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Aleac aprova projetos do Executivo que modernizam gestão patrimonial, atualizam legislação tributária e aperfeiçoam isenção do IPVA para taxistas

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Os deputados estaduais aprovaram na Ordem do Dia desta quarta-feira (8), três projetos encaminhados pelo Poder Executivo que promovem alterações na legislação estadual voltadas ao aperfeiçoamento da gestão pública, à adequação das normas estaduais à Reforma Tributária e ao reconhecimento da isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para taxistas.

Entre as matérias aprovadas está o Projeto de Lei Complementar que altera a Lei Complementar nº 483, de 2024, responsável por disciplinar o IPVA no Estado. A proposta aperfeiçoa o procedimento para concessão da isenção destinada aos profissionais taxistas, permitindo o reconhecimento do benefício em situações em que atrasos administrativos na emissão de licenças, permissões, credenciais ou documentos fiscais impeçam a conclusão do processo dentro do exercício financeiro correspondente.

Ocorre que foi verificado, em diversos Municípios, que os procedimentos administrativos de renovação de permissões e credenciais de transporte podem se prolongar por período considerável, especialmente quando iniciados no último trimestre do exercício financeiro, fazendo com que a efetiva emissão da documentação ocorra apenas no exercício subsequente. Vale ressaltar que a medida não amplia o rol de beneficiários da isenção, mas adequa o procedimento administrativo para assegurar maior segurança jurídica aos contribuintes.

Os parlamentares também aprovaram o projeto que altera a Lei nº 3.885, de 2021, que dispõe sobre a política de gestão patrimonial dos bens imóveis do Estado. A iniciativa atualiza conceitos jurídicos, aperfeiçoa regras relacionadas à administração, utilização e alienação de imóveis públicos, fortalece os mecanismos de gestão patrimonial e busca conferir maior eficiência, transparência e racionalidade aos procedimentos administrativos desenvolvidos pela administração estadual.

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O PL também atualiza a disciplina referente à destinação das receitas provenientes da exploração econômica dos imóveis públicos, harmonizando-a com a Lei no 4.510, de 20 de dezembro de 2024, que dispõe sobre o Fundo de Gestão Patrimonial do Estado do Acre, estabelecendo expressamente a vinculação dos recursos ao referido Fundo, bem como disciplinando as hipóteses de sua aplicação e conferindo tratamento específico aos recursos provenientes da alienação de imóveis recebidos por dação em pagamento ou oriundos de processos judiciais.

Outra matéria aprovada altera a Lei nº 3.532, de 2019, que trata da distribuição da parcela do ICMS pertencente aos municípios acreanos. A presente proposta visa à compatibilização da legislação estadual com a nova sistemática constitucional de repartição de receitas instituída pela Emenda Constitucional no 132, de 20 de dezembro de 2023, regulamentada pela Lei Complementar Federal no 214, de 16 de janeiro de 2025, que instituiu o Imposto sobre Bens e Serviços – IBS e redefiniu os critérios de repartição das receitas tributárias entre os entes federativos.

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Nesse contexto, o projeto amplia o âmbito de incidência da Lei no 3.532, de 2019, para disciplinar não apenas a distribuição da parcela pertencente aos Municípios relativa ao ICMS, mas também aquela decorrente do IBS, preservando a sistemática atualmente adotada para o ICMS e estabelecendo regras específicas para a apuração do Índice de Participação dos Municípios no IBS – IPM/IBS, em conformidade com os critérios definidos na legislação nacional.

A proposição também promove os ajustes necessários na estrutura institucional responsável pela apuração e divulgação dos Índices de participação, ampliando as competências do Conselho Deliberativo do Índice de Participação dos Municípios para abranger tanto o ICMS quanto o IBS, bem como atualizando dispositivos relativos à atuação dos órgãos estaduais envolvidos na produção das informações necessárias ao cálculo dos índices.

