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Açúcar oscila entre pressão global e suporte cambial, e etanol reage com volatilidade no Brasil e exterior

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Mercado do açúcar fecha semana com sinais divergentes nas bolsas internacionais

O mercado global do açúcar encerrou o período com comportamento misto, refletindo um cenário de incertezas entre fundamentos de oferta, clima e macroeconomia.

Na Bolsa de Nova York, os contratos do açúcar bruto (NY #11) seguiram pressionados ao longo das sessões, mantendo negociações em faixa estreita. O contrato com vencimento em julho/26 recuou, enquanto os demais vencimentos também oscilaram com viés negativo ou estabilidade, em meio a um ambiente de baixa liquidez e expectativa sobre os próximos dados de safra.

Segundo análises de mercado, o movimento reflete um cenário de “compasso de espera”, com investidores monitorando o início das monções na Índia — fator decisivo para a produção da safra 2026/27 — além da oferta elevada vinda do Brasil e da Tailândia.

Londres reage e açúcar branco apresenta recuperação semanal

Na ICE Futures Europe, o açúcar branco apresentou desempenho oposto ao observado em Nova York e fechou a semana em leve alta.

Os contratos futuros registraram ganhos moderados, com suporte pontual de ajustes técnicos e menor aversão ao risco em alguns pregões. O avanço, embora contido, reforça a diferença de dinâmica entre o açúcar bruto e o refinado no mercado internacional.

O contrato de açúcar branco também foi influenciado por fatores como o diferencial premium do produto refinado e a expectativa de demanda no curto prazo.

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Macro e câmbio influenciam volatilidade no mercado

No cenário macroeconômico, a retração do petróleo Brent para patamares próximos de US$ 93 por barril exerceu pressão sobre o complexo de commodities, limitando ganhos mais consistentes no açúcar.

Por outro lado, a desvalorização do real frente ao dólar contribuiu para sustentar parcialmente as cotações internas em moeda brasileira, ao mesmo tempo em que desestimula parte das vendas de exportação no curto prazo.

O ambiente externo segue, portanto, dividido entre suporte cambial e pressão vinda do petróleo e da oferta global elevada.

Mercado interno: açúcar cristal recua e mantém tendência de baixa

No Brasil, o açúcar cristal branco registrou nova queda no indicador CEPEA/ESALQ em São Paulo.

A saca de 50 kg seguiu negociada em baixa, acumulando perdas recentes no mês, reflexo do aumento da oferta física e de um ritmo mais moderado de negociações no mercado spot.

A tendência de curto prazo segue pressionada pela maior disponibilidade de produto no Centro-Sul e pela cautela dos compradores na reposição de estoques.

Etanol apresenta recuperação, mas segue sob pressão estrutural

O mercado de etanol hidratado teve comportamento mais positivo no período, com recuperação pontual nos preços no mercado paulista e também em outras praças.

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O Indicador Diário Paulínia apontou leve alta no hidratado, enquanto referências como Ribeirão Preto também registraram avanço semanal, impulsionadas pela maior presença de distribuidoras no mercado spot e ajustes antes de feriados.

Apesar da reação, o setor ainda opera sob forte pressão de oferta. Os estoques de etanol no Centro-Sul permanecem elevados, refletindo o avanço da moagem e a maior produção tanto de hidratado quanto de anidro neste início de safra.

Clima e oferta seguem como principais vetores do mercado

A leitura geral do mercado, segundo análises de consultorias como StoneX, indica que o setor permanece dividido entre:

  • Oferta elevada no Brasil e Tailândia, limitando altas mais consistentes
  • Incertezas climáticas na Índia, com o início das monções no radar
  • Oscilações do petróleo, influenciando o complexo de commodities
  • Câmbio volátil, impactando competitividade das exportações
  • Estoques elevados de etanol, pressionando o biocombustível no médio prazo

O cenário reforça um ambiente de curto prazo ainda lateralizado, com volatilidade elevada e forte dependência de variáveis climáticas e macroeconômicas para definição de tendência mais clara.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cacau oscila perto de US$ 4 mil por tonelada com atenção ao clima na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau opera em um cenário de acomodação de preços, com as cotações se mantendo próximas da faixa de US$ 4 mil por tonelada. Após semanas de forte volatilidade, o ativo passa por um movimento de consolidação, influenciado principalmente por fatores climáticos nas principais regiões produtoras.

De acordo com análise da StoneX, o contrato CCN6 apresentou leve oscilação recente, saindo de US$ 3.895 por tonelada na última segunda-feira para US$ 3.831 por tonelada nesta semana, reforçando a tendência de estabilidade no curto prazo.

Clima segue como principal fator de atenção no mercado

O comportamento das cotações indica que o mercado aguarda novos gatilhos para definir uma direção mais clara para os preços. Entre os principais elementos de atenção está a evolução das condições climáticas na África Ocidental, especialmente diante da influência de padrões atmosféricos associados ao fenômeno El Niño.

Na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis pela maior parte da produção global de cacau, as chuvas acima da média têm contribuído para manter bons níveis de umidade do solo. Esse cenário favorece o desenvolvimento da safra intermediária e sustenta, no curto prazo, a expectativa de produção considerada satisfatória.

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Excesso de chuvas já preocupa agentes do mercado

Apesar dos impactos positivos iniciais, o excesso de precipitações começa a gerar preocupação entre analistas e agentes do setor. As previsões climáticas indicam volumes entre 50 e 150 milímetros acima da média em algumas áreas produtoras nos próximos 15 dias.

Esse quadro pode trazer efeitos adversos para as lavouras, como aumento da incidência de doenças fúngicas, dificuldades operacionais no manejo agrícola e possíveis impactos na qualidade das amêndoas.

Mercado segue em compasso de espera

Com o cenário ainda indefinido, o mercado internacional de cacau permanece operando dentro de uma faixa estreita de preços, refletindo o equilíbrio temporário entre oferta e demanda.

Enquanto não surgem novos fatores capazes de alterar significativamente as expectativas, investidores e traders seguem monitorando de perto o avanço das chuvas na África Ocidental. Qualquer mudança mais relevante no quadro climático pode voltar a influenciar diretamente as cotações internacionais do cacau nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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