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Educação do Acre promove seminário sobre implementação da lei que integra psicologia e serviço social às escolas

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) realizou, na manhã desta quinta-feira, 26, o seminário “A escola como espaço de cuidado na perspectiva da implementação da Lei nº 13.935/2019”, no auditório da pasta, em Rio Branco, com transmissão pelo YouTube.

Promovido pelo Departamento de Formação e Assistência Educacional (Defae) e pela Divisão de Psicologia Escolar e Educacional (Dipsee) da SEE, o encontro teve como objetivo aprofundar o debate sobre a nova legislação, que prevê a atuação de profissionais de Psicologia e Serviço Social nas redes públicas de educação básica.

Técnicos e assessores pedagógicos da rede estadual participam de seminário sobre implementação da Lei nº 13.935/2019. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O evento reuniu técnicos pedagógicos e assessores da rede estadual para debater estratégias de promoção da saúde, prevenção da violência e fortalecimento do ambiente escolar.

Programação e palestras

A programação do seminário incluiu palestras sobre atuação multiprofissional, escuta psicossocial e desenvolvimento de competências socioemocionais no ambiente escolar.

Participantes acompanharam palestras e debates sobre prevenção da violência e promoção da saúde no ambiente escolar. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A primeira palestra foi ministrada pelo chefe da Divisão de Psicologia Escolar e Educacional da SEE, psicólogo Ocimar Mendes, que abordou o papel da equipe multiprofissional no contexto educacional e os desafios da implementação da legislação nas escolas.

Na sequência, a psicóloga Priscila Maria Soares, da Secretaria da Educação do Espírito Santo, apresentou a palestra “Escuta psicossocial e estratégias coletivas para uma aprendizagem com equidade”, destacando a importância de práticas colaborativas para enfrentar desafios no ambiente escolar.

Encerrando a programação, o professor e pesquisador Felipe Megane Magalhães, do Instituto Semente, de São Paulo (SP), abordou “O potencial das competências socioemocionais para o bem-estar dos educadores e no processo de ensino e aprendizagem”, reforçando o papel das habilidades socioemocionais na construção de ambientes escolares mais saudáveis.

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Chefe do Departamento de Formação e Assistência Educacional da SEE, Lídia Cavalcante destacou a importância da atuação de psicólogos e assistentes sociais nas escolas. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A chefe do Departamento de Formação e Assistência Educacional da SEE, Lídia Cavalcante, destacou que a legislação representa um avanço no fortalecimento das ações de cuidado no ambiente escolar. “A importância dessa lei é que ela estabelece que assistentes sociais e psicólogos façam parte das equipes que atuarão nas escolas, cada um com sua especialidade, oferecendo suporte às unidades de ensino”, explicou.

Segundo a gestora, a atuação desses profissionais permitirá compreender melhor a realidade de cada comunidade escolar. “Esse conhecimento da psicologia e da assistência social vai considerar a territorialidade de cada escola e os fatores biopsicossociais que envolvem crianças e adolescentes. É um trabalho essencialmente preventivo, que contribui para melhorar o processo de ensino e aprendizagem”, acrescentou.

Psicólogo Ocimar Mendes abordou o papel das equipes multiprofissionais no fortalecimento das ações de cuidado nas escolas. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Processo de implementação

A SEE já iniciou o processo de implementação da lei com a criação de um grupo de trabalho (GT) formado por diferentes setores da secretaria. O grupo é responsável pela elaboração de um plano de ação que inclui momentos de formação interna e externa.

De acordo com Lídia Cavalcante, o seminário desta quinta-feira integra esse processo formativo, voltado inicialmente para os profissionais da própria secretaria. “Hoje estamos reunidos com técnicos e assessores pedagógicos para que conheçam a importância da lei e compreendam como está acontecendo a sua implementação na rede estadual”, afirmou.

A expectativa é que, com a contratação de psicólogos e assistentes sociais, as escolas passem a contar com uma equipe multiprofissional que atuará diretamente nas regionais de ensino.

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Seminário reuniu profissionais da educação para discutir estratégias de mediação de conflitos e aprendizagem socioemocional. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Hoje, muitas vezes, o psicólogo atua de forma clínica, quando a situação já está instalada. Com a implementação da lei, teremos um trabalho diário nas escolas, com acompanhamento, monitoramento e ações de prevenção, sensibilização e conscientização”, destacou a chefe do departamento.

Já Ocimar Mendes ressaltou que o plano de implementação da lei também prevê a escuta da comunidade escolar e dos profissionais que atuam diretamente nas unidades de ensino.

“No início do ano, o secretário estadual de Educação determinou a elaboração de um plano para implementar a lei. Esse plano prevê ouvir a comunidade escolar e os técnicos que estão nas escolas, para que possamos qualificar a implementação e torná-la realmente efetiva”, explicou.

Ocimar Mendes: “Ouvir a comunidade escolar e os técnicos que estão nas escolas”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo o gestor, o objetivo é construir um processo participativo que contribua para o desenvolvimento de ações mais alinhadas às necessidades das escolas.

Seminário ampliado em abril

Como parte das ações formativas, a SEE também realizará, nos dias 8 e 9 de abril, o Seminário de Psicologia Escolar e Educacional, aberto à comunidade em geral.

O evento será realizado no auditório da Uninorte e no Centro Universitário Estácio Unimeta, em Rio Branco, com palestras, oficinas e grupos de trabalho voltados a professores, estudantes, gestores escolares, pais e demais interessados.

A expectativa é ampliar o debate sobre o cuidado nas escolas e fortalecer a rede de apoio voltada ao desenvolvimento integral dos estudantes.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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