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Programa Saúde na Floresta leva saúde e cidadania às famílias no Parque Estadual Chandless

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Em uma das regiões mais remotas e preservadas do Acre, onde 99,96% da cobertura florestal permanece intacta, está o Parque Estadual Chandless. Localizado a cerca de 220 quilômetros de Manoel Urbano, o parque foi palco de mais uma edição do Programa Saúde na Floresta, realizada neste sábado, 11, pelo governo do Acre, levando atendimento em saúde e cidadania diretamente às famílias que vivem na unidade de conservação.

Programa Saúde na Floresta leva saúde e cidadania às famílias no Parque Estadual Chandless. Foto: Samuel Moura/Sema

A ação foi coordenada pelas secretarias de Estado do Meio Ambiente (Sema) e de Saúde (Sesacre), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Prefeitura de Manoel Urbano, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC).

Após mais de oito horas de deslocamento fluvial pelo rio Purus, as equipes chegaram ao parque para atender as 22 famílias residentes na unidade de conservação — aproximadamente 80 pessoas.

Após mais de oito horas de deslocamento fluvial pelo rio Purus, as equipes chegaram ao parque para atender as 22 famílias residentes na unidade de conservação. Foto: Samuel Moura/Sema

Desta vez, sem a necessidade de enfrentar longas viagens para acessar serviços básicos, os moradores foram atendidos em suas próprias comunidades. A ação ofertou consultas médicas, vacinação e exames laboratoriais, além da distribuição de kits de cuidados pessoais, doados pela empresa Natura Cosméticos. Também foram realizados atendimentos veterinários, com a vacinação de cães e gatos, ampliando o cuidado integral às famílias e promovendo mais qualidade de vida na região.

A gestora do Parque Estadual Chandless, Jomara Katrine Vitoriano, ressalta que o Saúde na Floresta vai além da oferta de serviços básicos: é uma ação concreta que assegura dignidade, amplia o acesso a direitos e reafirma a presença do Estado em territórios historicamente isolados.

Gestora do Parque Estadual Chandless, Jomara Katrine Vitoriano, ressalta que o Saúde na Floresta reafirma a presença do Estado em territórios historicamente isolados. Foto: Samuel Moura/Sema

“Levar saúde até essas famílias é reconhecer as especificidades de quem vive na floresta. São pessoas que enfrentam grandes distâncias e desafios logísticos para acessar atendimentos simples. Quando o poder público chega até elas, estamos reduzindo desigualdades e fortalecendo a permanência dessas comunidades em seus territórios”, destaca.

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A dona de casa Rosilene Souza foi atendida pelo Programa Saúde na Floresta em dezembro do ano passado, ocasião em que recebeu o diagnóstico de uma doença no útero. A partir do encaminhamento realizado pela equipe, ela conseguiu acesso ao tratamento cirúrgico e, atualmente, segue em recuperação.

“Só tenho a agradecer ao programa Saúde na Floresta, consegui fazer meu tratamento e estou me recuperando bem”, destacou a dona de casa Rosilene Souza. Foto: Samuel Moura/Sema

“Eu estou muito feliz por tudo isso. Consegui fazer meu tratamento e estou me recuperando bem. Só tenho a agradecer ao programa Saúde na Floresta. Também quero destacar o apoio que recebi da Sema, que teve um papel muito importante nesse processo, principalmente no transporte daqui do Chandless até Rio Branco. Sou muito grata por todo o suporte, pelo cuidado e pela atenção”, afirmou.

Atendimentos ofertados

Por meio da Sesacre, foram disponibilizados atendimentos com profissionais de clínica geral e infectologia, além da realização de exames laboratoriais.

A chefe da Divisão de Saúde Itinerante da Sesacre, Rosemary Ruiz, destacou a importância do Saúde na Floresta para garantir atendimento às populações que vivem em áreas remotas do Acre.

Chefe da Divisão de Saúde Itinerante da Sesacre, Rosemary Ruiz, destacou a importância do Saúde na Floresta para garantir atendimento às populações que vivem em áreas remotas do Acre. Foto: Ana Thaís Cordeiro/Sema

“Essa ação é de suma importância, porque sabemos das dificuldades que essas pessoas enfrentam para realizar atendimentos médicos, precisando se deslocar até o município mais próximo, que é Manoel Urbano. Hoje fizemos o caminho inverso: levamos os profissionais até a população. Essa é uma preocupação da nossa governadora e do nosso secretário de Saúde, para garantir mais dignidade e assistência a quem vive em locais tão distantes, onde a oferta desses serviços é mais difícil”, pontuou.

A equipe da Fiocruz também realizou atendimentos pediátricos, exames laboratoriais e assistência veterinária, ampliando o alcance da ação.

O pediatra Felipe Costa enfatizou que a iniciativa alia pesquisa e assistência direta à população.

