RIO BRANCO
Search
Close this search box.

ACRE

Oficina culinária fortalece segurança alimentar e geração de renda entre indígenas Puyanawa durante a Expoacre Juruá

Publicados

ACRE

Durante a programação da Expoacre Juruá 2026, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), promoveu, desde quinta-feira, 2, a Oficina Culinária Sabores e Saberes Indígenas, voltada para a comunidade indígena do povo Puyanawa. Nesta sexta-feira, 3, os 12 concluintes receberam a certificação da oficina, realizada na cozinha e no espaço da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Cruzeiro do Sul (Apae).

Doze indígenas concluem oficina de culinária aplicada pelo estado. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Os participantes aprenderam a preparar doces, salgados, bolos, pães e receitas com reaproveitamento de alimentos, utilizando ingredientes como açaí, macaxeira e banana, além de preparações tradicionais.

A concluinte da oficina, Fávia Puyanawa, destacou que a culinária sempre fez parte de sua vida e falou sobre a experiência no curso.

Compartilhamento de saberes em oficina valoriza culinária tradicional dos povos indígenas e a segurança alimentar. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

“Eu gosto muito dessa área. Gosto de aprender e gosto muito de cozinhar. Desde pequena, cresci vendo minha mãe e minha avó cozinharem. Minha avó é cozinheira da escola, então sempre fui muito curiosa. Ia observando, aprendendo e, aos poucos, comecei a fazer também. A minha expectativa é aprender cada vez mais”, explicou.

Já a participante Maria de Nazaré Araújo Gadelli Puyanawa destacou sua paixão pela culinária.

“Eu sou apaixonada por culinária. Gosto muito de trabalhar nessa área e sempre me dediquei à cozinha. Quero aprender cada vez mais e estou muito feliz por ter recebido esse convite para participar do curso”, afirmou.

Durante dois dias participantes do povo Puyanawa aprenderam práticas culinárias. Foto: Deyse-Cruz Noronha/SEASDH

A secretária adjunta de Assistência Social e Direitos Humanos da SEASDH, Sandra Amorim, enfatizou que essa é uma ação importante dentro da política de segurança alimentar e nutricional.

“Essa política não trata apenas do acesso ao alimento, mas também da qualidade nutricional da alimentação. Pensamos essas oficinas para levar às mulheres em situação de vulnerabilidade social novas possibilidades de transformar a matéria-prima que elas já produzem em produtos com maior valor agregado”, explicou.

Secretária adjunta da pasta enfatiza que iniciativa fortalece a segurança alimentar e a renda. Foto: Deyse-Cruz Noronha/SEASDH

Os participantes da Terra Indígena Puyanawa poderão agregar os conhecimentos adquiridos durante a oficina às práticas culturais da comunidade, utilizando alimentos como macaxeira, banana e milho, típicos da culinária indígena tradicional.

“Além de aprenderem sobre alimentação com qualidade nutricional, essas mulheres também adquirem conhecimentos que podem gerar renda, já que essas receitas podem ser comercializadas, contribuindo para complementar a renda de suas famílias”, ressaltou Sandra Amorim.

A ministrante do curso, Lúcia Messias, ensinou técnicas culinárias utilizando ingredientes nutritivos e o aproveitamento integral de alimentos, como cascas de banana, abacaxi e outros ingredientes que normalmente seriam descartados.

Ministrante da oficina é integrante do departamento de segurança alimentar e nutricional da SEASDH. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

”Isso é importante não apenas para o consumo dentro de casa, proporcionando uma alimentação mais nutritiva e diversificada, mas também para aumentar a renda das famílias, já que muitas dessas receitas podem ser comercializadas”, avaliou Lúcia.

Além das atividades culinárias, os participantes também levaram materiais da cultura indígena, como pulseiras e colares, para exposição.

Sabores e saberes valoriza culinária tradicional e produtos da cultura indígena. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O adolescente Yudis Lúcio Puyanawa que também aprovou a oferta da oficina, destacou: “Nesse curso de culinária eu aprendi várias coisas. Acho muito importante para os jovens. Eu era o único participante do sexo masculino e acredito que essa oportunidade faz diferença, porque muitas pessoas não se interessam em aprender. Os poucos que participam acabam ensinando o que aprenderam para outras pessoas”, afirmou.

Iniciativa é ofertada para homens e mulheres. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

A assessora para Assuntos Indígenas e Comunidades Tradicionais da SEASDH, Andréia Guedes, destacou que o objetivo do curso é fortalecer a cadeia produtiva das comunidades indígenas, incentivar a inclusão produtiva e valorizar os alimentos cultivados nos próprios territórios.

“O povo Puyanawa produz muito em sua terra. É um território fértil, que oferece uma grande diversidade de alimentos. Queremos que eles possam aproveitar melhor esses produtos, criando derivados e agregando valor à produção. Dessa forma, os participantes ampliam seus conhecimentos e, principalmente, as mulheres poderão gerar renda, complementar o orçamento familiar, conquistar maior autonomia financeira e superar situações de vulnerabilidade”, enfatizou.

A iniciativa fortalece as políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, incentivando o aproveitamento integral dos alimentos, a valorização da produção local e a adoção de uma alimentação mais nutritiva, saudável e sustentável, contribuindo também para a geração de renda nas comunidades indígenas.

Fonte: Governo AC

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Governo do Acre inaugura Ponte da Sibéria neste domingo
Propaganda

ACRE

Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

Publicados

em

Por

A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Governo registra avanço para a diversidade religiosa e passa a contar com orçamento próprio incluído no Plano Plurianual
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA