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Gestão de crise além do incêndio: por que a prevenção estratégica é o melhor investimento de 2026

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Por Cristiany Sales*

A gestão de crise deixou de ser um tema restrito a momentos extremos para se consolidar como um eixo central da governança organizacional. Em 2026, organizações que ainda operam de forma reativa, agindo apenas quando o dano já está instaurado, assumem riscos elevados à sua sustentabilidade, reputação e continuidade operacional. A prevenção estratégica surge, nesse cenário, não como custo adicional, mas como decisão inteligente de proteção patrimonial, institucional e humana.

Prevenir crises exige método, leitura de cenários e integração entre planejamento, controles internos e tomada de decisão. Incêndios, falhas operacionais, conflitos institucionais ou colapsos reputacionais raramente são eventos isolados; em regra, resultam da negligência a sinais prévios, da ausência de protocolos claros e da falta de cultura preventiva. Investir em prevenção significa mapear vulnerabilidades, capacitar equipes e estruturar processos capazes de responder com rapidez e legitimidade antes que o problema se torne público e irreversível.

A prevenção estratégica também fortalece a liderança e a credibilidade institucional. Organizações preparadas demonstram maturidade, responsabilidade e compromisso com a segurança jurídica e operacional. Esse posicionamento reduz perdas financeiras, evita responsabilizações legais e preserva ativos intangíveis, como confiança, imagem e valor de marca. Em tempos de fiscalização rigorosa e alta exposição, antecipar riscos é sinônimo de governança sólida e gestão responsável.

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Portanto, em 2026, o verdadeiro diferencial competitivo não estará apenas na inovação ou no crescimento acelerado, mas na capacidade de evitar crises antes que elas aconteçam. A prevenção estratégica é o investimento que não aparece apenas nos relatórios financeiros, mas se revela na estabilidade, na longevidade e na autoridade institucional. Quem compreende isso não apaga incêndios: constrói estruturas que impedem que o fogo comece.

*Cristiany Sales é controladora interna da Agência de Negócios do Acre (Anac S.A.); MBA em Controles Internos e Auditoria; pós-graduada em Auditoria Empresarial; Planejamento e Gestão; Pedagogia Empresarial com Ênfase em Gestão de Pessoas; Justiça Restaurativa e Mediação de Conflitos; graduada em Direito e Pedagogia

Fonte: Governo AC

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Acre recebe 3,6 mil doses da nova vacina pneumocócica 20-valente e inicia distribuição aos municípios

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O Acre recebeu 3,6 mil doses da vacina pneumocócica 20-valente (VPC20), novo imunizante incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) para ampliar a proteção de crianças contra doenças graves causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae. As doses já estão sendo distribuídas pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) aos municípios e a previsão é que a vacina esteja disponível nas unidades de saúde a partir da próxima semana para o público-alvo.

A nova vacina representa um importante avanço na prevenção de doenças como pneumonia, meningite, sepse e otite. Com cobertura ampliada para 20 sorotipos do pneumococo, o imunizante fortalece a proteção de crianças menores de cinco anos, grupo mais suscetível às formas graves da doença.

VPC20 passa a integrar o calendário de rotina para crianças de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias. Foto: reprodução

Para o secretário de Estado de Saúde, José Bestene, a chegada da VPC20 reforça o compromisso do governo com o fortalecimento das ações preventivas e a ampliação do acesso às tecnologias mais modernas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

“A vacinação é uma das ferramentas mais importantes da saúde pública e tem papel fundamental na redução de doenças, internações e mortes evitáveis. A chegada dessa nova vacina demonstra o compromisso do governo do Estado em garantir à população acreana acesso aos avanços mais recentes da imunização, fortalecendo a proteção das nossas crianças desde os primeiros meses de vida”, destaca o secretário.

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José Bestene, secretário de estado de saúde do Acre. Foto: Ayra Gabriela

A incorporação da VPC20 ocorre após estudos que apontaram a necessidade de ampliar a cobertura contra sorotipos que seguem circulando no país e estão associados a casos graves da doença. Entre eles estão os sorotipos 19A e 3, frequentemente identificados em casos de doenças pneumocócicas invasivas e que não eram contemplados pela vacina pneumocócica 10-valente utilizada anteriormente.

A coordenadora estadual do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Renata Quiles, explica que o novo imunizante chega para ampliar a proteção já oferecida pelo calendário vacinal infantil.

“Recebemos as primeiras 3,6 mil doses e já iniciamos a distribuição para os municípios. A expectativa é que as salas de vacina estejam abastecidas nos próximos dias para iniciar a oferta ao público-alvo. Essa atualização do calendário vacinal amplia a proteção contra sorotipos que têm importante relevância epidemiológica e fortalece ainda mais a prevenção de doenças graves na infância”, afirma.

Renata Quiles, coordenadora do PNI no Acre. Foto: Luan Martins/Sesacre

Quem deve receber a vacina

A VPC20 passa a integrar o calendário de rotina para crianças de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias. O esquema vacinal prevê a aplicação de doses aos 2 e 4 meses de idade, além de uma dose de reforço aos 12 meses, conforme as orientações do Ministério da Saúde. Crianças com vacinação atrasada também poderão atualizar o esquema de acordo com sua faixa etária e histórico vacinal.

Renata Quiles reforça a importância de pais e responsáveis procurarem as unidades de saúde para manter a caderneta vacinal atualizada.

“A vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenir doenças. Por isso, orientamos as famílias a acompanharem a disponibilidade da vacina em seus municípios e aproveitarem a oportunidade para manter a proteção das crianças em dia. Quanto maior a cobertura vacinal, maior também a proteção coletiva da nossa população”, ressalta.

A meta do Programa Nacional de Imunizações é alcançar cobertura vacinal mínima de 95% entre o público-alvo, contribuindo para a redução de internações e óbitos por doenças pneumocócicas em todo o país.

Fonte: Governo AC

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