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Imunização no Acre garante erradicação de doenças e enfrentamento das síndromes respiratórias

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Há mais de cinco décadas, a vacinação vem transformando a realidade da saúde pública brasileira. Graças ao avanço das campanhas de imunização, doenças que antes causavam milhares de mortes e sequelas passaram a ser controladas, eliminadas ou até erradicadas do país. Celebrado em 9 de junho, o Dia Nacional da Imunização convida a sociedade a refletir sobre os impactos positivos das vacinas e a importância de manter a proteção coletiva por meio da atualização da caderneta vacinal.

Criado em 1973, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) tornou-se uma das maiores referências mundiais em saúde pública, responsável por conquistas históricas como a erradicação da varíola, a eliminação da poliomielite, da rubéola e do tétano materno e neonatal, além da redução significativa de casos e óbitos provocados por diversas doenças imunopreveníveis.

Pelo SUS, todas essas vacinas ficam disponíveis o ano todo nos postos de saúde. Foto: Marcos Lopes/MG

No Acre, a imunização desempenha papel fundamental na prevenção de doenças e no fortalecimento da rede de saúde. O trabalho envolve uma ampla estrutura logística que garante o armazenamento, a distribuição e a aplicação dos imunizantes em todos os municípios, incluindo comunidades rurais, ribeirinhas e localidades de difícil acesso.

Para o secretário de Estado de Saúde, José Bestene, os avanços alcançados ao longo dos anos demonstram que a vacinação continua sendo uma das estratégias mais eficazes para salvar vidas.

“Quando falamos em imunização, falamos de uma das maiores conquistas da saúde pública. As vacinas mudaram a história da humanidade, reduziram internações, evitaram mortes e permitiram que gerações inteiras crescessem protegidas de doenças que antes causavam grande sofrimento às famílias. Neste Dia Nacional da Imunização, reforçamos a importância de manter a vacinação em dia e de confiar na ciência como instrumento de proteção da vida”, destaca o secretário.

José Bestene, secretário de Estado de Saúde do Acre. Foto: Aleksandro Soares

Uma ferramenta essencial diante dos desafios atuais

Se no passado o desafio era controlar doenças que hoje são raras graças à vacinação, atualmente a saúde pública enfrenta novos cenários epidemiológicos que reforçam a importância da imunização. Em 2026, o Acre acompanha o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades.

A circulação simultânea de vírus respiratórios, como Influenza A, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus e Adenovírus, tem exigido atenção redobrada das autoridades sanitárias e reforçado a necessidade de adoção das medidas preventivas disponíveis.

Vacinação é a forma mais segura de evitar internações por casos graves de doenças respiratórias. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

Segundo Renata Quiles, diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de reduzir complicações, internações e óbitos causados por doenças respiratórias.

“Estamos vivendo um período de maior circulação de vírus respiratórios e a vacinação é uma das medidas mais eficazes para evitar casos graves. Por isso, é fundamental que a população procure as unidades de saúde, verifique sua situação vacinal e mantenha as vacinas recomendadas em dia. Quando nos vacinamos, protegemos não apenas a nós mesmos, mas também toda a comunidade, especialmente crianças, idosos e pessoas com comorbidades”, reforça.

Renata Quiles, coordenadora do Programa Nacional de Imunização no Acre.

Nesse contexto, a imunização segue como uma das principais ferramentas para reduzir o impacto das doenças respiratórias na população. Além da vacina contra a influenza, disponível durante todo o ano nas unidades de saúde, o Sistema Único de Saúde oferece atualmente a vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para gestantes, estratégia que protege os bebês ainda durante a gestação e reduz o risco de complicações nos primeiros meses de vida.

As ações de vacinação ocorrem nos postos e por meio de mutirões. Foto: cedida

Outra importante novidade é a incorporação da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (PCV20) ao calendário vacinal. O imunizante amplia a proteção contra diferentes sorotipos da bactéria pneumococo, responsável por doenças graves como pneumonia, meningite e infecções generalizadas, representando mais um avanço na prevenção e no fortalecimento da saúde pública.

A coordenadora estadual do Programa Nacional de Imunizações, Renata Quiles, ressalta que a vacinação continua sendo a forma mais segura e eficiente de prevenir doenças e reduzir complicações.

“As vacinas passam por rigorosos processos de avaliação e monitoramento antes de chegarem à população. Ao longo dos anos, elas contribuíram para controlar doenças que antes eram responsáveis por milhares de internações e mortes. Nosso desafio permanente é ampliar as coberturas vacinais e conscientizar a população sobre a importância de manter a caderneta atualizada em todas as fases da vida”, enfatiza.

Processos e protocolos levam meses e até anos de investigação para liberação segura dos imunizante a população. Foto: reprodução

Desafios para o futuro

Apesar dos avanços acumulados ao longo das últimas décadas, especialistas alertam que a queda das coberturas vacinais observada em diferentes períodos representa um desafio permanente para os sistemas de saúde. A disseminação de informações falsas e a hesitação vacinal estão entre os fatores que exigem investimentos contínuos em conscientização, educação em saúde e fortalecimento da confiança da população nas vacinas.

Manter altas coberturas vacinais é essencial para evitar o retorno de doenças já controladas e garantir que futuras gerações continuem protegidas. Mais do que uma proteção individual, a vacinação representa um compromisso coletivo capaz de preservar vidas, reduzir a sobrecarga dos serviços de saúde e promover mais qualidade de vida para toda a sociedade.

No Dia Nacional da Imunização, a data serve não apenas para celebrar conquistas históricas, mas também para reforçar uma mensagem que permanece atual: vacinar-se é um ato de cuidado, responsabilidade e proteção. Uma atitude simples que continua salvando vidas e construindo um futuro mais saudável para todos.

Fonte: Governo AC

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Atualização do estado de saúde dos feridos no desabamento da ponte de Sena Madureira – 5º boletim

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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informa sobre o estado dos pacientes vítimas do desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, que seguem sob acompanhamento das equipes médicas da rede estadual.

Edinaldo Muniz dos Santos, 54 anos

Permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). O paciente prossegue em estado grave, porém apresenta estabilidade hemodinâmica, com redução gradual das drogas vasopressoras.

A sedação permanece suspensa para avaliação neurológica, sendo observada abertura espontânea dos olhos. Continua sob ventilação mecânica, monitoramento contínuo e assistência multiprofissional.

Exames laboratoriais demonstraram piora da função renal. No momento, não há previsão de novos procedimentos cirúrgicos.

Antônio Morais Lima Filho, 36 anos

Foi submetido a procedimento cirúrgico ortopédico, com evolução pós-operatória estável. Recebeu alta da equipe de ortopedia, porém permanece internado sob os cuidados da equipe de cirurgia devido à manutenção de dreno torácico e continuidade da antibioticoterapia. O quadro clínico é estável.

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Edinei Muniz dos Santos, 51 anos

O paciente foi submetido a procedimento cirúrgico ortopédico, apresentando evolução pós-operatória satisfatória. Encontra-se estável e recebeu alta hospitalar.

A Sesacre segue acompanhando a evolução dos pacientes e prestando toda a assistência necessária aos envolvidos e seus familiares. Novas informações serão divulgadas conforme a evolução dos quadros clínicos e mediante autorização das famílias.

Fonte: Governo AC

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