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Governo do Acre realiza avaliação do Caica para aprimorar atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência
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Após um mês de inaugurado, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), realizou nesta segunda-feira, 22, uma reunião de avaliação do funcionamento do Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente (Caica), na sede do órgão, em Rio Branco.

O encontro teve como objetivo analisar os primeiros resultados da atuação do centro, identificar desafios operacionais e alinhar estratégias para garantir ainda mais eficiência, agilidade e humanização no atendimento às crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
Participaram da SEASDH, o titular da pasta João Paulo Silva, secretária-adjunta, Sandra Amorim, diretores de Direitos Humanos, Joelma Pontes, de Assistência Social, Siomary Benevides, de Planejamento, Washington Camelo, psicólogas e assistentes sociais que atuam no centro e Defensoria Pública do Acre (DPE/AC).
João Paulo destacou a necessidade da integração entre as instituições para assegurar a proteção das vítimas e de suas famílias. Também ressaltou a necessidade de aproximar o Caica dos municípios, por meio de encontros com secretários municipais e demais atores da rede de proteção, com o objetivo de apresentar o funcionamento da unidade e alinhar estratégias de atuação conjunta.
Entre os participantes estão representantes da Polícia Federal e de outras forças de segurança, que contribuirão para o aperfeiçoamento dos fluxos de encaminhamentos e para o fortalecimento do acesso de crianças e adolescentes atendidos no centro aos serviços de proteção e assistência.
“O Caica é um feito histórico e representa um marco para a política de proteção à infância no Acre, um espaço que salva vidas. Estamos acompanhando de perto seu funcionamento para garantir que cada criança e adolescente receba atendimento digno, acolhedor e especializado. A integração da rede é fundamental para que possamos oferecer respostas rápidas e efetivas diante das situações de violência”, afirmou João Paulo Silva.
A coordenadora-geral do Caica, Emily Derze, apresentou um relatório de atividades e informou que atualmente, 70 estudantes do Instituto São José estão sendo acompanhados pela equipe multidisciplinar da instituição.
Segundo ela, o centro já realizou mais de 100 atendimentos entre acolhimentos, escutas especializadas, demandas dos Conselhos Tutelares, orientações e encaminhamentos à rede de proteção, reforçando o compromisso com a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
Durante o encontro, o promotor de Justiça Iverson Bueno, titular da 3ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), reafirmou o compromisso da instituição com a proteção de crianças e adolescentes.

