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Espetáculo Tons da Resistência leva música e reflexão sobre igualdade racial a estudantes da Escola Paulo Freire

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE), por meio da Divisão de MultiArte, promoveu na manhã desta sexta-feira, 19, o espetáculo Tons da Resistência, para estudantes dos anos finais do ensino fundamental da Escola Estadual Paulo Freire, em Rio Branco. A atividade integra as ações do projeto de leitura da unidade escolar, intitulado “Uma viagem pelo mundo da leitura”, desenvolvido ao longo de todo o ano letivo.

Estudantes acompanham o espetáculo Tons da Resistência, que aborda a cultura afro-brasileira e o combate ao racismo. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A apresentação musical levou aos estudantes canções e reflexões sobre a valorização da cultura afro-brasileira e o combate ao racismo, em conformidade com a Lei nº 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas.

De acordo com a coordenadora pedagógica da Escola Paulo Freire, Francisca Barros, a ação faz parte de uma série de atividades voltadas ao fortalecimento da leitura e da produção textual entre os estudantes.

“Essa apresentação integra as diversas atividades que temos realizado ao longo de 2026, dando continuidade ao trabalho desenvolvido em anos anteriores. É fundamental contar com o apoio da Secretaria de Educação e de outros setores, para elevar nossos indicadores de proficiência leitora, mostrando aos estudantes que a leitura é uma prática essencial e está presente em seu cotidiano”, destacou.

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Coordenadora pedagógica da Escola Paulo Freire, Francisca Barros, destaca parceria com a SEE para fortalecer ações do projeto de leitura. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo a coordenadora, os alunos do 6º ao 9º ano vêm participando de atividades relacionadas aos diversos gêneros textuais, com acompanhamento especial dos professores de Língua Portuguesa. As produções elaboradas pelos estudantes são expostas e recebem uma premiação simbólica, como forma de valorizar o processo de aprendizagem.

A apresentação do grupo MultiArte foi uma iniciativa proposta por professores de diferentes componentes curriculares da escola, em razão da relevância da temática. “O retorno dos estudantes tem sido muito positivo. Eles estão atentos e engajados, o que demonstra a importância do trabalho coletivo e do apoio institucional”, acrescentou Francisca.

Integrante da equipe MultiArte da SEE, a artista Sandra Buh explicou que o projeto Tons da Resistência surgiu da necessidade de trabalhar a temática étnico-racial ao longo de todo o ano letivo, e não apenas no mês de novembro.

Artista da equipe MultiArte da SEE, Sandra Buh explica que o espetáculo Tons da Resistência busca promover o debate sobre as relações étnico-raciais por meio da música e da arte. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“O projeto utiliza a música e a interação com os estudantes para apresentar compositores contemporâneos pouco difundidos pela mídia tradicional, promovendo uma abordagem contínua sobre as relações étnico-raciais, conforme prevê a legislação. A receptividade tem sido excelente, e nesta semana realizamos a sexta apresentação”, afirmou.

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Sandra ressaltou que as escolas interessadas em receber o espetáculo ou outras ações do programa MultiArte podem entrar em contato e solicitar a apresentação.

Encantamento e aprendizado

A estudante Ana Clara Saad, do 6º ano, destacou que a apresentação despertou reflexões sobre a história do povo negro e chamou sua atenção pela estética e pela sonoridade.

“Foi uma experiência que me tocou profundamente. As músicas me fizeram refletir sobre o sofrimento enfrentado durante a escravidão e gostei muito da estrutura musical. Gostaria que mais atividades assim acontecessem na escola”, disse.

Maria Clara Saad, do 6º ano da Escola Paulo Freire, afirmou que a apresentação despertou reflexões sobre a história do povo negro e destacou a beleza da sonoridade e da estética do espetáculo. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Para Brenda Ângeles, do 8º ano, o espetáculo contribui para conscientizar sobre os impactos do racismo e valorizar a cultura. “É importante para ensinar as pessoas a combaterem o racismo e também para incentivar a cultura. Gostei das músicas e gostaria de conhecer ainda mais canções sobre esse tema”, afirmou.

Já Eloá Rebeca Valente, do 6º ano, comparou a experiência a um espetáculo profissional: “Parecia que estávamos assistindo a um show pela televisão. Gostei muito da voz dos cantores e dos instrumentos. Foi muito bonito ver como as músicas representaram a cultura e a história do povo negro. Quero que eles voltem mais vezes à nossa escola”.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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