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Educação promove oficina de letramento e monitoramento de resultados na Escola Henrique Lima

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), por meio do Departamento de Ensino Médio, realizou nesta quinta-feira, 4, na Escola Henrique Lima, localizada no bairro Calafate, em Rio Branco, uma Oficina de Letramento com estudantes do ensino médio, aliada a uma ação de monitoramento pedagógico junto à equipe gestora da unidade escolar.

A oficina, direcionada aos alunos, teve como foco as áreas de Língua Portuguesa, Ciências Humanas e Matemática, com ênfase nos descritores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Já com a gestão escolar, o trabalho foi voltado à apresentação e análise dos resultados obtidos nos simulados aplicados ao longo do ano, com o objetivo de identificar avanços e pontos que necessitam de maior atenção.

De acordo com a chefe do Departamento de Ensino Médio da SEE, Danielly Matos, a ação faz parte da preparação dos estudantes para a Prova do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que contribui diretamente para a definição do Ideb.

Equipe gestora acompanha o monitoramento dos resultados dos simulados. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“A Oficina de Letramento visa aprimorar as habilidades dos estudantes em Língua Portuguesa, Matemática e Ciências Humanas em parceria com a equipe do Pré-Enem Legal. Paralelamente, realizamos o monitoramento dos resultados dos simulados, comparando o desempenho dos alunos ao longo do processo. Esse acompanhamento contínuo permite identificar as áreas que necessitam de maior atenção e garantir a evolução dos estudantes”, destacou.

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Para o gestor da Escola Henrique Lima, Roberval Rodrigues de Lima, a parceria da SEE com a instituição representa um apoio fundamental para que a escola alcance melhores resultados.

“Receber a equipe de ensino da secretaria é uma honra. Esse Ideb é um dos mais esperados por nós, porque já estamos há três edições sem atingir a meta de 80%. Toda a comunidade escolar está muito focada e dedicada para mudar esse cenário. Agradecemos o apoio da SEE, que tem caminhado conosco nessa trajetória, e também ao Pré-Enem Legal, que soma forças com esse trabalho”, ressaltou.

Gestor Roberval Rodrigues ressalta a importância da parceria com a SEE. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Entre os alunos participantes, o estudante do 3º ano, Ítalo Manuel Nogueira, destacou a importância da oficina para sua preparação acadêmica.

“A oficina é muito interessante, porque nos ajuda a revisar conteúdos que não víamos desde o primeiro ano. Para mim, que pretendo cursar Engenharia Civil, esse reforço é essencial. O material é relevante e recorrente no Enem, e acredito que contribuirá bastante para o meu desempenho em qualquer avaliação”, afirmou.

Estudante Ítalo Nogueira destaca contribuição da oficina para sua preparação. Foto: Mardilson Gomes/SEE

As ações desenvolvidas na escola integram o conjunto de estratégias do governo do Estado para fortalecer a aprendizagem, preparar os estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e melhorar os índices educacionais no Acre.

Fonte: Governo AC

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Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre

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Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.

Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

Sapo de cor verde brilhante vive principalmente na selva amazônica do Acre. Foto: Cleiton Lopes/Secom

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.

“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Cacique Mõcha Noke Koî segura o animal demonstrando respeito. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.

“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

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Preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.

Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.

“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

Primeiro Festival Noke Koî – União dos Povos. Foto: Cleiton Lopes/Secom

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

Brincadeiras do Festival Noke Koî. Foto: Cleiton Lopes/Secom

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

Titular da Secretaria de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara destaca que a medicina tradicional está ligada à preservação das matas.  Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.

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Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.

“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Preservar o kambô, para os povos indígenas do Acre é manter viva uma sabedoria ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Povos indígenas do Acre contribuem para a preservação da floresta em pé. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.

Fonte: Governo AC

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