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Em agosto, desmatamento caiu 27% no AC, mas estado é o 3° da Amazônia Legal com maior área derrubada

Estado desmatou uma área de 173 quilômetros quadrados no mês passado contra 236 quilômetros quadrados em 2021.

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Dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) obtidos por meio do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD) mostram que a área desmatada no Acre caiu 27% em agosto, se comparado com o mesmo período do ano passado.

De acordo com o boletim, o estado desmatou uma área de 173 quilômetros quadrados no mês passado contra 236 quilômetros quadrados em 2021.

Mas, apesar dessa redução, o estado foi o terceiro da Amazônia Legal com maior área afetada pelo desmatamento no mês passado, de acordo com os dados, ficando atrás apenas do Pará (647km²) e do Amazonas (289km²).

Em agosto de 2022, o SAD detectou 1.415 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal, uma redução de 12% em relação a agosto de 2021, quando o desmatamento somou 1.606 quilômetros quadrados.

O desmatamento detectado em agosto de 2022 ocorreu no Pará (46%), Amazonas (20%), Acre (12%), Rondônia (10%), Mato Grosso (10%), Maranhão (1%) e Roraima (1%).

As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 976 quilômetros quadrados em agosto de 2022, o que representa um aumento de 5.322% em relação a agosto de 2021, quando a degradação detectada foi de 18 quilômetros quadrados.

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No Acre, foi registrada uma área de 28 quilômetros quadrados em degradação, o que corresponde a 3% da área total da Amazônia Legal, de acordo com os dados.

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Vozes da floresta em conquista

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Por Francisca Arara

Este 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, marca a nossa história, a história da nossa ancestralidade, do povo do cocar, dos povos indígenas na luta pelos seus direitos: direito aos territórios, direito de participação, direito de diálogo, o direito de ajudar na construção de uma política pública que venha a atender os povos indígenas com respeito, com dignidade, levando apoio fazendo com que os recursos cheguem direto nos territórios indígenas.

Antes, as nossas vozes eram silenciadas, sempre alguém falava por nós, e hoje a gente vive um momento histórico de conquista. Avançamos na educação escolar indígena intercultural bilíngue, específica e diferenciada. Hoje  somos nós mesmos ministrando as nossas aulas, sendo os pesquisadores, trabalhando as nossas línguas maternas, nossas línguas indígenas, nas nossas próprias escolas.

Hoje nós estamos conduzindo também a pasta da saúde indígena, nós temos agentes agroflorestais que também cuidam dessa parte, da pauta da gestão territorial e ambiental dos nossos territórios junto com as famílias. Os agentes indígenas de saneamento (Aisan), que estão ali cuidando do tratamento dos recursos hídricos.

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Nós temos a representação indígena nos nove estados da Amazônia, que mantém o movimento indígena fortalecido, como a Organização dos Povos Indígenas da Amazônia.

Os povos indígenas trazem um marco histórico de conquista, de resistência, para que nós possamos manter os nossos direitos, preservar nossa cultura viva e ecoar nossas vozes. Por isso, esse mês representa para nós conquista.

A gente hoje ainda temos muitos desafios a cumprir, mas nós temos alcançado os nossos espaços e a gente luta para isso: que esse ano de 2027 nós venhamos ter os nossos parlamentares federais e estaduais nos estados, que só assim cada vez mais nós estaremos ganhando nossos espaços e levar nossas vozes para defender aquilo que nós tanto desejamos.

O nosso Brasil tem aberto as portas para essas vozes. O Acre hoje sai na frente de outros estados do país, com a indicação da primeira mulher indígena a ser titular de uma Secretaria de Estado de Povos Indígenas, porque isso na história ninguém nunca tinha visto. Mas nós estamos aqui fazendo a política pública de fato acontecer e chegar nas pontas.

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E isso se deu através da formação de lideranças organizada pela Comissão Pro-Indígenas do Acre, que é uma parceira do Estado, pela formação da educação dos professores indígenas na educação.

Todo esse trabalho de luta e conquistas é feito por muitas mãos: sociedade civil, organizações indigenistas e governamentais, movimento indígena. Então, se junta todo mundo, e o Acre tem essa cultura do diálogo, da participação, da escuta, de ouvir os povos indígenas. Por isso que as nossas políticas têm dado certo.

Francisca Arara é Licenciada em Pedagogia e Ciência da Natureza pela Universidade Federal do Acre (UFAC), reconhecida nacional e internacionalmente por sua atuação em salvaguarda sódio ambiental, REDD+ e na defesa de direitos dos povos indígenas, território indígena e no combate às mudanças climáticas e Secretária de Estado de Povos Indígenas do Acre.

Fonte: Governo AC

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