDH) ficará sob supervisão do presidente do CNJ e será coordenado por um juiz auxiliar indicado por ele. 

Entre as atribuições, estão:

  • monitorar sentenças e recomendações internacionais contra o Brasil;
  • fiscalizar o cumprimento de parâmetros de direitos fundamentais pelo poder público;
  • atuar para evitar novas condenações internacionais;
  • solicitar informações de entidades públicas e emitir orientações e notas técnicas.

Para o departamento funcionar, o CNJ poderá firmar acordos de cooperação com órgãos públicos e privados, nacionais e estrangeiros, além de contratar especialistas na área.

O relator, senador Alan Rick (Republicanos-AC), destacou que a iniciativa aproxima o direito brasileiro dos compromissos internacionais assumidos pelo país e garante que decisões que responsabilizam o Estado sejam cumpridas em tempo hábil. 

Leia Também:  Câmara aprova projeto que retoma a redução dos limites da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará; acompanhe

— A iniciativa auxilia no cumprimento de decisões que responsabilizam o estado brasileiro.O órgão está sendo criado para que o direito chegue às pessoas no tempo oportuno para a devida reparação do dano — apontou o relator, senador Alan Rick (Republicanos-AC).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, agradeceu o apoio dos parlamentares.

—  Esta matéria foi uma solicitação do CNJ e agora o judiciário brasileiro está apto a cumprir todas todas as decisões relacionadas aos tribunais internacionais no nosso país – disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Ação no TSE contra cinebiografia de Bolsonaro é censura prévia, acusa Girão

Publicados

em

Por

O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (27), criticou ação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo grupo de advogados Prerrogativas e pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG), pedindo a suspensão da exibição da cinebiografia Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, até o término das eleições de 2026. 

Na ação, os autores solicitam investigação sobre o financiamento do filme e alegam que a produção configura propaganda eleitoral antecipada disfarçada de obra audiovisual. Segundo Girão, a iniciativa representa censura prévia e repete a proibição, pelo TSE, da veiculação de algumas produções audiovisuais durante a campanha eleitoral de 2022. 

— Nós estamos voltando à Idade Média aqui no Brasil, com a proibição, censura prévia, que estão querendo normalizar no nosso país, de documentários e de filmes. Isso é muito grave. Por uma mera disputa política — afirmou.

O parlamentar também criticou decretos editados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que atualizam a regulamentação do Marco Civil da Internet, ampliando a responsabilidade das plataformas digitais na remoção de conteúdos criminosos e na prevenção de fraudes e violência.

Leia Também:  CDH aprova atenção integral a crianças e adolescentes com diabetes do tipo 1

— O governo usa como justificativa que essas são medidas que visam combater a violência contra mulheres e inibir a possibilidade de crimes virtuais. Essa justificativa formal esconde o real objetivo de se praticar a censura nas redes sociais. O decreto define que a fiscalização ficará a cargo da ANPD [Agência Nacional de Proteção de Dados] — acusou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA