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Nova portaria redefine execução do PAA Indígena e destina R$ 4 milhões de recursos para o Acre
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O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea, voltado aos povos indígenas, passa a contar com novas regras, prazos e limites financeiros a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU) da Portaria nº 237, de 22 de dezembro de 2025 do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
No Acre, o programa é executado pela Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), que fica responsável pela articulação institucional, cadastramento das propostas e acompanhamento das ações nos territórios indígenas. O estado contará com R$ 4 milhões em recursos federais, o maior volume destinado entre os entes federativos contemplados, para um período inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação.

A nova portaria estabelece que os alimentos adquiridos devem ser destinados exclusivamente às populações indígenas ou aos equipamentos públicos e sociais existentes em seus territórios, com prioridade para produtos in natura, perecíveis e não perecíveis, respeitando os hábitos alimentares locais. Outro ponto central é a determinação de que as compras sejam feitas preferencialmente dos próprios povos indígenas, fortalecendo a produção local e a geração de renda nas aldeias.
Caso não haja oferta suficiente, a norma permite a aquisição junto a outros povos e comunidades tradicionais e, apenas em último caso, de agricultores familiares não indígenas. O pagamento aos fornecedores será feito diretamente pelo MDS, garantindo mais agilidade e segurança na execução do programa.
Além disso, os estados precisam confirmar o interesse em executar o PAA Indígena em até 30 dias após a publicação da portaria, por meio do Sistema de Informação e Gestão do Programa (SISPAA). O prazo para cadastro das propostas é de até 90 dias, podendo ser prorrogado mediante justificativa.

Para o secretário de Agricultura do Acre, José Luis Tchê, as mudanças representam um avanço importante na política de segurança alimentar e no fortalecimento das comunidades indígenas.
“O PAA Indígena é uma ferramenta estratégica para garantir alimentação adequada às famílias indígenas e, ao mesmo tempo, valorizar a produção dentro dos próprios territórios. Com essa nova portaria, o Acre amplia sua capacidade de atuação, assegurando recursos, organização e respeito à cultura alimentar dos povos indígenas. A Seagri vai trabalhar de forma integrada para que esse programa chegue a quem mais precisa”, destacou o secretário.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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