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Estado auxilia cidadãos na conclusão dos ensinos fundamental e médio com aplicação de exame de proficiência da EJA
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“Não tive condições de terminar quando era nova”. A afirmação é da dona Maria Rosileida Souza dos Santos. Juntamente com outras 85 pessoas, ela realizou neste sábado, na escola Dalva de Souza das Neves, localizada na Vila Verde (km 58 da rodovia Transacreana), o exame de proficiência no ensino fundamental e médio ofertada pela Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE).
A realização dos exames de proficiência foi um pedido da associação de produtores e moradores da Vila Verde. Como explica o chefe da Divisão de Exames Especiais, professor Marcos Melo, a SEE realiza esse tipo de exame em Rio Branco e em diversos municípios do interior.
Prova da EJA foi realizada na Escola Dalva de Souza das Neves, na Vila Verde.Foto: Stalin Melo/SEE
“Estamos aplicando esses exames para as pessoas que na idade oportuna não tiveram a oportunidade de frequentar uma escola e concluir os seus estudos. Então, estamos atendendo a uma solicitação da comunidade”, faz questão de explicar.
Voltando para a dona Maria Rosileida, parou de estudar ainda na infância e conclui apenas o primeiro ano do ensino fundamental, anos iniciais. Já na fase adulta e já casada, concluiu o segundo ano, mas depois não estudou mais. Agora, ela realiza a prova para a conclusão do ensino fundamental.
Exame de proficiência é uma oportunidade para se concluir os ensinos fundamental e médio.Foto: Stalin Melo/SEE
E ela quer ir mais longe. Quer também concluir o ensino médio e, se tiver oportunidade, quer fazer uma faculdade. Veterinária é o curso que vem em sua mente quando perguntada se tinha algo definido. “Tem mais a ver com a minha realidade”, fez questão de dizer.
São para essas pessoas que a prova de proficiência nos ensinos fundamental e médio é realizada. O professor Marcos Melo explica ainda que ela, a prova, é ofertada para pessoas a partir dos 15 anos de idade para a conclusão do ensino fundamental e a partir dos 18 anos para a conclusão do ensino médio.
Marcos Melo: “são para pessoas que não concluíram os estudos que realizamos esse exame”.Foto: Stalin Melo/SEE
“Esse programa tem em todo o Estado do Acre e atendemos aquelas pessoas que por motivos de trabalho e/ou falta de acesso para frequentar uma escola não conseguiram concluir o ensino fundamental ou o ensino médio através da educação de jovens e adultos”, ressaltou.
Sobre a aplicação da prova de proficiência, dona Maria Rosildeia considera maravilhoso. “Antes não tinha e isso facilita muito para mim e para todo mundo porque eu tenho problemas de saúde que me impedem de frequentar uma escola, aí fica realmente muito difícil”, disse.

“Esses exames a gente atende sob solicitação e mensalmente aplicamos essas provas lá no Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) e as inscrições podem ser feitas na EJA, que fica localizada ali no Palácio do Comércio II, na Avenida Nações Unidas durante o horário comercial”, explicou o professor Marcos Melo.
Pedido da associação
As provas de proficiência dos ensinos fundamental e médio realizadas na escola na Escola Dalva de Souza das Neves foi uma demanda solicitada pela associação de moradores e produtores da Vila Verde.
Presidente da associação quer que as pessoas tenham as mesmas oportunidades.Foto: Stalin Melo/SEE
O presidente da associação, Dariveldo Lacerda, disse ter sido muito bem recebido no departamento de educação de jovens e adultos. “Eles abraçaram a ideia e a gente começou a fazer o levantamento dos alunos que não concluíram os estudos e hoje, graças a Deus, eles estão realizando as provas”, disse.
“Eu sou a prova viva de que esse programa dá certo, porque eu conclui os meus estudos pela EJA e eu queria trazer isso para a nossa comunidade e encontramos os parceiros para que hoje essas pessoas tivessem essa mesma oportunidade, então para nós isso é muito gratificante”, afirmou.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom