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Yara e Netafim firmam parceria para impulsionar fertirrigação e elevar eficiência no agronegócio brasileiro

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Parceria mira nova fase de eficiência produtiva no agro

A busca por maior eficiência no uso de insumos, previsibilidade produtiva e adaptação às mudanças climáticas tem acelerado a adoção de tecnologias no campo brasileiro. Nesse cenário, a Yara e a Netafim anunciaram uma parceria estratégica voltada à expansão da fertirrigação no país.

A iniciativa une a expertise da Yara em nutrição de plantas e liderança global em fertilizantes com a tecnologia de irrigação por gotejamento e agricultura de precisão da Netafim, com foco em ampliar o acesso dos produtores a sistemas integrados de irrigação e nutrição.

O que é a fertirrigação e por que ela ganha força no Brasil

A fertirrigação é uma técnica que combina irrigação e aplicação de nutrientes ao mesmo tempo, permitindo maior precisão no manejo agrícola.

Entre os principais benefícios estão:

  • Melhor aproveitamento dos fertilizantes
  • Maior eficiência no uso da água
  • Aumento da produtividade
  • Redução de perdas e desperdícios
  • Maior controle do manejo em diferentes condições climáticas

A prática tem se consolidado como uma alternativa estratégica diante da pressão por sustentabilidade e eficiência no campo.

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Dados da Agência Nacional de Águas (ANA) indicam que a agricultura irrigada responde por cerca de 50% da produção mundial de alimentos, utilizando aproximadamente 20% da área cultivada, reforçando o papel da irrigação eficiente na segurança alimentar global.

Parceria será estruturada em dois pilares principais

A cooperação entre as empresas será dividida em duas frentes: capacitação técnica e expansão de acesso ao mercado.

Centro de capacitação em fertirrigação

O primeiro eixo prevê a criação de um Centro de Capacitação em Fertirrigação na unidade da Yara em Sumaré (SP), com inauguração prevista para o segundo semestre de 2026.

O espaço será voltado para:

  • Treinamento prático de produtores e técnicos
  • Demonstração de tecnologias aplicadas ao campo
  • Capacitação de equipes das duas empresas
  • Fortalecimento do relacionamento com clientes e parceiros
Polos regionais de desenvolvimento

O segundo eixo contempla a criação de polos de fertirrigação em regiões estratégicas do agronegócio brasileiro, incluindo:

  • Triângulo Mineiro
  • São Paulo
  • Espírito Santo
  • Bahia

Esses polos funcionarão como vitrines tecnológicas e centros de difusão de conhecimento para revendas, consultores e produtores rurais.

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Empresas destacam foco em produtividade e sustentabilidade

Segundo a Netafim, a iniciativa busca integrar tecnologias para oferecer soluções mais completas ao produtor rural, unindo irrigação de precisão e nutrição eficiente das plantas.

A Yara reforça que a parceria chega em um momento em que o produtor busca maior controle sobre custos, eficiência operacional e estabilidade produtiva diante das variações climáticas.

A expectativa é que a integração entre as tecnologias contribua para sistemas produtivos mais resilientes, sustentáveis e rentáveis, com maior retorno sobre o investimento no campo.

Fertirrigação como tendência de longo prazo no agro

Com a intensificação dos desafios climáticos e a necessidade de produção em maior escala com menos recursos, a fertirrigação se consolida como uma das principais tecnologias do agronegócio moderno.

A parceria entre Yara e Netafim reforça essa tendência ao estruturar ações de formação técnica e ampliação de acesso, com impacto direto na competitividade e na eficiência da produção agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Novas regras do crédito rural ampliam exigências e impulsionam uso de inteligência territorial em bancos no Brasil

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As recentes Resoluções CMN nº 5.267/2025 e nº 5.268/2025 marcam uma nova fase para o crédito rural no Brasil, ao estabelecerem critérios mais rigorosos de monitoramento, rastreabilidade socioambiental e gestão de risco em tempo real. As mudanças reforçam a exigência por tecnologias capazes de acompanhar toda a cadeia produtiva financiada, elevando o nível de controle exigido das instituições financeiras.

O novo arcabouço regulatório, definido pelo Banco Central do Brasil, amplia a responsabilidade dos bancos e cooperativas de crédito, que passam a precisar de ferramentas digitais avançadas para validação contínua das operações rurais, desde a concessão até a execução do financiamento.

