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Bolsas mundiais encerram trimestre em alta seletiva; Ibovespa opera com cautela e investidores acompanham China, EUA e cenário geopolítico
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Os mercados financeiros encerram o mês de junho e o segundo trimestre de 2026 em um ambiente de cautela, mas com viés positivo para boa parte das bolsas internacionais. O desempenho da atividade industrial da China acima das expectativas, aliado à expectativa por novos indicadores econômicos dos Estados Unidos e ao acompanhamento das negociações geopolíticas envolvendo Washington e Teerã, direciona o humor dos investidores nesta terça-feira (30).
No Brasil, a Bolsa de Valores (B3) iniciou o pregão em leve baixa, refletindo a realização de lucros típica do fechamento do trimestre e a espera por importantes indicadores econômicos domésticos e internacionais. Entre eles, destacam-se a divulgação do Caged, no Brasil, e do relatório Jolts, nos Estados Unidos, que podem influenciar as expectativas para os próximos passos da política monetária.
China impulsiona bolsas asiáticas
Na Ásia, o destaque ficou para os mercados da China continental. Dados mostraram que a atividade industrial voltou a crescer em junho, sustentada pela forte demanda por semicondutores, computadores e produtos ligados à inteligência artificial, além da continuidade das exportações de alta tecnologia.
O índice CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, avançou 1,07%, enquanto o índice de Xangai (SSEC) fechou em alta de 0,50%.
Segundo analistas, a recuperação da indústria reforça a resiliência do setor exportador chinês, embora o consumo interno ainda apresente sinais de desaceleração, mantendo no radar a possibilidade de novos estímulos econômicos por parte do governo chinês.
Entre os principais mercados asiáticos, o desempenho foi misto:
- Xangai (SSEC): +0,50%
- CSI 300: +1,07%
- Tóquio (Nikkei): +0,86%
- Seul (Kospi): +0,97%
- Taiwan (Taiex): +2,50%
- Hong Kong (Hang Seng): -0,63%
- Singapura (Straits Times): -0,55%
- Sydney (S&P/ASX 200): -0,51%.
Europa e Wall Street operam de olho em indicadores dos EUA
Na Europa, os principais índices apresentam comportamento próximo da estabilidade, enquanto investidores aguardam novos dados econômicos americanos capazes de oferecer pistas sobre a trajetória dos juros pelo Federal Reserve.
Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em leve alta, sustentados pelo bom desempenho recente das empresas de tecnologia e pela expectativa em torno dos indicadores de emprego. O mercado também acompanha as incertezas sobre possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã, fator que continua influenciando os preços internacionais do petróleo.
Ibovespa inicia sessão em baixa moderada
Na abertura desta terça-feira, o Ibovespa Futuro registrava queda próxima de 0,35%, girando ao redor dos 175 mil pontos, em um movimento de cautela típico do encerramento do mês, trimestre e semestre.
O dólar comercial apresentava leve valorização, sendo negociado próximo de R$ 5,18, enquanto a curva de juros futuros operava em alta, refletindo a postura mais conservadora dos investidores diante da agenda econômica.
Entre os fatores que influenciam o mercado brasileiro estão:
- divulgação do Caged;
- expectativa pelos dados de emprego dos Estados Unidos;
- comportamento das commodities;
- cenário fiscal doméstico;
- tensões geopolíticas internacionais.
Commodities seguem no radar da B3
As principais ações ligadas às commodities permanecem entre os destaques da Bolsa brasileira.
A Petrobras acompanha as oscilações do petróleo, que opera próximo da estabilidade diante das incertezas sobre o Oriente Médio e do aumento da oferta global.
Já a Vale segue reagindo às movimentações do minério de ferro e aos indicadores divulgados pela China, que reforçaram a recuperação da atividade industrial, embora persistam preocupações com as margens do setor siderúrgico.
Empresas movimentam o noticiário corporativo
No ambiente corporativo, alguns papéis concentram a atenção dos investidores:
- Raízen (RAIZ4) repercute o prejuízo líquido de R$ 7,33 bilhões registrado no quarto trimestre da safra 2025/26.
- Energisa (ENGI11) anunciou acordo para a entrada do Itaú na Denerge, com investimento de R$ 1,4 bilhão.
- Grupo Mateus (GMAT3) permanece no radar após receber um auto de infração bilionário da Receita Federal.
Mercado encerra semestre atento aos próximos catalisadores
O encerramento do primeiro semestre de 2026 ocorre em um ambiente de maior seletividade dos investidores. Embora os dados positivos da indústria chinesa tenham melhorado o sentimento nos mercados asiáticos, o foco global permanece voltado para os indicadores econômicos dos Estados Unidos, que poderão redefinir as expectativas para os juros internacionais.
No Brasil, além dos dados domésticos de emprego, o comportamento do câmbio, das commodities, da curva de juros e do cenário fiscal continuará determinando o desempenho da Bolsa nos próximos pregões, em um ambiente ainda marcado por elevada volatilidade e sensibilidade aos acontecimentos externos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul
A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.
No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.
A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.
O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.
No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.
Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.
A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.
No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.
O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.
No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.
Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.
O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.
Fonte: Pensar Agro
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