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Governo do Acre e Projeto Floresta+ Amazônia beneficiam agricultores do Juruá reconhecidos por ações de conservação ambiental

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Ampliando o reconhecimento e a conformidade ambiental com benefícios diretos aos produtores rurais, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), realizou nesta quinta-feira, 6, na Comunidade do Rio Croa, em Cruzeiro do Sul, um encontro com beneficiários do Projeto Floresta+ Amazônia, iniciativa que resulta da união de esforços entre as instituições e que fortalece, valoriza e apoia financeiramente agricultores familiares que contribuem para a conservação da floresta amazônica.

Projeto Floresta+ Amazônia chega na Comunidade do Rio Croa, em Cruzeiro do Sul e beneficia também produtores das comunidades PA Miritizal e Gleba Retumba. Foto: Diego Silva/ Secom

O coordenador do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), Cláudio Cavalcante, explicou os atendimentos que serão ofertados em prol dos agricultores rurais.

Coordenador do Cigma, Cláudio Cavalcante, durante explicação sobre o apoio oferecido aos produtores rurais na inscrição do Cadastro Ambiental Rural (CAR), análise da Conformidade Ambiental Habitacional (CAH) e verificação de pendências ambientais. Foto: Diego Silva/ Secom

“Realizamos hoje um mutirão de apoio à regularização ambiental. Portanto, todo produtor rural que deseja realizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que ainda não o fez, que necessita retificar informações, que vendeu a propriedade ou que possui alguma pendência, como multas do Ibama, e busca o desembargo, poderá usufruir destes serviços gratuitamente. Além disso, apresentaremos informações sobre o Projeto Floresta+ Amazônia e a possibilidade de adesão. Haverá atendimento para que os produtores possam apresentar a documentação e verificar sua elegibilidade”, destaca o coordenador.

A programação contou com atendimentos voltados à regularização ambiental, como atualização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), solicitação de análise prioritária, assinatura do Relatório de Análise Técnica (RAT) e do Termo de Compromisso Ambiental (TCA), além da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e inscrição no edital de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA). Também foram realizadas inscrições na Chamada Pública do Projeto Floresta+ Amazônia, na Modalidade Conservação, que reconhece e recompensa agricultores familiares que mantêm áreas de vegetação nativa preservadas.

Produtores das comunidades Rio Croa, PA Miritizal e Gleba Retumba recebem atendimento para regularização ambiental. Foto: Diego Silva/ Secom

“É a primeira vez que participo dessa programação, que agora também contempla o PA Miritizal e o Retumba. Fomos convidados a realizar o primeiro cadastramento do programa Floresta+ Amazônia. Na minha propriedade, produzo banana, abacaxi, açaí nativo e verduras. Espero que, com essa regularização, minha terra se torne apta a receber os benefícios do projeto. Recebemos orientações sobre preservação ambiental e queremos seguir os critérios estabelecidos, respeitando o meio ambiente. Como produtores, buscamos preservar nossas terras em prol da sustentabilidade, pois todos dependemos desse sistema, que é o pulmão do mundo. A floresta em pé garante a vida das pessoas, dos animais e de todo o ecossistema, e a preservação da fauna é essencial para manter esse equilíbrio”, falou.

produtor rural José Cleber da Silva, morador da localidade PA Miritizal, participa pela primeira vez dos atendimentos voltados à regularização ambiental. Foto: Diego Silva/ Secom

O Projeto Floresta+ Amazônia é uma iniciativa do governo brasileiro, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiamento do Fundo Verde para o Clima (GCF). No Acre, as ações são desenvolvidas de forma integrada para alcançar produtores rurais de todo o estado, fortalecendo o trabalho do Escritório Técnico do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA) da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). As atividades têm como foco o cadastro e a retificação de pequenos imóveis rurais, além da identificação de novos agricultores familiares aptos a aderirem ao projeto e contribuírem com a conservação da floresta amazônica.

Famílias beneficiadas participam da programação. Foto: Diego Silva/ Secom

Durante a ação, também foram entregues certificados aos produtores contemplados com o benefício e instaladas placas de identificação nas propriedades já participantes do programa, valorizando o papel das famílias que mantêm a floresta em pé e promovem o uso sustentável da terra.

Produtores são reconhecidos pela conservação ambiental. Foto: Diego Silva/ Secom

Ações integradas pela sustentabilidade

Referência em regularização ambiental, o Acre, por meio da Sema, oferece suporte aos produtores rurais na inscrição do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e na implementação do Programa de Regularização Ambiental (PRA), presentes nos 22 municípios do estado. As iniciativas buscam restaurar áreas degradadas, valorizar a floresta e impulsionar uma economia baseada na sustentabilidade.

