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Governo do Acre e governo federal realizam oficina sobre governança e reforçam protagonismo indígena na gestão territorial

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Por Pedro Henrique Alves

O governo do Acre, em parceria com o governo federal e por meio do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), realizaram a 3ª Oficina de Governança Regional da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), entre os dias 29 a 31, em Rio Branco.

A oficina foi realizada em parceria também com a Comissão Pró-indígena do Acre (CPI-AC), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a cooperação alemã GIZ.

Governo federal, em parceria com governo do Acre, realizam oficina sobre governança e reforçam protagonismo indígena na gestão territorial. Foto: Pedro Henrique Alves/Sepi

O encontro reuniu representantes indígenas do estado, além de gestores públicos, organizações indígenas e instituições parceiras, com o objetivo de debater os avanços, desafios e estratégias para fortalecer a governança e a implementação da PNGATI nos territórios indígenas acreanos.

Durante três dias de atividades, as lideranças indígenas compartilharam experiências relacionadas à construção e execução dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) — instrumentos fundamentais elaborados pelos próprios povos, que definem como utilizar e proteger os recursos naturais em seus territórios, assegurando a preservação da fauna, da flora e dos modos de vida tradicionais.

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Durante três dias de atividades, as lideranças indígenas compartilharam experiências relacionadas à construção e execução dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental. Foto: Pedro Henrique Alves/Sepi

O Acre se destaca nacional e internacionalmente por ser o único estado da Amazônia onde grande parte das terras indígenas possuem PGTAs, o que representa um avanço significativo na consolidação da governança territorial indígena e na efetivação dos princípios da PNGATI.

A Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), instituída pelo Decreto nº 7.747/2012, tem como objetivo garantir e promover a proteção, recuperação, conservação e uso sustentável dos recursos naturais nas terras e territórios indígenas, respeitando a autonomia sociocultural dos povos e assegurando a integridade de seu patrimônio.

Encontro reuniu representantes indígenas do estado, além de gestores públicos, organizações indígenas e instituições parceiras. Foto: Pedro Henrique Alves/Sepi

Entre os eixos debatidos na oficina estiveram proteção territorial e dos recursos naturais, uso sustentável e iniciativas produtivas indígenas, governança e participação social, prevenção de danos ambientais e formação e intercâmbio entre comunidades.

“A PNGATI representa a construção coletiva entre os povos indígenas e o Estado brasileiro. O Acre tem sido referência nesse diálogo, valorizando os saberes tradicionais e fortalecendo a gestão dos territórios a partir das decisões das próprias comunidades”, destacou a secretária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara.

Secretária Francisca Arara, destaca que o Acre tem sido referência nesse diálogo, valorizando os saberes tradicionais e fortalecendo a gestão dos territórios a partir das decisões das próprias comunidades. Foto: Pedro Henrique Alves/Sepi

A secretária também ressaltou o papel do governo estadual na articulação com o governo federal e com parceiros internacionais:

“Nosso compromisso é continuar apoiando e ampliando as ações que fortalecem a autonomia dos povos indígenas e asseguram que suas vozes estejam no centro das políticas públicas.”

A 3ª Oficina de Governança Regional da PNGATI marca um importante passo na retomada dos espaços de diálogo e corresponsabilidade entre Estado e povos indígenas, reforçando o Acre como referência nacional em gestão participativa e implementação da política indígena.

Fonte: Governo AC

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Estado leva mutirão de regularização ambiental aos produtores rurais de Sena Madureira

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), em parceria com o Projeto Floresta+, iniciou, nesta segunda-feira, 8, em Sena Madureira, uma série de mutirões de regularização ambiental que serão realizados ao longo do mês de junho no estado.

Governo do Acre leva mutirão de regularização ambiental aos produtores rurais de Sena Madureira. Foto: Reinaldo Adrien/Sema

A ação integra a programação do Mês do Meio Ambiente 2026 e tem como objetivo ampliar o acesso dos produtores rurais aos serviços de regularização ambiental, fortalecendo a produção sustentável e a segurança jurídica.

