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Acre participa de pesquisa nacional para fortalecer parcerias com organizações da sociedade civil

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A Secretaria de Estado de Governo (Segov), por meio do Conselho de Fomento e Colaboração (Confoco-Acre), está recebendo pesquisadores do estado de São Paulo, para a realização da pesquisa “Capacidades Estatais para a Implementação do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC)”.

Pesquisadores foram recebidos por equipe técnica da Sesacre. Foto: Alice Leão/Secom

A agenda inicial ocorreu na segunda-feira, 13, na Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), e continuou, nesta terça-feira, 14, na  Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). A visita integra um estudo nacional conduzido em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), o Conselho Nacional de Fomento e Colaboração (Confoco) e o Conselho Estadual de Fomento e Colaboração do Acre (Confoco-Acre).

Diagnóstico para fortalecer parcerias

O Acre é um dos cinco estados selecionados para participar da pesquisa, sendo o terceiro a receber a equipe técnica. O estudo tem como objetivo compreender e aprimorar as capacidades do poder público e das Orgnizações da Sociedade Civil (OSCs) na execução de políticas públicas por meio de parcerias.

De acordo com o presidente do Confoco-AC, Jessé Leitão, a iniciativa representa um marco para o estado ao possibilitar um diagnóstico aprofundado sobre a realidade local. “Esse momento representa muito para o Acre, especialmente pela parceria com a Universidade de São Paulo e o Confoco nacional. A pesquisa vai permitir que as organizações da sociedade civil apontem suas dificuldades, peculiaridades e especificidades na execução das políticas públicas”, destacou.

De acordo com o presidente do Confoco-AC, Jessé Leitão, a iniciativa representa um marco para o estado ao possibilitar um diagnóstico aprofundado sobre a realidade local. Foto: Marcos Santos/ Secom

Cenário das organizações no Acre

Leitão também chamou atenção para o cenário atual das OSCs no estado. Segundo ele, das mais de 4 mil organizações existentes no Acre, cerca de 1.734 apresentam algum tipo de irregularidade, enquanto outras 17 estão impedidas de firmar parcerias com o poder público. “A partir desses dados, vamos conseguir construir diretrizes mais assertivas para o fomento e a colaboração entre o Estado e a sociedade civil, com base em evidências e impactos socioeconômicos”, afirmou.

Capacidades e desafios na gestão pública

A pesquisadora da USP, Patrícia Mendonça, explicou que o foco do estudo está na identificação das capacidades necessárias para que as parcerias ocorram de forma mais eficiente. “Queremos entender quais capacidades precisam ser desenvolvidas tanto pelo Estado quanto pelas organizações da sociedade civil, para que essas parcerias aconteçam da melhor maneira possível. Isso envolve desde capacitação técnica até a articulação entre diferentes atores, como órgãos públicos, assembleias e entidades parceiras”, ressaltou.

Ainda segundo a pesquisadora, a iniciativa também busca promover a troca de experiências entre os estados participantes e propor melhorias em ferramentas de gestão utilizadas nas parcerias. “A ideia é identificar boas práticas e, ao final, contribuir com soluções que facilitem a execução dessas parcerias, tornando os processos mais ágeis e eficientes”, explicou.

Resultados práticos e impacto na gestão

O pesquisador Hugo Guornik reforçou que a pesquisa tem um compromisso direto com a melhoria da gestão pública. “Além do conteúdo acadêmico, há um compromisso de gerar dados e direcionamentos que ajudem gestores públicos e sociais no dia a dia, tornando essas relações mais claras e menos burocráticas. Estamos em um momento de aprimoramento do MROSC em todo o país, e essa pesquisa vem justamente para apoiar esse processo”, pontuou.

Na prática, os resultados devem impactar diretamente a execução de políticas públicas, especialmente em áreas como assistência social, saúde e esporte, nas quais a atuação das OSCs é mais recorrente.

Aprimoramento das políticas no Estado

Para a técnica de captação da Sesacre, Raquel Rodrigues dos Santos, a iniciativa já apresenta reflexos positivos. “Receber a equipe da USP está sendo muito importante para aprimorar nossos decretos e leis, além de fortalecer a formalização de parcerias com as organizações da sociedade civil”, afirmou.

A pesquisa segue com a etapa de coleta de dados no Acre e, posteriormente, passará por outros estados de outras regiões do país. A expectativa é que os resultados contribuam para o aperfeiçoamento das políticas de fomento e colaboração, fortalecendo a governança e ampliando os impactos sociais das parcerias no estado.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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