Secretário Leonardo Carvalho fala com entusiasmo da importância do governo do Acre e Sema integrarem o projeto, que tem como propósito levar benefícios aos produtores rurais e ao meio ambiente. Foto: Diego Silva/ Secom

O secretário Leonardo Carvalho destaca que a iniciativa se baseia na regularização ambiental, com mutirões para apoiar produtores na adequação de suas propriedades, e no pagamento por serviços ambientais, que valoriza quem preserva a floresta. “Estamos aqui para entregar certificados a produtores da comunidade do Croa, no âmbito do projeto Floresta+ Amazônia, parceria do Ministério do Meio Ambiente, PNUD e Sema. Cerca de 40 proprietários recebem mais de R$ 400 mil em recursos pela conservação ambiental, fortalecendo a biodiversidade e o turismo sustentável. Para o governo do Acre, é uma satisfação integrar uma iniciativa que valoriza os ativos ambientais e reconhece quem mantém a floresta em pé, incentivando mais produtores a aderirem ao programa e ampliarem a conservação no estado”, explica.

Reconhecimento e valorização de quem protege a floresta

O analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Luan Moldan Motta, destacou a ação e o projeto como forma de promover a sustentabilidade e o desenvolvimento regional. “O Ministério do Meio Ambiente é o proponente do projeto, implementado no Acre em parceria com a Sema. Os produtores da região recebem incentivo financeiro por hectare de mata nativa preservada, comprometendo-se a não desmatar novas áreas. A iniciativa mostra que a conservação é vantajosa ambiental, social e economicamente, abrangendo toda a Amazônia Legal. No Rio Croa, iniciamos a entrega de placas que simbolizam o compromisso dos proprietários com a preservação e informam à comunidade sobre sua participação no projeto”,  reforçou.

Analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Luan Moldan Motta. Foto: Diego Silva/ Secom

Para Pedro Gomes Bernardino, analista técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e integrante do projeto Floresta+ Amazônia, a iniciativa tem um importante impacto social na vida dos produtores rurais.

“O projeto Floresta+ Amazônia é uma iniciativa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), em que comunidades são recompensadas pela conservação da floresta, gerando benefícios para toda a sociedade. O incentivo é repassado diretamente aos participantes, sem intermediários, e pode ser usado para melhorar a produção, fortalecer a preservação e garantir resultados duradouros. Com duração prevista até 2028, o projeto prevê até sete pagamentos anuais para quem aderiu em 2022 e quatro para os novos participantes que ingressarem em 2025”, disse.

Pedro Gomes Bernardino, analista técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Foto: Diego Silva/ Secom

Histórias que inspiram

Entre os beneficiários, a agricultora Antônia Sueli Saraiva, de 73 anos, moradora da comunidade Croa, contou que o reconhecimento chegou como incentivo para continuar preservando.

“Na minha propriedade cultivamos e preservamos, nela plantamos banana, arroz, milho, mamão e diversas verduras. Esse auxílio é de grande importância, pois, com o tempo, a força física diminui e o projeto oferece uma remuneração pelo trabalho de manutenção das plantações. O recurso recebido é usado para pagar quem nos ajuda nas atividades, garantindo que possamos continuar produzindo e cuidando da terra”, relatou.

Antônia Sueli Saraiva, agricultora residente na comunidade Rio Croa há 28 anos, é uma das beneficiárias do projeto Floresta+ Amazônia. Foto: Diego Silva/Secom

No Rio Croa, em Cruzeiro do Sul, há exemplos concretos de iniciativas conduzidas por mulheres que representam o impacto positivo do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) na conservação da floresta.

Cíntia Dani Flores Fernandes, proprietária de uma das pousadas da comunidade do Croa, destaca a importância do projeto para a conservação ambiental e o fortalecimento do turismo local. Foto: Diego Silva/Secom

“Resido no Croa há quinze anos e fui uma das pioneiras no desenvolvimento do turismo na região. Ser contemplada com um projeto como este é algo inédito e muito especial. Preservar a natureza e viver em harmonia com a floresta, que para mim representa amor, é uma experiência sem preço. Sempre protegi esse lugar e, com o projeto, reafirmo meu compromisso com a conservação. Repudio o desmatamento, porque a floresta é vida, paz, amor, alegria e saúde. Quem cuida da floresta demonstra amor por si mesmo e encontra nela tranquilidade e equilíbrio”, falou.

Resultados e impacto

A Modalidade Conservação do Floresta+ Amazônia já beneficiou mais de 1.400 agricultores familiares em toda a Amazônia Legal, reconhecendo a conservação de 62 mil hectares de floresta. No Acre, cerca de R$ 1 milhão em Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) já foram destinados a 91 agricultores e agricultoras familiares de 10 municípios, entre eles Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima e Tarauacá.

Imóveis de beneficiários receberam placas de identificação reafirmando o compromisso com diretrizes do projeto. Foto: Diego Silva/Secom

Entre os beneficiários, 49% são mulheres, o que reforça o papel essencial das agricultoras acreanas na conservação da floresta e na sustentabilidade local.

Fonte: Governo AC

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Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

Sejusp intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus. Foto: Cedida

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

Projeto Pequeno Brilhante realizou a formatura dos alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município. Foto: Cedida

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

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Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania. Foto: Ascom Sejusp

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Agenda integrou atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas. Foto: Cedida

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos. Foto: Cedida

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

Coordenadora do Acre pela Vida, Francisca de Fátima, destaca o caráter preventivo das ações. Fpto: Ascom Sejusp

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

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Assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, ressaltou a importância da atuação integrada. Foto: Cedida

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.

Fonte: Governo AC

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