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“O Acre diz: chega”: MPAC lança campanha de enfrentamento à violência contra meninas e mulheres
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) lançou oficialmente, na noite desta quinta-feira, 6, durante a Expoacre 2026, a campanha “O Acre diz: chega de violência contra meninas e mulheres!”. A iniciativa integra a programação do Agosto Lilás e mobiliza a sociedade acreana para a prevenção e o enfrentamento da violência de gênero, reforçando que essa é uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade.
A solenidade foi realizada no estande institucional do MPAC, no Parque de Exposições Wildy Viana, em Rio Branco, e reuniu membros da instituição, representantes de órgãos parceiros e visitantes da feira. Representando o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque, o procurador-geral adjunto Jurídico, Celso Jerônimo de Souza, destacou que o enfrentamento à violência exige o compromisso permanente das instituições e da população.
Celso Jerônimo ressaltou que a violência contra meninas e mulheres nem sempre começa com a agressão física, mas, muitas vezes, manifesta-se de forma silenciosa, por meio do controle, da humilhação e da desigualdade. Segundo ele, romper esse ciclo passa pela conscientização coletiva e pela construção de uma cultura baseada no respeito, na liberdade e na dignidade.

“A campanha nasce da consciência de que toda transformação coletiva começa quando aquilo que era tolerado perde o abrigo da normalidade. Há violências que persistem porque foram incorporadas aos costumes, disfarçadas de ciúme ou de cuidado. Enfrentá-las exige chamar cada coisa pelo seu nome e recusar as desculpas que, durante tanto tempo, protegeram mais o agressor do que a vítima”, afirmou.
A promotora de Justiça Dulce Helena Franco, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher, explicou que, embora integre as ações do Agosto Lilás, a campanha tem caráter permanente e pretende manter viva a conscientização da sociedade ao longo de todo o ano.
“É um chamado à conscientização de toda a população acreana para a proteção de meninas e mulheres. É uma iniciativa muito importante, que não se encerra aqui. O enfrentamento à violência precisa ser permanente”, disse.
A escolha da Expoacre para o lançamento da campanha levou em consideração o alcance social do evento. Desde o início da feira, o estande do MPAC oferece orientações ao público, informações sobre os canais de denúncia, distribuição de material educativo e atendimento à população.
A atuação do MPAC na feira é coordenada pelo subprocurador-geral de Governança Institucional, Adenilson de Souza.
Apoio à iniciativa
A mobilização em defesa das meninas e mulheres foi reforçada durante a solenidade por representantes de instituições e da sociedade civil.


A rainha do rodeio da Expoacre 2026, Erica Oliveira, manifestou apoio à campanha. Ela destacou que usará o espaço de representatividade proporcionado pelo título para incentivar o respeito às mulheres, ampliar a conscientização sobre a violência de gênero e estimular outras pessoas a se unirem à causa. “Trazer essa pauta é de suma importância. Deixo minha gratidão ao Ministério Público por trazê-la para este ambiente, em um momento de grande visibilidade”, afirmou.
A secretária de Estado da Mulher, Simone Santiago, enfatizou que a campanha representa um chamado à participação de toda a sociedade no enfrentamento à violência contra meninas e mulheres. “Essa campanha convoca todos nós para construirmos um estado seguro para as mulheres e para as meninas também. Parabenizo o Ministério Público por essa linda campanha, que traz esperança de uma sociedade melhor”, disse.
Texto: Hudson Castelo
Fotos: Diego Negreiros
Secretaria de Comunicação do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC participa de mesa de diálogo e assina termo para fortalecer implementação do artigo 8º da Lei Maria da Penha
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, nesta quarta-feira, 5, da mesa de diálogo “Estratégias de implementação do art. 8º da Lei Maria da Penha”, realizada no auditório do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC). No evento, foi assinado um termo de compromisso para fortalecer a articulação entre os órgãos e instituições que integram a rede de enfrentamento à violência contra a mulher, com foco na implementação das diretrizes previstas na legislação.

Representaram o MPAC a promotora de Justiça Diana Soraya Tabalipa Pimentel, titular da 7ª Promotoria de Justiça Criminal; a coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAOP) de Defesa da Mulher e titular da 13ª Promotoria de Justiça Criminal, promotora de Justiça Dulce Helena de Freitas Franco; e a coordenadora do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), promotora de Justiça Bianca Bernardes.
Promovida pela Associação de Mulheres Negras do Acre e seus Apoiadores (AMN), a atividade reuniu representantes de instituições públicas e da sociedade civil para discutir estratégias de fortalecimento da atuação integrada da rede de proteção às mulheres em situação de violência. Na abertura, a presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, Goreth Pinto, destacou a importância do artigo 8º da Lei Maria da Penha, que estabelece diretrizes para a articulação entre órgãos públicos e entidades da sociedade civil na formulação e execução de políticas de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar, com atenção às questões de gênero e raça.
Durante a programação, a promotora de Justiça Diana Soraya Tabalipa Pimentel abordou a atuação da rede de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar, ressaltando que o enfrentamento à violência exige atuação coordenada das instituições e fortalecimento das políticas públicas.
“A Lei Maria da Penha foi toda estruturada para o trabalho em rede. Nós precisamos mudar a nossa mentalidade de acharmos que somente a polícia, o Ministério Público e o Poder Judiciário vão resolver o problema da violência contra a mulher. Mesmo com processos céleres e uma atuação eficiente dos órgãos de Justiça, nós ainda estamos tendo mulheres vítimas de feminicídio. É a grande prova de que não basta a atuação dos órgãos de Justiça sozinhos”, frisou.
Na sequência, a coordenadora do CAOP Mulher, promotora de Justiça Dulce Helena de Freitas Franco, apresentou o fluxo integrado de atendimento às mulheres em situação de violência, elaborado de forma conjunta com as instituições da rede de proteção, e explicou a proposta do termo de compromisso firmado durante o encontro.

“Nós estamos construindo esse fluxo e, antes de finalizá-lo, estamos realizando várias reuniões com toda a rede. Espero que esse fluxo funcione de acordo com o que foi pactuado. Temos que proteger as nossas vítimas, dar esse suporte, e esse fluxo é para isso. As instituições signatárias se comprometem a mapear seus serviços, capacitar seus agentes e participar do monitoramento contínuo dessa política pública”, ressaltou.
Após as apresentações, representantes das instituições participantes assinaram o termo de compromisso voltado à implementação do artigo 8º da Lei Maria da Penha. O documento formaliza o compromisso dos órgãos em construir e implementar, de forma articulada, um fluxo integrado de atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
Entre as medidas previstas estão a indicação de representantes institucionais para acompanhar a iniciativa, o mapeamento dos serviços oferecidos por cada órgão, a participação na elaboração e validação dos fluxos de atendimento, a capacitação de profissionais, a integração permanente da rede de proteção e o monitoramento contínuo das ações, visando garantir atendimento humanizado, prevenir a revitimização e fortalecer as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher.
Fotos: Clovis Pereira
Fonte: Ministério Publico – AC
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