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Mulheres privadas de liberdade participam do 3° Encontro de Costureiras do Acre no Sebrae
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Com o objetivo de ampliar os conhecimentos na área do empreendedorismo, mulheres privadas de liberdade que trabalham no setor de costura da Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco, participaram do 3° Encontro das Costureiras do Acre, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), na tarde dessa sexta-feira, 27. A atividade, que reuniu costureiras e artesãs locais e visa promover capacitação, estimular a troca de experiências, valorizar o trabalho artesanal e fomentar o empreendedorismo e a geração de renda, marca uma parceria do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) com o Sebrae, para levar conhecimento e fortalecer o processo de ressocialização dessas mulheres.
Chefe da Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco, Jamilia Sousa desta que conhecimentos sobre empreendedorismo pode mudar realidade de mulheres egressas do sistema prisional. Foto: Isabelle Nascimento/IapenA chefe da Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco, Jamilia Sousa, explica que dar oportunidade de novos conhecimento para as internas ajuda no processo de reintegração na sociedade: “Hoje nós trouxemos quatro [internas], mas a ideia é ampliar para que muitas possam estar participando dessas ações, bem como das atividades de costura. Pelo fato de elas estarem em uma condição de vulnerabilidade, tanto dentro, como pós o cárcere, é importante para elas terem uma fonte de renda, principalmente para ter um acolhimento financeiro para levar para as suas famílias e até mesmo para elas”, ressaltou.
Mulheres privadas de liberdade participam de 3º Encontro de Costureiras do Acre, com palestra sobre empreendedorismo. Foto: Isabelle Nascimento/IapenEntre as detentas que participaram do encontro, A. L. aprovou a iniciativa, ela conta que tem sonho de abrir um ateliê de roupas de crochê e o conhecimento sobre empreendedorismo vai ajudar: “Tá sendo maravilhoso, eu estou muito feliz de poder estar tendo essa oportunidade de vir aqui, ser instruída, para eu realmente pôr em prática isso quando eu sair e mudar verdadeiramente de vida. Então, tudo que eu estou aprendendo aqui hoje sobre empreendedorismo, vou levar pra vida em nome de Jesus”.
Gestora do projeto Sebrae Delas, Julci Ferreira reitera importância do empreendedorismo para mulheres em vulnerabilidade social. Foto: Isabelle Nascimento/IapenA analista do Sebrae, Julci Ferreira, é gestora do projeto Sebrae Delas, responsável pela ação, ela explica que este é o primeiro ano que as mulheres privadas de liberdade participam, e que a instituição está feliz com a vinda, pois a intenção do encontro é passar conhecimento para essas mulheres: “A ideia é justamente trabalhar essas mulheres que estão em situação de vulnerabilidade, mulheres que estão passando por algumas outras situações e que, de repente, o mundo pode dizer não. Então, utilizar o empreendedorismo como uma alternativa significa dizer que o mercado de trabalho pode dizer não, mas ela sozinha vai poder se reerguer, vai poder trabalhar em algo que ela aprendeu”, destacou.
Fonte: Governo AC
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Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
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