A Prefeitura de Rio Branco atualizou a regulamentação para concessão da Licença para Extração Mineral (LEM), documento específico emitido pelo município para o aproveitamento de determinadas substâncias minerais pelo regime de licenciamento.
A atualização foi estabelecida pelo Decreto nº 1.864/2026, que organiza os procedimentos administrativos, documentais e de vistoria para análise dos pedidos e revoga regulamentações anteriores sobre o tema.
A Licença é destinada ao aproveitamento de substâncias minerais de uso imediato na construção civil, como areia, cascalho, saibro, argila e rochas britadas, entre outras previstas na regulamentação. E também tem como finalidade possibilitar o registro da atividade junto à Agência Nacional de Mineração.
De acordo com o chefe do Departamento de Licenciamento Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Cledson Reis, a atualização não representa a criação de uma nova modalidade de licença.
“A Secretaria Municipal de Meio Ambiente não está criando novas regras para a emissão da licença específica de extração mineral. Ela está organizando os fluxos documentais, administrativos e os procedimentos de vistoria para melhorar a avaliação e a emissão dessa licença”, explicou.
LEM não autoriza, sozinha, o início da extração
Um dos principais pontos estabelecidos pelo novo decreto é que a obtenção da Licença para Extração Mineral não permite, por si só, o início da atividade de extração.
A LEM é um documento municipal necessário para o registro da atividade perante a Agência Nacional de Mineração. Para iniciar efetivamente a exploração mineral, o empreendedor ainda deverá obter o título de licenciamento expedido pela Agência Nacional de Mineração, cumprir as exigências do licenciamento ambiental e obter o Alvará de Localização e Funcionamento.
“É importante deixar claro que essa licença não autoriza sozinha o início da atividade. O empreendedor ainda depende do registro e da expedição do título de licenciamento pela Agência Nacional de Mineração, do licenciamento ambiental e também do alvará municipal”, destacou Cledson.
Procedimentos para obtenção da licença
O decreto estabelece que o interessado deverá solicitar ao município documentos como a Certidão de Viabilidade para Uso e Ocupação do Solo, a Licença para Extração Mineral e os Alvarás de Localização e Funcionamento.
A Certidão de Viabilidade funciona como uma consulta prévia para verificar se a atividade pretendida é compatível com o uso e ocupação do solo da área e com os parâmetros estabelecidos pelo Plano Diretor.
Para solicitar a LEM, também deverá ser apresentada documentação básica e técnica do empreendimento. Entre os documentos previstos estão a poligonal da propriedade e da área de extração em formato adequado, planta de localização georreferenciada, planta de detalhe, memorial descritivo, Plano de Controle Ambiental (PCA) e Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD).
Os estudos e documentos técnicos deverão estar acompanhados da respectiva Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica (ART/RRT), ou documento equivalente emitido pelo conselho profissional competente.
Atuação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente participa da análise dos processos, verificando os aspectos ambientais relacionados à atividade. A equipe técnica poderá realizar vistoria na jazida e em seu entorno, analisar a documentação apresentada, conferir as coordenadas da área e verificar o cumprimento da legislação ambiental.
“Os técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente vão até a área onde está sendo solicitada a licença, analisam as coordenadas poligonais e fazem uma vistoria no local”, explicou o chefe do Departamento de Licenciamento Ambiental.
A secretaria também poderá estabelecer medidas de preservação e conservação ambiental como condição para a concessão ou renovação da Licença para Extração Mineral.
Validade de até quatro anos
O novo decreto estabelece que a Licença para Extração Mineral poderá ter validade de até quatro anos. A mudança amplia o prazo previsto na regulamentação anterior, que estabelecia validade de dois anos.
Mesmo após a concessão da licença, o empreendimento deverá permanecer sujeito ao acompanhamento ambiental. O decreto determina a apresentação anual do Relatório de Monitoramento Ambiental (RMA), até o último dia do mês de fevereiro.
O relatório deverá conter as informações estabelecidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e ser acompanhado da comprovação de regularidade no pagamento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).
A regulamentação também prevê a possibilidade de renovação automática da licença para empreendimentos que não tenham recebido autuações ambientais, estejam cumprindo as condicionantes estabelecidas e tenham apresentado os relatórios exigidos, desde que a situação originalmente licenciada permaneça inalterada.
Placa de identificação nas jazidas
Outra exigência estabelecida pelo decreto é a instalação de uma placa de identificação em cada jazida, em local de fácil visualização.
A placa deverá medir 1,20 metro por 0,90 metro e apresentar informações como número e validade da Licença para Extração Mineral, nome da empresa, responsável técnico, registro profissional, documento de responsabilidade técnica e número do canal para denúncias da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
A medida contribui para facilitar a identificação das áreas licenciadas e ampliar o acesso da população às informações sobre os empreendimentos.
Suspensão e cassação da licença
A regulamentação também estabelece medidas para situações de irregularidade. A Licença para Extração Mineral poderá ser suspensa até a regularização do empreendimento e poderá ser cassada em casos previstos no decreto, como infrações ambientais ou urbanísticas, alteração da área de exploração sem comunicação, descumprimento das medidas estabelecidas no Plano de Controle Ambiental ou de Termos de Compromisso e de Ajustamento de Conduta.
A cassação será realizada por meio de processo administrativo, garantindo ao interessado o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Recuperação das áreas degradadas
Entre as exigências técnicas está a apresentação do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) conforme previsto no art. 69 da Lei Municipal 1330, documento que estabelece as medidas que deverão ser adotadas para recuperação da área após o encerramento da atividade.