O atendimento ocorre até esta terça-feira, 9, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sena Madureira, das 8h às 14h, e conta com oferta de serviços como inscrição e retificação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e orientações sobre a regularização de imóveis rurais.

Durante a abertura do mutirão, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, destacou que a iniciativa busca aproximar os serviços públicos da população e ampliar as oportunidades para os produtores rurais.

Na abertura do mutirão, o secretário do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, destacou que a iniciativa busca aproximar os serviços públicos da população. Foto: Reinaldo Adrien/Sema

“Estamos realizando uma série de mutirões de regularização ambiental e hoje estamos em Sena Madureira para atender produtores rurais, ribeirinhos e todos aqueles que desejam regularizar seus imóveis. É uma agenda importante determinada pela governadora Mailza Assis para que os serviços públicos estejam cada vez mais próximos da população”, afirmou.

O secretário ressaltou ainda que a regularização ambiental é uma ferramenta estratégica para ampliar o acesso dos produtores às políticas públicas, ao crédito rural e às linhas de financiamentos voltados ao fortalecimento da produção sustentável.

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“Quando o produtor realiza o Cadastro Ambiental Rural e mantém sua propriedade regularizada, ele consegue acessar financiamentos e desenvolver suas atividades de forma sustentável. Essa política demonstra que é possível crescer economicamente e, ao mesmo tempo, conservar os recursos naturais”, destacou.

A assessora da presidência do Imac, Ana Paula Souza, explicou que o Imac participa do mutirão prestando orientações e esclarecendo dúvidas dos produtores rurais.

Assessora da presidência do Imac, Ana Paula Souza, explicou que o Instituto participa do mutirão prestando orientações e esclarecendo dúvidas dos produtores rurais. Foto: Reinaldo Adrien/Sema

“O Imac, além de trazer as informações necessárias para o processo de regularização do imóvel rural, também está auxiliando os produtores que necessitam tirar dúvidas a respeito do licenciamento ambiental de qualquer atividade. Estamos nessa parceria com a Sema já há um bom tempo, e o foco é fazer com que o maior número de produtores realizem a regularização do seu imóvel”.

Serviços ofertados

Durante o mutirão, os produtores rurais têm acesso a uma série de serviços voltados à regularização ambiental. Entre eles estão o apoio técnico para inscrição e retificação do CAR, orientação e suporte na elaboração de projetos simplificados de recomposição de áreas alteradas e degradadas para fins de desembargo de imóveis com até quatro módulos fiscais, além da apresentação e possibilidade de adesão a projetos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

O Imac também disponibiliza atendimentos relacionados ao licenciamento ambiental, incluindo emissão de outorgas, abertura de processos, esclarecimentos sobre autos de infração e demais serviços de competência do órgão.

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Atendimento ocorre até esta terça-feira, 9, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sena Madureira, das 8h às 14h. Foto: Reinaldo Adrien/Sema

Projeto Floresta+ incentiva a conservação da floresta

No mutirão, os  produtores também recebem informações sobre o Projeto Floresta+, iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, executada no Acre por meio da Sema.

O projeto realiza pagamentos por serviços ambientais (PSA) destinados a pequenos produtores e agricultores familiares que mantêm áreas de floresta preservadas em suas propriedades.

Podem participar produtores com imóveis de até quatro módulos fiscais e que possuam, no mínimo, metade da área coberta por floresta conservada, além de atender aos demais critérios estabelecidos pelo programa.

O valor do benefício financeiro varia de acordo com a área preservada. O programa tem como objetivo incentivar a conservação das florestas, reconhecendo e valorizando o papel dos produtores rurais na proteção do meio ambiente.

Próximas etapas do mutirão

Em junho, os atendimentos serão realizados nos seguintes municípios:

Manoel Urbano

  • Data: 10 e 11 de junho
  • Local: Sindicato dos Trabalhadores Rurais
  • Horário: das 8h às 14h

Feijó

  • Data: 16 e 17 de junho
  • Local: Universidade Aberta do Brasil
  • Horário: das 8h às 12h

Tarauacá

  • Data: 18 e 19 de junho
  • Local: Câmara Municipal
  • Horário: das 8h às 14h

Fonte: Governo AC

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