AGRONEGÓCIO
Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil
AGRONEGÓCIO
Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.
As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.
Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.
No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.
No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.
O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.
Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Carne de Frango: exportações em alta sustentam mercado mesmo com preços mistos no atacado
O mercado brasileiro de carne de frango encerrou a semana com comportamento misto nos preços do atacado e estabilidade nas cotações do frango vivo nas principais regiões produtoras do país. Apesar das oscilações pontuais nos cortes, o setor segue sustentado pelo forte desempenho das exportações, pelo controle dos custos de produção e pela manutenção do status sanitário brasileiro livre de surtos de Influenza Aviária na produção comercial.
Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua favorável para a avicultura nacional, especialmente diante da demanda internacional aquecida e da perspectiva de equilíbrio entre oferta e consumo nos próximos meses.
Exportações de carne de frango seguem em ritmo acelerado
De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, o desempenho das exportações permanece como um dos principais pilares de sustentação do mercado em 2026.
Mesmo diante de um ambiente global desafiador, o Brasil mantém sua competitividade no comércio internacional de proteína animal. O país continua afastado dos impactos sanitários da gripe aviária em sua produção comercial, fator que garante regularidade nos embarques e reforça a confiança dos compradores internacionais.
Além disso, os custos de nutrição animal permanecem sob controle, favorecendo as margens da atividade e oferecendo perspectivas positivas de rentabilidade aos produtores.
“A manutenção do equilíbrio entre oferta e demanda será fundamental para o setor ao longo da temporada. A Influenza Aviária continua exigindo monitoramento constante, enquanto os conflitos no Oriente Médio têm gerado apenas aumento dos custos logísticos e maior tempo de operação, sem impactos significativos nos volumes exportados”, avalia Iglesias.
Mercado atacadista registra oscilações nos cortes de frango
No atacado paulista, os preços dos cortes congelados apresentaram comportamento misto ao longo da semana.
O quilo do peito recuou de R$ 8,70 para R$ 8,50, enquanto a coxa avançou de R$ 6,80 para R$ 6,90. Já a asa registrou queda, passando de R$ 11,50 para R$ 11,00 por quilo.
No segmento de distribuição, o peito caiu de R$ 8,90 para R$ 8,70, a coxa subiu de R$ 7,00 para R$ 7,10 e a asa recuou de R$ 11,70 para R$ 11,25.
Nos cortes resfriados, o movimento foi semelhante. O peito no atacado caiu de R$ 8,80 para R$ 8,60, a coxa avançou de R$ 6,90 para R$ 7,00 e a asa passou de R$ 11,60 para R$ 11,10 por quilo.
Já na distribuição, o peito foi negociado a R$ 8,80, contra R$ 9,00 anteriormente. A coxa avançou para R$ 7,20 e a asa recuou para R$ 11,35 por quilo.
Frango vivo permanece estável nas principais regiões produtoras
O levantamento mensal da Safras & Mercado aponta estabilidade nas cotações do frango vivo em praticamente todas as praças acompanhadas.
Em São Paulo, o quilo permaneceu em R$ 5,20. Nas regiões integradas do Sul do país, os preços seguiram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, enquanto o Oeste do Paraná manteve cotação de R$ 4,60 por quilo.
No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul permaneceu em R$ 5,30 e Goiás em R$ 5,40. Em Minas Gerais, o valor ficou estável em R$ 5,40, enquanto o Distrito Federal manteve R$ 5,30 por quilo.
Nas regiões Norte e Nordeste, as cotações também não registraram alterações, permanecendo em R$ 6,80 no Ceará, R$ 7,00 em Pernambuco e R$ 7,20 no Pará.
Exportações avançam mais de 111% em receita diária
Os dados mais recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) reforçam o forte momento da avicultura brasileira no mercado internacional.
Nos quatro primeiros dias úteis de junho, as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram US$ 237,64 milhões, com média diária de US$ 59,41 milhões.
O volume embarcado atingiu 119,29 mil toneladas, resultando em média diária de 29,82 mil toneladas. O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 1.992,10.
Na comparação com o mesmo período de junho de 2025, a receita média diária apresentou crescimento expressivo de 111,4%. O volume médio diário embarcado avançou 90,6%, enquanto o preço médio da tonelada registrou valorização de 10,9%.
O desempenho confirma a força da carne de frango brasileira no mercado internacional e reforça as perspectivas positivas para o setor ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásRio Branco avança na gestão de resíduos orgânicos com apoio de consultoria nacional
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura fortalece rede de apoio à amamentação e contribui para salvar vidas de recém-nascidos
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeito de Rio Branco ouve demandas de líderes rurais e anuncia nova rodada de reuniões na Transacreana
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura realiza mutirão de ultrassonografia e atende mais de 100 pacientes nesse sábado
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura de Rio Branco fortalece habitação popular com obra em fase avançada no bairro Tucumã
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásInscrições presenciais para a Copa Rio Branco de Futebol Amador 2026 começam nesta terça-feira
-
SEM CATEGORIA4 dias atrásPrefeitura de Rio Branco mobiliza rede de saúde e intensifica enfrentamento às síndromes respiratórias
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrograma Prefeitura nas Ruas avança em ritmo acelerado e limpeza urbana chega a todas as regionais de Rio Branco

