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Educação indígena e rural do Acre se fortalecem nos últimos oito anos

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Quando se fala em fazer educação no Acre já se pensa nos desafios, sobretudo na logística, seja para transportar materiais de manutenção e revitalização para as escolas, seja levar merenda aos locais mais remotos ou mesmo levar um ensino de qualidade a todos os estudantes.

Mas todos esses desafios têm sido vencidos ano após ano pelo governo do Estado. Desde 2018 até agora, em 2026, os índices mostram uma evolução, não apenas no ensino, mas também nos benefícios e serviços que são ofertados à comunidade escolar.

Acre enfrenta o desafio e a logística de fazer educação na Amazônia.
Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE

“Temos desenvolvido ao longo dessa gestão, por determinação da governadora Mailza Assis, diretrizes para que a educação indígena e a do campo tenha a mesma qualidade da urbana. Fazer educação na Amazônia é difícil, mas temos superado os desafios levando educação e esperança em todo o nosso estado”, disse o titular da SEE, Reginaldo Prates.

Para se ter uma ideia do quanto houve de evolução no ensino nas escolas rurais, em 2018 apenas 6% delas possui algum tipo de internet para interligar estudantes e professores ao mundo virtual. Agora, nada menos do que 33% dessas escolas possuem algum tipo de conectividade.

O governo do Estado trabalha para levar conexão a um maior número de escolas rurais e indígenas, e serviços estão avançando. Em 2018,  outro dado importante, apenas 25% das escolas rurais possuíam banheiro. Agora, este percentual já chegou a 70%.

Entre os diversos serviços de manutenção está a cobertura das escolas.
Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE

Outro dado que chama a atenção quando o assunto é levar uma educação de qualidade às comunidades rurais é que em 2018 apenas 37% das escolas possuíam água potável. Mas essa realidade vem mudando na medida em que a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) implementa poços nas comunidades escolares. Esse percentual agora chega a 61% das escolas.

Mais de 53 milhões investidos

Para se ter uma ideia dos esforços que são realizados pelo governo do Estado na educação rural e também na educação indígena, desde 2022 até agora, já foram investidos mais de R$ 53,5 milhões em manutenção predial e revitalização de escolas nos mais diversos municípios.

Escolas indígenas têm recebido investimentos importantes do governo do Acre.
Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE

No total, esses investimentos chegaram, no total das intervenções, em 144 escolas indígenas e em outras 263 escolas rurais, chegando a beneficiar, no total, 35.748 estudantes, dos quais 6.021 são de escolas indígenas e outros 29.727 de escolas da zona rural do Estado.

Nos serviços de manutenção que são realizados nas escolas estão a pintura predial, a substituição de barrotes, a troca de telhas, o cercamento da escola e a instalação do pórtico, intervenções nas salas de aula, nas cozinhas e nos refeitórios, nos banheiros, além de instalação de caixas d’água e construção de poços.

Destaque na região Norte

E por tudo o que o governo do Estado, por meio da SEE, tem feito nas escolas rurais e indígenas, o Acre tem se destacado na região Norte. Para se ter uma ideia, a educação indígena aparece com muita força quando se comparam os dados.

No Acre, no ano de 2026, as matrículas nas escolas indígenas atingem um total de 12.505 estudantes. O número representa 5,2% do total de matrículas no Estado na educação básica. A média nacional dessa modalidade fica em 0,8% e na Região Norte, como um todo, essa média não ultrapassa os 4,1% de matrículas na educação indígena em relação à educação básica.

Algumas escolas foram completamente reconstruídas, como a São Pedro.
Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE

No Acre, entre os municípios que ofertam educação indígena estão Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul, na região do Vale do Juruá, além de Sena Madureira, Assis Brasil, Feijó, Jordão, Santa Rosa do Purus e Tarauacá.

Mas é na educação rural onde o Acre se destaca. Agora em 2026 foram registradas 80.830 matrículas nessa modalidade de ensino, o que representa um total de 33,3% das matrículas da educação básica. Na comparação, a média nacional das matrículas rurais com a educação básica ficou em 16,6% e na Região Norte essa média ficou em 28,9%.

Escolas completamente revitalizadas para a comunidade escolar.
Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE

“No Acre, é preciso destacar que a logística para se fazer educação básica é desafiadora. Portanto, devemos levar em conta os diversos fatores, como a utilização de barcos e aviões para levar um ensino de qualidade aos estudantes e comemorar esses percentuais que nos colocam em evidência no cenário regional”, ressaltou o secretário Reginaldo Prates (SEE).

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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