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População em situação de rua recebe serviços de bem-estar e cidadania do Juntos Pelo Acre em parceria com o Poder Judiciário
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A população em situação de rua recebe, nesta sexta-feira, 17, na capital, o apoio de órgãos públicos estaduais, municipais e do Poder Judiciário, na Escola Estadual Barão do Rio Branco (CEBRB). Nessa iniciativa, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), realizada serviços de vestuário, registro civil e orientações do Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH), pelo programa Juntos Pelo Acre.
A técnica do Vestuário Social, Josiane Nobre, que representou a titular da pasta e vice-governadora Mailza Assis, destacou que ofertar essa assistência à população em situação de rua, nesse momento em que eles se encontram fragilizados, “é importante, já que eles estão em vulnerabilidade, e essa questão das vestimentas traz também esse cuidado para que eles sempre tenham algo para vestir”.
Técnicos do Vestuário Social que atendem à comunidade nesta sexta-feira. Foto: Yasmin Sá/SEASDHPara homens e mulheres, 200 kits de roupas foram disponibilizados, cada um com duas peças, promovendo o acesso ao bem-estar e à dignidade da população. O representante do Movimento de Apoio às Pessoas em Situação de Rua (Mapsir), André do Nascimento Vitor, destacou que, para as pessoas em situação de rua, o momento é de honra e gratidão.
“A gente se sentiu bem acolhido pelos órgãos competentes — como o Tribunal de Justiça, a Prefeitura de Rio Branco e o governo do Estado do Acre. A gente se sente muito acolhido, porque hoje aqui tem vários tipos de serviço. Tem para tirar o RG, o registro. Você pode chegar também dar entrada num benefício. Você, em situação de rua, muitas vezes não sabe que tem esse direito. O Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social (BPC/Loas), você pode estar dando entrada no seu BPC/LOAS”.
André ressaltou a importância de ter os serviços ofertados para a população. Foto: Carolina Torres/SecomAndré ressalta, ainda, que quem faz uso abusivo de álcool ou de substâncias químicas pode realizar tratamento no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD).
“Você tem esse direito de poder ir ao Centro se tratar, e essas pessoas estão trazendo para a pessoa em situação de rua essa dignidade de ter o seu direito reconhecido”, afirmou.
Foram ofertados os serviços de Vestuário Social, Registro Civil e do Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH) da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), além da participação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Justiça Federal (JF), da Advocacia-Geral da União (AGU), da Defensoria Pública da União (DPU), de atendimento clínico geral, do projeto Justiça sobre Rodas, de testagem rápida, vacinação, perícia da Justiça Federal, do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), da Polícia civil (PCAC) e de outros parceiros.
A juíza auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luciana Ortiz, destacou que uma pessoa em situação de rua tem muita dificuldade de acesso ao exercício da cidadania, que começa pela identificação civil. “Essa população perde todos os dias — está sujeita à chuva, à limpeza urbana, que muitas vezes leva seus pertences e, com esses pertences, vai também a documentação. Então, ela tem muita dificuldade”, salientou.
Centro de referência em direitos humanos ofertou orientações sobre violações de direitos e como proceder. Foto: Carolina Torres/SecomLuciana ressaltou que a ideia do mutirão é reunir todos os órgãos públicos para a emissão de toda a cadeia documental como certidão de nascimento, identificação civil, título eleitoral, e que deve receber, durante o dia, cerca de 100 pessoas com diversos serviços jurídicos, de assistência, cidadania e bem-estar.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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