Além disso, o projeto aproveita os mecanismos de aferição já existentes para os indicadores de qualidade da educação e de preservação ambiental, assegurando racionalidade administrativa, uniformidade metodológica e redução de custos operacionais na implementação do novo modelo de repartição das receitas tributárias.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Audiência pública debate diretrizes para elaboração do Orçamento do Estado de 2027

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A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou, nesta quinta-feira (9), audiência pública para discutir o Projeto de Lei nº 84/2026, que estabelece a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2027. O debate reuniu parlamentares, representantes de órgãos públicos, entidades da sociedade civil e demais interessados para analisar as prioridades que irão orientar a elaboração do orçamento estadual para o próximo ano.

A audiência foi realizada em atendimento ao Requerimento nº 51/2026, de autoria do deputado Afonso Fernandes (União Brasil), relator da matéria, com o objetivo de ampliar a participação da sociedade na discussão do projeto antes de sua apreciação pelo Poder Legislativo.

Encaminhado pelo Poder Executivo, o projeto estabelece as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), fixa metas e prioridades da administração estadual, disciplina aspectos relacionados à responsabilidade fiscal, à organização do orçamento e à execução financeira, além de definir parâmetros para a aplicação dos recursos públicos em áreas estratégicas ao longo de 2027. Conforme a mensagem governamental, o texto busca assegurar a continuidade das políticas públicas, a estabilidade institucional e o equilíbrio das contas públicas, em consonância com a Constituição, a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027.

Entre as prioridades previstas estão ações voltadas ao desenvolvimento humano, infraestrutura, produção sustentável, meio ambiente, povos indígenas, cultura, turismo, inovação, empreendedorismo e fortalecimento da gestão pública. O projeto também reforça mecanismos de transparência, monitoramento e avaliação das políticas públicas, além da integração do planejamento estadual aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ao abrir a audiência, o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, deputado Afonso Fernandes, destacou a importância da discussão das diretrizes orçamentárias como etapa fundamental do planejamento das ações do Estado. O parlamentar explicou que o orçamento público é estruturado por meio de instrumentos como o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual, ressaltando que a audiência pública amplia a participação da sociedade na definição das prioridades que irão orientar a gestão estadual no próximo exercício.

Em sua fala, Cristovam Pontes, chefe da Casa Civil, ressaltou que a audiência pública representa mais do que o cumprimento de uma exigência legal, sendo um espaço de diálogo entre o governo e a sociedade para a construção da LDO. Afirmou ainda que o principal objetivo do encontro é ouvir as demandas, preocupações, sugestões e contribuições da população, reforçando que a elaboração do orçamento deve ocorrer de forma transparente e participativa. Segundo ele, o governo reconhece o papel da Aleac como espaço legítimo para esse debate e, por isso, mobilizou secretários, presidentes de órgãos e equipes técnicas para acompanhar a audiência, demonstrando o compromisso da gestão com o diálogo, a transparência e a construção coletiva das prioridades que irão orientar a LDO e, posteriormente, a Lei Orçamentária Anual (LOA).

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Valmir Ribeiro, conselheiro representante do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), chamou atenção para os desafios fiscais enfrentados pelo Acre e defendeu o fortalecimento da fiscalização tributária como forma de aprimorar a arrecadação estadual. Segundo ele, a falta de reposição de profissionais na área fazendária, há mais de 16 anos, tem limitado a capacidade de auditoria e comprometido a recuperação de receitas já previstas na legislação. O conselheiro também ressaltou a importância de ampliar os investimentos em inovação tecnológica para elevar a produtividade de setores estratégicos da economia acreana, sugerindo que parte das emendas parlamentares seja destinada ao incentivo à pesquisa, à qualificação técnica e ao desenvolvimento de novas tecnologias.

Secretário da Fazenda apresenta balanço fiscal de 2025 e destaca resultados do primeiro quadrimestre

Durante a audiência pública, o secretário de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas, apresentou aos deputados estaduais o relatório de avaliação das metas fiscais referentes ao primeiro quadrimestre de 2025, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ele destacou que a prestação de contas é uma obrigação legal e um importante instrumento de transparência, permitindo que parlamentares e sociedade acompanhem a arrecadação, os gastos públicos e o cumprimento das metas estabelecidas pelo Estado. “O Parlamento, nos últimos anos, tem trazido esse debate para o público”, afirmou.