Monitoramento contínuo e critérios socioambientais mais rigorosos

A Resolução CMN nº 5.267/2025 estabelece uma camada operacional mais robusta para o crédito rural, exigindo monitoramento contínuo das operações ao longo de todo o ciclo produtivo. O processo envolve o uso de sensoriamento remoto, imagens de satélite e análise de risco para acompanhamento das áreas financiadas.

Já a Resolução CMN nº 5.268/2025 amplia os critérios socioambientais e climáticos, podendo restringir ou até impedir o acesso ao crédito em casos de não conformidade com requisitos ambientais e de sustentabilidade.

Na prática, as novas regras exigem que instituições financeiras adotem soluções capazes de integrar inteligência territorial, análise socioambiental, validação documental e gestão de risco em uma única estrutura tecnológica.

Tecnologia passa a ser pilar estratégico do crédito rural

Com o avanço das exigências regulatórias, a tecnologia deixa de ser um diferencial e passa a ser elemento central para a concessão e acompanhamento do crédito rural no país. O setor financeiro agora precisa comprovar, de forma contínua, a conformidade das operações financiadas.

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Nesse contexto, a Agrotools se destaca como uma das principais fornecedoras de soluções de inteligência territorial para o agronegócio corporativo. A empresa atua há mais de 20 anos no desenvolvimento de plataformas digitais voltadas à análise de dados geoespaciais e monitoramento de ativos rurais.

Segundo a companhia, suas soluções auxiliam bancos e instituições financeiras a se adequarem às novas exigências do Banco Central, com maior segurança, eficiência operacional e capacidade de análise baseada em dados.

Regulação aproxima Brasil de padrões internacionais de ESG

De acordo com Rodolpho Mittelstaedt, gerente comercial da Agrotools, as novas resoluções representam uma mudança estrutural no sistema de crédito rural brasileiro, aproximando o país de padrões internacionais de governança, rastreabilidade e conformidade ESG.

“As duas resoluções juntas representam uma alteração estrutural no agro brasileiro. O efeito prático deve ser um aumento da digitalização, da necessidade de documentação organizada e da pressão ainda maior por sustentabilidade dentro da cadeia agropecuária”, afirma.

O especialista destaca ainda que a exigência de validação por sensoriamento remoto ao longo de todo o ciclo do crédito reforça a necessidade de comprovação técnica das operações financiadas.

Plataforma transforma dados territoriais em análise de risco em tempo real

Um dos principais produtos da empresa é o “Monitor de Safras”, plataforma que utiliza imagens de satélite, séries temporais e cruzamento de dados para validar informações como plantio, cultura implantada, evolução da lavoura e compatibilidade entre área financiada e área efetivamente cultivada.

A solução permite que instituições financeiras realizem o monitoramento de grandes carteiras de crédito de forma automatizada, reduzindo a dependência de inspeções presenciais e diminuindo riscos regulatórios.

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Entre os principais diferenciais da tecnologia estão:

  • Monitoramento contínuo da carteira de crédito rural
  • Geração de laudos auditáveis e rastreáveis
  • Metodologia MRV (mensurável, reportável e verificável)
  • Rastreabilidade por operação financiada
  • Cobertura de culturas agrícolas e integração com pecuária
  • Integração com sistemas bancários via API
  • Análise automatizada e resposta quase em tempo real

A plataforma opera por meio de uma interface web baseada em API. As instituições financeiras inserem os dados das operações de crédito rural, que são processados e cruzados com bases territoriais, algoritmos proprietários, geoprocessamento e sensoriamento remoto.

O resultado é uma análise rápida e automatizada, capaz de indicar se a operação atende ou não aos critérios regulatórios exigidos pelo Banco Central.

Segundo a empresa, o sistema fornece relatórios detalhados em tempo quase real, permitindo maior agilidade na tomada de decisão e garantindo conformidade com as normas vigentes.

Bancos já utilizam inteligência territorial na gestão de crédito

Atualmente, instituições como Itaú, Bradesco, Sicoob, Cresol e Rabobank já utilizam soluções da Agrotools para aprimorar suas análises de crédito rural.

Com a adoção dessas ferramentas, os bancos conseguem automatizar critérios ESG, aumentar a precisão das avaliações e reforçar a conformidade regulatória exigida pelo Banco Central, consolidando um novo padrão de gestão de risco no financiamento ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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