AGRONEGÓCIO
Colheita de café avança no Cerrado Mineiro e Expocacer projeta safra 40% maior em 2026/27
AGRONEGÓCIO
A colheita de café arábica ganhou ritmo no Cerrado Mineiro e já alcança entre 10% e 15% da área prevista para a safra 2026/27. O avanço dos trabalhos ocorre principalmente em lavouras com maior uniformidade de maturação, favorecidas pelas condições climáticas registradas ao longo do ciclo produtivo.
De acordo com levantamento da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), os trabalhos de campo se intensificaram até a segunda semana de junho, consolidando um cenário positivo para uma das principais regiões produtoras de café de alta qualidade do Brasil.
Expocacer prevê produção próxima de 3 milhões de sacas
Para a safra 2026/27, a Expocacer projeta uma produção de 2,859 milhões de sacas de 60 quilos de café arábica em sua área de atuação.
A região abrangida pela cooperativa possui 82.020 hectares cultivados com café, dos quais 72.327 hectares estão efetivamente em produção nesta temporada.
Com isso, a produtividade média esperada alcança 39,5 sacas por hectare, índice considerado bastante positivo para a cafeicultura nacional.
Caso as estimativas sejam confirmadas, a safra registrará crescimento de 39,9% no volume produzido e avanço de 43% na produtividade em comparação ao ciclo anterior.
Condições climáticas favorecem enchimento dos grãos
O monitoramento realizado pela cooperativa mostra que 57% dos frutos avaliados encontram-se no estágio cereja, considerado ideal para a colheita e fundamental para a obtenção de cafés de alta qualidade.
Segundo a Expocacer, o clima apresentou comportamento favorável ao longo do desenvolvimento das lavouras, contribuindo para o enchimento adequado dos grãos e para a evolução uniforme da maturação.
O cenário reforça as expectativas de uma safra com elevado potencial produtivo e boa qualidade, características que fortalecem a competitividade do café do Cerrado Mineiro nos mercados nacional e internacional.
Qualidade e produtividade reforçam expectativas do setor
A combinação entre boas condições climáticas, manejo técnico eficiente e maturação equilibrada das lavouras tem sustentado as projeções otimistas para a temporada.
Além do aumento da produção, produtores e cooperativas apostam na manutenção dos elevados padrões de qualidade que tornaram o Cerrado Mineiro uma referência mundial na produção de cafés especiais.
A expectativa é de que a colheita avance de forma mais acelerada nas próximas semanas, acompanhando a evolução da maturação dos frutos nas diferentes regiões produtoras.
Levantamento abrange principais polos cafeeiros do Cerrado Mineiro
O estudo realizado pela Expocacer é baseado em amostragens coletadas em propriedades selecionadas aleatoriamente ao longo de toda a região do Cerrado Mineiro, garantindo representatividade estatística e maior precisão dos resultados.
As avaliações de campo foram conduzidas em municípios estratégicos para a produção cafeeira, entre eles:
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Essas localidades concentram algumas das áreas mais produtivas da cafeicultura brasileira e desempenham papel fundamental no abastecimento dos mercados consumidores e da indústria exportadora.
Cerrado Mineiro segue como referência na cafeicultura brasileira
Com perspectivas de forte crescimento da produção e produtividade, o Cerrado Mineiro inicia a safra 2026/27 em um cenário favorável. A região mantém sua posição de destaque entre os principais polos produtores de café arábica do país, combinando tecnologia, sustentabilidade, rastreabilidade e elevado padrão de qualidade.
O avanço da colheita nas próximas semanas será determinante para confirmar as projeções da Expocacer e consolidar uma das safras mais promissoras dos últimos anos para os cafeicultores da região.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas
As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.
Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.
De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.
Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico
O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.
Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:
- outubro;
- novembro;
- dezembro;
- março;
- abril;
- maio;
- junho.
Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.
“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.
Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro
Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.
A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:
- Bangladesh: 21,7% das compras;
- Turquia: 17,7%;
- Paquistão: 17,4%;
- Vietnã: 14,3%;
- Indonésia: 7,6%;
- China: 6,3%;
- Índia: 6,3%.
Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.
Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro
Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.
Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.
Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.
“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.
Brasil amplia presença no mercado global de algodão
Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.
Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.
O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.
China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro
Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.
Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.
A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.
O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.
Diversificação logística fortalece exportações de algodão
Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.
O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.
Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:
- São Francisco do Sul;
- Paranaguá;
- Itaguaí;
- Itajaí;
- Rio de Janeiro.
Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.
Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional
O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.
Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.
O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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