Pediatra Felipe Costa enfatizou que a iniciativa alia pesquisa e assistência direta à população. Foto: Samuel Moura/Sema

“Essa iniciativa integra uma cooperação entre a Fiocruz e o governo, voltada ao estudo da circulação de patógenos entre pessoas e animais silvestres dentro do parque, mas que também se traduz em atendimento concreto à comunidade, por meio de consultas pediátricas. Nesse processo, a Sema tem um papel essencial ao viabilizar e fortalecer ações como essa, ampliando o acesso das populações aos serviços de saúde”, destacou. 

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A Prefeitura de Manoel Urbano complementou a ação com serviços de atenção primária, incluindo aferição de sinais vitais, testes rápidos, consultas com clínico geral, serviços odontológicos, distribuição de medicamentos, vacinação e assistência social para cadastro e atualização do Bolsa Família. Também foram realizadas ações de vigilância epidemiológica e aplicação de vacina antirrábica.

O prefeito de Manoel Urbano, Raimundo Toscano, destacou a relevância da parceria entre a Sema e a gestão municipal para garantir o acesso a serviços essenciais às comunidades que vivem no Parque Estadual Chandless.

Prefeito de Manoel Urbano, Raimundo Toscano, destacou a relevância da parceria entre a Sema e a gestão municipal  para assegurar o atendimento às comunidades do Parque Estadual Chandless. Foto: Samuel Moura/Sema

“É a primeira vez que acompanho esse trabalho aqui na região, e pude ver de perto a importância dessa parceria entre a Sema e a prefeitura. Essa iniciativa vem para ajudar moradores que tanto precisam, especialmente por conta das dificuldades de acesso até o município”, afirmou.

Ao todo, foram realizados 427 atendimentos em saúde. Desse total, foram contabilizados 51 consultas médicas entre clínica geral, pediatria e infectologia; 205 exames laboratoriais; 51 atendimentos de enfermagem; 33 prescrições de medicamentos; 32 testes rápidos; 8 atendimentos odontológico e 47 vacinações. 

Saiba mais

O Parque Estadual Chandless, localizado em Manoel Urbano, Sena Madureira e Santa Rosa do Purus, criado em 2 de setembro de 2004, é gerido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (Sema), com apoio financeiro do programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). O Chandlees possui mais de 690 mil hectares de área, sendo 99,96% de sua cobertura florestal preservada. As famílias que residem na unidade sobrevivem da caça, pesca e da agricultura de subsistência.

Fonte: Governo AC

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Mesmo com mais de 80% de cobertura nas primeiras doses, Sesacre reforça alerta para vacinação de reforço contra a covid-19 no Acre

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O Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado no último dia 16, aponta que o Acre permanece em situação de risco para aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), incluindo infecções por covid-19. Diante desse cenário, a coordenação estadual do Programa Nacional de Imunizações (PNI) reforça o alerta sobre a importância da vacinação, especialmente das doses de reforço.

População deve ficar alerta para doses de reforço contra a covid. Foto: cedida

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) no Acre, Renata Quiles, explica que a cobertura vacinal contra a covid-19 no estado é calculada a partir do total da população vacinada desde o início da campanha, e não por ano específico. Segundo ela, considerando esse recorte, 89% da população geral receberam a primeira e a segunda dose.

No entanto, Renata destaca que a situação é bem diferente quando se analisam as doses de reforço nos grupos prioritários: crianças, idosos e gestantes. “As coberturas são muito baixas. Os idosos deveriam receber dois reforços por ano, as gestantes precisam de uma dose a cada gestação e as crianças devem completar o esquema básico de três doses”, afirma.

O Ministério da Saúde informou, no último dia 22, o envio de 5 mil doses da vacina contra a covid-19 ao Acre. “O Estado recebe doses todos os meses. Hoje, o volume é menor porque a procura diminuiu, mas ainda é suficiente para atender à demanda”, explicou.

Ela acrescenta que os municípios seguem realizando ações de rotina e, em alguns casos, promovem intensificações da vacinação e alertam para a importância de manter o esquema vacinal atualizado, especialmente diante da circulação contínua do vírus. “O Brasil ainda registra mortes por covid-19. É um vírus respiratório com alta capacidade de mutação, o que exige atualização constante dos reforços. A proteção cai com o tempo, e a vacina é ajustada para acompanhar as variantes”, ressalta.

Renata demonstra preocupação especial com a baixa adesão entre as crianças. “É o público que mais nos preocupa hoje. A covid-19 continua fazendo vítimas, principalmente entre os extremos de idade, como idosos e crianças. Por isso, é fundamental manter a vacinação em dia”.

Ministério da Saúde informou, no último dia 22, o envio de 5 mil doses da vacina contra a covid-19 ao Acre. Foto: cedida

Quem deve se vacinar?

Cenário epidemiológico

A covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2, com potencial de agravamento, especialmente em grupos de maior risco, podendo evoluir para óbito. Em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal (SG) por covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% relacionados à covid-19 (1.456 casos), com 188 óbitos por SRAG associados à covid-19.

Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

Fonte: Governo AC

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