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“Achei que era labirintite, mas era um AVC” diz paciente que comemora alta sem sequelas graças à tecnologia inédita no Acre

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A rotina de trabalho de Jocilene Uchoa, 49 anos, mudou repentinamente na manhã da sexta-feira, 15. Após o café, ela sentiu uma tontura e pensou que era uma crise de labirintite. Minutos depois, o braço perdeu a força e a fala ficou comprometida. “Minha parceira de trabalho falou na hora: ‘isso não é labirintite, você está tendo um AVC’”, relembra.

Jocilene foi levada ao Pronto Socorro de Rio Branco. Recebida na sala vermelha, passou por exames e, em pouco tempo, já era acompanhada pela equipe do programa AVC: Segundos Importam, implantado pelo governo do Acre por meio da plataforma Join.

“Quando recebi a medicação, senti na hora uma impulsão no corpo, parecia que tinha desentupido alguma coisa. No dia seguinte já consegui levantar, tomar banho sozinha, e não fiquei com nenhuma sequela”, comemora.

A paciente não esconde a felicidade. “Senti cada movimento voltar ao normal, e foi incrível perceber que não fiquei com nenhuma sequela. Nunca imaginei que fosse me recuperar tão rápido. Hoje me sinto completamente bem e pronta para retomar minha rotina. É uma sensação de alívio e gratidão enorme”, conta.

Jocilene Uchoa lembra como foi atendimento médico e sensação de retomar movimentos do corpo. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

Atendimento rápido salva vidas

De acordo com Beatriz Lima, analista de capacitação da Join, o atendimento rápido foi decisivo. “A paciente chegou por volta de 10h40 e, às 13h15, já havia finalizado o tratamento com trombólise. Esse tempo reduzido só é possível porque a plataforma conecta médicos e equipes multiprofissionais em tempo real, permitindo que a conduta seja definida sem demora”, explica.

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A plataforma Join integra o programa AVC: Segundos Importam, lançado em abril deste ano pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). A iniciativa atua na chamada “janela terapêutica” de até quatro horas e meia após o início dos sintomas, período crucial para reverter danos neurológicos.

“A população precisa reconhecer os sinais de alerta da doença: perda de força em um dos lados do corpo ou em ambos, queda da face e dificuldade para falar. Identificar rápido e levar a pessoa imediatamente à unidade de saúde pode fazer toda a diferença”, alerta Beatriz.

Beatriz Lima é uma das analistas de capacitação da plataforma Join no Acre. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

Tecnologia inédita na região Norte

A plataforma Join, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), funciona como uma rede segura em que médicos compartilham exames e discutem casos em tempo real. No Acre, o investimento estadual foi superior a R$ 4 milhões, garantindo suporte especializado 24 horas por dia para todas as unidades de saúde.

Ao chegar a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou no Pronto Socorro, o paciente realiza um eletrocardiograma (ECG) em até 10 minutos. O exame é transmitido pela plataforma, e um cardiologista on-line orienta a equipe sobre o tratamento adequado, buscando um desfecho satisfatório no chamado “tempo ouro”, até 20 minutos para salvar vidas e evitar sequelas.

Para Jocilene, que deixa o hospital sem nenhuma limitação, a mensagem é simples: “Se sentir qualquer coisa diferente, não fique em casa. Procure ajuda rápido. Eu tive pessoas agindo rápido ao meu lado, e isso me salvou. Esse programa é maravilhoso. Se acontecer de novo, venho correndo para cá”.

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Paciente realiza tomografia na unidade de saúde e exame é encaminhado para plataforma. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

Cobertura no Acre

Visando expandir a plataforma Join para todo o interior do Estado, a Sesacre iniciou uma capacitação no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, nesta segunda-feira, 18, que segue até o sábado, 23.

A agenda segue com treinamentos em Mâncio Lima nos dias 25 e 26; em Rodrigues Alves dia 27; em Tarauacá, dia 28; e Feijó nos dias 29 e 30. Já em setembro, Manoel Urbano recebe a capacitação no dia 1° e Sena Madureira no dia 2.

“Cada minuto faz diferença quando falamos de um AVC. A experiência da dona Jocilene mostra o quanto a tecnologia e o atendimento rápido podem mudar destinos e queremos que todas as pessoas, em todo o estado, tenham a oportunidade de recomeçar assim como ela, por isso, estamos levando esse programa para o interior, porque vidas não podem depender da distância da capital. A nossa missão é garantir que, em qualquer município do Acre, o paciente receba o mesmo padrão de cuidado e tenha a chance de sair sem sequelas. Esse é o compromisso do Governo: salvar vidas e dar esperança às famílias acreanas”, destacou o secretário de Saúde, Pedro Pascoal.

Dos 22 municípios acreanos, 18 possuem cobertura da plataforma para atendimentos, são eles: Acrelândia, Assis Brasil, Brasiléia, Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco, Rodrigues Alves, Sena Madureira, Senador Guiomard, Tarauacá e Xapuri.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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