Amarísio explicou que o relatório reúne informações consolidadas da execução orçamentária entre 1º de janeiro e 30 de abril, servindo de referência para o acompanhamento das finanças estaduais e para subsidiar a elaboração das diretrizes orçamentárias. Entre os dados apresentados, informou que o Tesouro Estadual arrecadou aproximadamente R$ 3,2 bilhões no primeiro quadrimestre, enquanto a arrecadação total, incluindo operações de crédito, convênios e emendas federais, alcançou cerca de R$ 4,5 bilhões. No mesmo período, as despesas pagas somaram R$ 3,4 bilhões.

O gestor também apresentou os resultados primário e nominal, destacando que ambos permanecem acima das metas previstas na legislação. Ao detalhar a execução orçamentária dos Poderes, informou que, até abril, as despesas empenhadas totalizavam aproximadamente R$ 4,9 bilhões, considerando Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública. Segundo ele, parte dos órgãos já registrava elevado percentual de execução orçamentária, reflexo do planejamento financeiro realizado no início do exercício.

Secretário de Planejamento detalha estrutura e prioridades da LDO para 2027

Ao apresentar a proposta, o secretário de Estado de Planejamento, Ricardo Brandão, explicou que a LDO funciona como o instrumento que orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual, prevista para ser encaminhada à Assembleia Legislativa em setembro. Segundo ele, o texto reúne as normas que irão direcionar a definição das despesas, receitas e prioridades da administração pública no próximo exercício financeiro.

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Durante a explanação, Brandão destacou que o planejamento estadual passou a incorporar, desde 2023, a Agenda Acre 10 Anos, instrumento de longo prazo que antecede o Plano Plurianual. De acordo com o secretário, o PPA 2024-2027 foi construído a partir desse planejamento estratégico e de consultas realizadas nos 22 municípios acreanos, servindo como referência para a elaboração das diretrizes orçamentárias e, posteriormente, da Lei Orçamentária Anual.

O titular da pasta apresentou ainda as áreas estratégicas que nortearão a atuação do governo em 2027: desenvolvimento humano; produção, meio ambiente e povos indígenas; infraestrutura; cultura e turismo; ambiente de negócios, empreendedorismo e inovação; e gestão institucional e governança. Conforme explicou, esses eixos concentram os principais programas e investimentos previstos para o Estado.

Outro aspecto destacado foi a necessidade de prever mecanismos capazes de responder às oscilações econômicas ao longo do exercício financeiro. Segundo Ricardo Brandão, o projeto estabelece regras para adequação das receitas e despesas diante de variações na arrecadação, alterações na estrutura administrativa, impactos decorrentes da reforma tributária e situações excepcionais, como eventos climáticos que possam demandar recursos adicionais.

O secretário também ressaltou que o texto preserva a prioridade dos chamados orçamentos temáticos, voltados às políticas públicas para crianças e adolescentes, igualdade de gênero, mudanças climáticas e igualdade étnico-racial. Conforme explicou, esses programas possuem tratamento prioritário na distribuição das dotações, garantindo a continuidade das ações e o acompanhamento permanente de sua execução.

Ao tratar das emendas parlamentares, Ricardo Brandão informou que permanece o percentual de 6,8% da receita corrente líquida efetivamente arrecadada no exercício anterior como base para sua definição. Também destacou que o projeto mantém mecanismos de transparência, incluindo a divulgação da metodologia utilizada para o cálculo das receitas que servirão de referência às emendas individuais dos parlamentares.

A audiência contou com a participação de parlamentares, representantes dos Poderes e de órgãos da administração estadual. Compuseram a mesa dos trabalhos o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Aleac, deputado Afonso Fernandes; o secretário de Estado de Governo, Luiz Calixto, representando a governadora Mailza Assis; o juiz de Direito auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Acre, Giordane Dourado, representando o desembargador Laudivon Nogueira; os secretários de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas, de Administração, Paulo Roberto, e de Planejamento, Ricardo Brandão; a defensora pública-geral do Estado, Juliana Marques Cordeiro; o representante da Casa Civil, Cristóvam Moura; e o promotor de Justiça Sammy Barbosa Lopes, representando o Ministério Público do Estado, os parlamentares, além de representantes de instituições públicas e da sociedade civil.

Texto: Andressa Oliveira e Mircléia Magalhães

Fotos: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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