O plano define as ações necessárias para minimizar os impactos ambientais e orientar a recuperação do local utilizado pelo empreendimento, garantindo que o processo ocorra de acordo com as exigências da legislação ambiental municipal.
Atualização da regulamentação municipal
O Decreto nº 1.864/2026 entrou em vigor na data de sua publicação e revoga o Decreto nº 2.956, de 2008, e o Decreto nº 018, de 2016.
Com a atualização, a Prefeitura de Rio Branco organiza os procedimentos municipais relacionados à Licença para Extração Mineral, estabelecendo critérios para análise documental, vistoria, acompanhamento e controle das atividades, com atenção aos aspectos ambientais e urbanísticos.
A regulamentação reforça ainda que a extração mineral deverá ocorrer somente após o cumprimento de todas as etapas e autorizações exigidas pela legislação, cabendo aos órgãos competentes a análise e fiscalização dentro de suas respectivas atribuições.ik
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Esportes, realiza, neste fim de semana, uma ampla programação esportiva em diferentes regiões da capital. As atividades fazem parte das ações da gestão do prefeito Alysson Bestene voltadas ao fortalecimento do esporte amador, ao incentivo à prática de atividades físicas e à integração entre as comunidades.
Entre os destaques da programação está a primeira fase da Copa Rio Branco de Futebol Amador. Os jogos de ida serão realizados, neste domingo (20), em quatro campos da capital: Chalé, no bairro Apolônio Sales, Vasco, no Bairro Bosque, Jesus (Jéso), no Loteamento Praia do Amapá e Bacu, localizado na BR-364, na altura da comunidade/bairro Santa Cecília, no Segundo Distrito de Rio Branco. Ao todo, 30 equipes entram em campo em 15 confrontos.
Ações fortalecem o esporte amador, incentivam a prática de atividades físicas e promovem a integração entre as comunidades. (Foto: Reprodução internet)
No Campo do Chalé, a programação começa às 7h30, com o confronto entre Império Verde Sport e Inter do Ayrton Senna. Às 9h, jogam Rua do Fuxico FC e Estação VIP FC. No período da tarde, às 13h30, Atlético de Madrid enfrenta Amigos do Mustafá A.
No Campo do Vasco, Unidos da Torre enfrenta Vista Linda FC, às 7h30. Às 9h, será a vez de Fiorentina FC e Aroeira FC. A programação continua às 13h30, com Aeroporto Velho FC e Adalberto Aragão FC, e termina às 15h, com Jequitibá e União RB.
No Campo do Jesus (Jéso), Benfica FC e Nova Vida abrem a rodada às 7h30. Às 9h, Betel Futebol Clube enfrenta Arsenal FC. No período da tarde, MDM FC joga contra Amigos do Doca, às 13h30, enquanto Escolinha Chapecoense e Atlético Porto-Acrense entram em campo às 15h. Já no Campo do Bacu, Cabreúva FC enfrenta Irmãos Pereira, às 7h30. Fluminense da Baixada e Marmoraria Rocha jogam às 9h. Às 13h30, Boca do Acre enfrenta o +Clínicas e, às 15h, Calafate e Unidos do Amapá encerram a rodada.
Esporte também chega à zona rural
A programação do fim de semana também contempla a zona rural de Rio Branco. Na região da Transacreana, será realizado um torneio de futebol de campo promovido pelo Sindicato dos Produtores Rurais, em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes.
A iniciativa amplia o alcance das atividades esportivas desenvolvidas no município e busca aproximar as ações da Prefeitura das comunidades rurais, incentivando a prática esportiva e proporcionando momentos de lazer e integração.
“Vamos fortalecer o esporte amador, incentivar a participação das comunidades e proporcionar lazer e integração à população”, afirmou John Douglas. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O secretário municipal de Esportes, John Douglas, destacou que a programação foi planejada para alcançar diferentes públicos e regiões da capital. “Por determinação do prefeito Alysson Bestene, estamos promovendo um fim de semana com diversas atividades esportivas. Teremos a primeira fase da Copa Rio Branco de Futebol Amador, com jogos em quatro campos da capital, além do torneio de futebol na Transacreana, realizado em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais, e do torneio de futsal no Maguila. Nosso objetivo é fortalecer o esporte amador, incentivar a participação das comunidades e proporcionar momentos de lazer e integração para a população”, afirmou John Douglas.
Torneio de futsal no Maguila integra a programação esportiva do fim de semana, com apoio da Secretaria Municipal de Esportes. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Outra atividade prevista para o domingo é um torneio de futsal no Maguila. A competição integra a programação promovida e apoiada pela Secretaria Municipal de Esportes e amplia as opções de atividades oferecidas à população durante o fim de semana.
A realização dos torneios também contribui para estimular a participação de atletas e equipes das comunidades, fortalecendo o esporte de base e amador em Rio Branco.
6ª edição do Moto Fest
A 6ª edição do Moto Fest acontece na Arena Race, reunindo motociclistas e o público em uma programação de esporte e entretenimento. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
A programação contará ainda com a 6ª edição do Moto Fest, que será realizada na Arena Race, das 9h às 20h. O evento reunirá amantes do motociclismo e o público em geral em mais uma opção de esporte, entretenimento e convivência durante o fim de semana. Mais informações sobre as atrações serão divulgadas posteriormente.
Com a programação, a Prefeitura de Rio Branco reforça as ações de incentivo ao esporte e ao lazer, reconhecendo a prática esportiva como instrumento de promoção da saúde, qualidade de vida, convivência comunitária e integração social.
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