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Governo e parceiros ampliam campanha Compra Premiada nos bairros de Rio Branco
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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), e a Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola (Acisa) ampliaram a campanha Compra Premiada para os bairros da capital, com o apoio da União Municipal das Associações de Moradores de Rio Branco (Umamrb). A parceria tem como objetivo mobilizar comerciantes das 10 regionais e garantir que a população das comunidades também participe da iniciativa, que busca estimular o consumo e movimentar a economia local durante março, mês do consumidor.
Encontro com presidentes de bairros definiu captação de comércios nas regionais da cidade. Foto Luan Cesar/SeictA estratégia foi apresentada durante reunião realizada na quarta-feira, 4, na sede da Umamrb com a participação de cerca de 30 presidentes de associações de moradores. No encontro, foram repassadas diversas orientações sobre o funcionamento da campanha e o processo de cadastramento gratuito dos comerciantes interessados em aderir a atividade. Cada estabelecimento que aderir receberá um kit com 250 cupons para distribuição a cada R$ 50 em compras, além de uma urna para coleta e materiais de identificação da campanha para instalação nos locais.
Com a parceria, as lideranças comunitárias atuarão na mobilização de empreendedores. O objetivo é ampliar a campanha nos bairros, alcançando mercearias, pequenos mercados, lojas e outros estabelecimentos tradicionais das comunidades, permitindo que mais consumidores participem da iniciativa sem precisar se deslocar até o centro da cidade. A campanha Compra Premiada sorteará smartphones, uma moto zero quilômetro e eletrodomésticos para os clientes que realizarem compras nos empreendimentos credenciados. O sorteio ocorrerá no dia 10 de abril.
O titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, destacou que a participação das associações de moradores fortalece a estratégia de inclusão econômica nas comunidades. “A campanha já nasceu com o objetivo de estimular e fortalecer o comércio local. Mas ao levar essa mobilização para os bairros, conseguimos ampliar ainda mais o alcance da iniciativa. Quando incluímos os pequenos comerciantes das regionais da cidade, também fortalecemos a economia das comunidades e criamos oportunidades para que mais pessoas participem, democratizando o projeto”, enfatizou.
A presidente da Acisa, Patrícia Dossa, ressaltou que a parceria com o movimento comunitário amplia a capacidade de mobilização da campanha e ajuda a manter a movimentação econômica na ponta. “É imprescindível contar com o apoio dos presidentes de bairros, porque eles estão mais próximos da realidade das comunidades. Nós visitamos alguns bairros, mas não conseguimos chegar em todos. Com essa ajuda, vamos alcançar comerciantes tradicionais que estão há muitos anos nas comunidades e ampliar a participação dos empreendedores na campanha”, explicou ela.
Para a presidente da Associação de Moradores do Parque das Palmeiras, Eliane Gialdi Fresi, a busca ativa por pequenos negócios presentes no dia a dia das comunidades também aproxima a população da atividade. “Estar nessa parceria é muito gratificante porque ajuda os comerciantes, amplia o acesso dos clientes interessados em participar e contribui para manter a economia em movimento nas comunidades. Muitas pessoas não vão até o centro da cidade, então levar a campanha para os bairros permite que mais moradores participem e concorram aos prêmios”, acrescentou.
Presidentes da Acisa e da Umarb detalharam como realizar o processo de captação de comerciantes. Foto: Luan Cesar/SeictO presidente da Umamrb, Jorge Wenderson Cavalcante, afirmou que a expectativa é ampliar significativamente o número de estabelecimentos participantes. “Os presidentes de bairro vão ajudar no cadastramento dos comércios das comunidades. A ideia é fazer uma busca ativa em todas as regionais de Rio Branco e mobilizar mercearias, pequenos mercados e outros estabelecimentos. Acredito que somente o movimento comunitário pode contribuir com a adesão de mais de 400 comerciantes. Essa é uma ótima iniciativa do governo e da Acisa”, finalizou ele.
Fonte: Governo AC
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Há 35 anos como ambulante, Fábio Luiz de Oliveira mantém tradição no Arraial Cultural
A Feira de Economia Solidária, realizada durante o Arraial Cultural 2026, reúne empreendedores que atuam há décadas no comércio ambulante e destacam o evento como fonte de renda e espaço de convivência. Entre os relatos, participantes detalham trajetórias de mais de 30 anos de trabalho, mudanças de local ao longo do tempo e a participação contínua em todas as edições.
Um dos vendedores entrevistados é o senhor Fabio Luiz de Oliveira, que trabalha como ambulante há 35 anos e comercializa seus produtos em diferentes locais, além do ponto no Tucumã. Segundo ele, a participação no Arraial é positiva.
“Para mim é muito gostoso, é muito bom. A renda ajuda muito. A gente ama o que faz”, disse.
O comerciante também relata que participa do arraial todos os anos e que nunca deixou de comparecer em nenhuma edição.
Ele afirma ainda que já passou por diferentes espaços ao longo da história do evento e cita locais como Juventus e Teatrão. O vendedor destaca que trabalha com doces, especialmente morango e maçã.
Fábio Luiz de Oliveira atua há 35 anos como ambulante e mantém tradição familiar no Arraial Cultural. Foto: Isabelle de Oliveira/SeteMas o trabalho não começou recentemente. Fábio conta que iniciou na atividade por meio de sua mãe, que, por sua vez, começou a partir de seu irmão. A tradição, segundo ele, vem sendo passada de geração em geração.
Sobre a trajetória no Arraial, ele acrescenta: “O Arraial marcou muito nossa vida. Moro aqui há muitos anos, construí minha família e minha estrutura através desse trabalho. Não tenho o que reclamar, só tenho a agradecer. O Arraial é muito bom e acolhe todo mundo”, relata Fábio.
Anita Festa Oliveira, mãe de Fábio, relata que iniciou sua atuação no evento nos anos 1990, trabalhando com balão a gás, algodão doce e pipoca. Ela afirma ter sido uma das primeiras a comercializar pipoca colorida na praça e diz que, atualmente, outras pessoas também vendem o produto.
Anita conta que construiu sua vida por meio do trabalho no Arraial e destaca que criou os filhos a partir da renda obtida nas atividades. Ela conta ainda sobre a perda do marido, mas afirma que continuou trabalhando no mesmo espaço.
Ao comentar o significado do evento, Anitta destaca a importância da renda gerada no período e o convívio entre os trabalhadores. “É muito bom. A equipe trata a gente muito bem, valoriza os pioneiros e os ambulantes. A festa é nota 10”, afirmou.
Ela acrescenta que o período é essencial para o sustento dos participantes e para criar conexões com outras pessoas que passam pelo evento.
Fonte: Governo AC
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