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Povo Puyanawa celebra os 26 anos da demarcação do seu território

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O Centro Cultural Baytewawa, na Aldeia Puyanawa, em Mâncio Lima, recebeu, no domingo, 17, visitantes de toda a região do Vale do Juruá para comemorar a demarcação de suas terras pelo governo federal, ocorrida no ano 2000.

Festividades para comemorar quase três décadas de demarcarção da terra Puyanawa. Foto: Diego Silva/Secom

Na abertura oficial do encontro, foram relembradas as “antigas” lideranças da etnia que enfrentaram muitas adversidades e lutaram para reconhecimento do direito sobre o território ancestral reconhecido pelas autoridades brasileiras. Sobretudo, o árduo trabalho do ex-cacique Mário Puyanawa, falecido em 2021, foi exaltado por ser ele o grande articulador das ações que culminaram com a criação da Terra Indígena Puyanawa.

Após os pronunciamentos iniciais, a celebração evocou a espiritualidade tradicional por meio de cantos pedindo proteção e prosperidade no idioma da etnia e danças inspiradas nos seres da floresta. Esses “rezos” ancestrais foram retomados pelo povo Puyanawa graças à liberdade conquistada com a demarcação territorial que proporcionou um forte processo de valorização dos costumes, tradições e saberes indígenas dessa nação.

Comemoração com cantos pedindo proteção e prosperidade no idioma da etnia e danças inspiradas nos seres da floresta. Foto: Diego Silva/Secom

O atual cacique Joel, filho de Mário Puyanawa, ressaltou a importância da demarcação territorial para o seu povo.

“Essa é a data histórica mais importante para nós. Celebramos o passado, o presente e o futuro. Muitas pessoas que participaram da luta pela demarcação que já partiram. A minha felicidade é poder dar continuidade à nossa história. Por meio dos nossos cantos e danças recordamos a luta dos nossos antepassados incentivando os nossos jovens a valorizarem nossa cultura e tradições”, afirmou o cacique Joel Puyanawa .

Segundo o cacique Joel Puyanawa, a demarcação de uma terra indígena representa liberdade e a possibilidade de uma reafirmação cultural, garantindo a continuidade histórica de um povo.

Cacique reafirma compromisso de cuidar do território, envolvendo passado, presente e futuro. Foto: Diego Silva/Secom

“Trabalhamos essa terra com consciência, preservando tudo o que temos e respeitando a natureza. Isso significa garantir um futuro promissor para as novas gerações do nosso povo. Nesse território estão nossa história e nossos valores tradicionais, e precisamos seguir nesse caminho aprendendo cada vez mais para mostrar ao mundo que é possível trabalhar e produzir sem devastar o meio ambiente”, afirmou Joel.

Um dos mateiros que atuou no processo de demarcação e ajudou a instalar os marcos da Terra Indígena Puyanawa foi José Lima, atualmente com 82 anos de idade. Ele lembra ainda das lutas para garantir o direito às terras do seu povo.

“Antes da demarcação a gente tinha uma vida de sofrimento. Trabalhávamos para os patrões sem ter direito a nada. Mas depois da demarcação nós passamos a ter liberdade para trabalhar no que é nosso”, explicou o indígena José Lima.

“Naquela época, os latifundiários dessa região eram contrários à demarcação e tentaram retomar a terra à força. Mas nossas mulheres formavam um muro vivo nas estradas para impedir a entrada deles no território. Até que, um dia, desistiram e nós passamos a cuidar daquilo que é nosso desde o tempo dos nossos ancestrais”, complementou Lima.

Inspiração para as novas gerações

A professora da Escola Indígena Estadual Ixubay Rabui Puyanawa, Valéria Xinã Yruya revela que a história do seu povo é trabalhada nas salas de aula como forma de fortalecer a identidade cultural dos alunos.

Aprendizados e valores da cultura puyanawa são priorizados na educação dos jovens. Foto: Diego Silva/Secom

“A escola não é separada da comunidade. Todo o nosso planejamento educacional reflete a nossa realidade. Nesta data, não celebramos somente a demarcação, mas também quem somos. Festejamos, com alegria, os ensinamentos dos nossos antepassados, que seguem presentes em cada um de nós sempre do nosso lado encarnados em cada um de nós, mantendo vivas as suas histórias e saberes aqui na terra”, revela Xinã.

O domínio territorial do povo Puyanawa é constantemente fortalecido por meio de expedições realizadas até os marcos que delimitam o território em meio à vasta floresta.

“Todos os anos fazemos uma caminhada aos limites do nosso território para reencontrarmos a força da natureza, que é a base da nossa cultura Puyanawa. Alguns professores e professoras também participam dessas expedições para levarem aos alunos os ensinamentos  e os valores do nosso povo,” finalizou a professora Indígena Valéria Xinã Yruya.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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