“O Ministério Público é parceiro dessa iniciativa e reconhece a relevância do Caica como um espaço de acolhimento, escuta qualificada e garantia de direitos. Seguiremos atuando de forma integrada com o governo do Estado e com os demais órgãos da rede de proteção para fortalecer esse trabalho e assegurar respostas cada vez mais efetivas às crianças, adolescentes e famílias que necessitam desse atendimento”, afirmou o promotor.
Estrutura inédita na região Norte
Inaugurado em maio deste ano, o Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente transformou o Acre no oitavo estado brasileiro a implantar esse modelo de atendimento especializado, sendo o primeiro da Região Norte a reunir de forma integrada todos os serviços da rede de proteção em um mesmo local.
O espaço oferece atendimento psicológico, assistência social, acompanhamento jurídico, perícia médica, atendimento de saúde, suporte do Conselho Tutelar, além da atuação conjunta do Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Judiciário, Polícia Civil e Instituto Médico Legal (IML).
A iniciativa segue as diretrizes da Lei Federal nº 13.431/2017, que estabelece o sistema de garantia de direitos de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, priorizando a escuta protegida e o atendimento humanizado.
Compromisso com a proteção
Ao final da reunião, os participantes reafirmaram o compromisso de fortalecer continuamente os fluxos de atendimento e a atuação integrada da rede de proteção, garantindo que o Caica se consolide como referência no acolhimento e na defesa dos direitos de crianças e adolescentes no Acre.
A avaliação periódica do funcionamento da unidade faz parte da estratégia do governo do Estado para assegurar a qualidade dos serviços prestados e ampliar o acesso da população a políticas públicas de proteção, cuidado e promoção dos direitos humanos.
Endereço do Caica
O Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente funciona na Avenida Brasil, nº 439, no Centro de Rio Branco, ao lado do Casarão, de segunda a sexta, das 8 às 17h.
Como denunciar
Disponível 24 horas por dia, o telefone (68) 99229-7991 é o canal do Caica para recebimento de denúncias e informações sobre casos de violência ou violação de direitos de crianças e adolescentes, assegurando resposta ágil e encaminhamento à rede de proteção especializada.
Fonte: Governo AC
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Educação inicia segunda Formação do Curso Magistério Intercultural para professores indígenas
Com o objetivo de formar e qualificar professores da educação indígena, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), deu início nesta terça-feira, 23, à segunda Formação do Curso Magistério Intercultural para Professores Indígenas – Nível Médio, na Faculdade Estadual do Acre, em Rio Branco.
A formação, que reúne 82 professores indígenas de todo o estado, visa fortalecer e assegurar o ensino contínuo nas comunidades indígenas, bem como promover o aperfeiçoamento contínuo da formação desses profissionais.
Secretário adjunto, Tião Flores, falou sobre o compromisso do Estado em fortalecer a educação indígena. Foto: Mardilson Gomes/SEERepresentando a SEE, o secretário adjunto de Ensino, Tião Flores, destacou a importãncia da ação sobre a ação, que reúne representantes de diversos povos indígenas.
“Esse é um dia especial para a educação indígena do nosso estado, os professores estarão aqui participando das aulas, e terão a oportunidade de ampliar seus conhecimentos pedagógicos e aprimorar suas práticas de ensino. Todo esse aprendizado será levado para as suas bases, ou seja, para os seus territórios”, destacou.
A qualificação desses profissionais é essencial, pois eles levarão o conhecimento adquirido para aprimorar o ensino dos territórios em que vivem.
Professor Ricardinho Kampa, do município de Feijó participa da formação. Foto: Mardilson Gomes/SEE“Já faz 25 anos que eu trabalho como professor e é a segunda vez que participo deste curso de magistério. Quero aproveitar ao máximo os estudos e aprender durante essa formação continuada. Já temos uma escola estruturada, com 145 alunos, e vou voltar para lá com mais aprendizados”, disse o professor Ricardinho Kampa, da escola Sete Voltas, localizada na comunidade Nova Floresta, na região do Rio Envira, em Feijó.
Os educadores participarão de uma imersão formativa de 40 dias, com diversas atividades que incluem formação em práticas pedagógicas, e qualificação para o aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem nas escolas indígenas.
“Fortalecer a educação indígena tem sido um dos compromissos da governadora Mailza Assis”, disse a secretária Francisca Arara. Foto: Mardilson Gomes/SEE“Eu acompanhei essa pauta da criação da política de educação escolar indígena, não só como professora, mas fui coordenadora da Organização dos Professores Indígenas do Acre por dez anos. A política de educação escolar indígena foi construída por muitas mãos, e o Estado, por meio do ex-governador Gladson Camelí e da governadora Mailza Assis abraçou essa causa”, afirmou a secretária extraordinária de Povos Indígenas, Francisca Arara.
“Vou levar tudo que aprendi aqui para melhorar o ensino e contribuir ainda mais para o aprendizado dos estudantes.”, afirmou a Elissandra. Foto: Mardilson Gomes/SEEA professora Elissandra Kaxinawá, da escola Ibã Kaxinawá, localizada em Tarauacá, terra indígena Rio Maetá, afirma que participar da formação é importante, pois os conhecimentos adquiridos serão levados para o fortalecimento do ensino.
“Vim aqui buscar conhecimento e levar o que eu aprender para a minha terra, para os meus alunos, com muito carinho e responsabilidade que o ensino exige”, declarou.


Foto: Mardilson Gomes/SEE
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