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Projeto Entrelinhas fortalece autonomia e novas oportunidades para mulheres privadas de liberdade

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O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC), segue ampliando as ações do projeto Entrelinhas, iniciativa que incentiva a profissionalização de mulheres privadas de liberdade por meio da costura, pintura e bordado. O objetivo é promover autonomia financeira, dignidade e perspectivas reais de reinserção social após o cumprimento da pena.

As reeducandas do Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco estiveram nesta terça-feira, 26, na sede do TJAC para apresentar peças produzidas durante o projeto. Atualmente, 15 mulheres participam das atividades de costura, pintura e crochê, além de outras que atuam no viveiro da unidade.

Para a detenta J.S., a participação no projeto tem sido transformadora. “Eu já me sinto outra pessoa, bem melhor. Quando a gente está pintando, costurando, traz uma calmaria. Aprender tudo isso aqui me faz querer ter uma vida diferente lá fora. Pretendo continuar costurando e pintando para tirar meu sustento quando sair”, conta a mulher.

Sousplats de crochê produzidos pelas detentas da Divisão do Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco. Foto: Antonio Moura/Iapen

Fio a fio, se costura um novo caminho e, acima de tudo, a esperança, palavra-chave no cárcere. É ela quem guia a ressocialização e o recomeço a essas detentas. A coordenadora Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar, juíza Louise Santana, destacou o impacto social da iniciativa.

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“Essa parceria trabalha o empreendedorismo e o empoderamento feminino. São mulheres que têm família, têm filhos e querem que o passado fique lá. Estão pensando no futuro, em recomeçar com dignidade. O projeto simboliza o que elas são capazes de fazer”, enfatiza a juíza.

Louise Santana, coordenadora Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar e juíza de Direito. Foto: Antonio Moura/Iapen

O Judiciário exerce um papel essencial na pena das pessoas privadas de liberdade, permitindo o contato com diversas ações durante o cumprimento da pena, em diálogo permanente com o Iapen. O presidente do Instituto, Marcos Frank, ressaltou a importância do trabalho para transformar vidas e destacou o papel da Polícia Penal na capacitação das participantes:

“Se trata de um recomeço, de novas alternativas para quem cumpre pena e que, em algum momento, vai retornar à sociedade. Agradecemos ao Tribunal de Justiça pelo suporte e aos policiais penais, que têm ensinado essas habilidades às nossas reeducandas”, afirma.

Marcos Frank, presidente do Iapen, e Jamilia Silva, diretora da Divisão do Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco. Foto: Antonio Moura/Iapen

Não apenas as detentas, mas também as próprias policiais penais percebem a diferença e relatam a importância do projeto no dia a dia. A diretora da Divisão do Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco, Jamilia Silva, reforçou que a iniciativa atua tanto na profissionalização quanto na remissão de pena:

“Nós estamos mostrando o que é produzido dentro da unidade e que pode gerar renda no futuro. A produção contribui com a remissão de pena e com oportunidades quando deixarem o sistema prisional”.

Produções das detentas da Divisão do Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco. Foto: Antonio Moura/Iapen

Com iniciativas como essa, cada nova peça confeccionada representa não apenas uma futura oportunidade profissional, mas também a reconstrução de histórias e autonomia. O projeto mostra que o sistema prisional pode ser um espaço de transformação e preparação para um retorno digno à convivência social.

“Quando retornarem à sociedade, essas mulheres não serão as mesmas. Ressocializar é possibilitar uma nova vida, um recomeço. É oferecer condições para que trilhem um novo caminho, longe da criminalidade”, finaliza a diretora.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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