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Quadrilhas juninas dão vida ao tablado, criando um espetáculo que mistura cores, histórias e tradição

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“Fatia da Alegria: Onde o Doce Encanta e a Tradição Floresce”, “A Voz da Nossa Terra”, “Cangaia”, “Milhópolis – O Reino do Milho Dourado” e “Adjunto” foram os temas apresentados pelas quadrilhas que subiram ao tablado na noite desta sexta-feira, 26, durante o Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas. O evento ocorre na Gameleira, em Rio Branco, como parte do Arraial Cultural promovido pela Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM).

Junina Forrozeira fez homenagem a produtores de melancia, um dos produtos referência de Porto Acre. Foto: Diego Gurgel/Secom

A primeira a se apresentar foi a Junina Forrozeira, de Porto Acre, que levou a história dos agricultores ribeirinhos ao tablado com o tema “Fatia da Alegria”. Com apenas quatro anos de existência, o grupo chega ao Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas com um espetáculo que mistura poesia, identidade e memória. A apresentação é uma homenagem aos agricultores ribeirinhos que cultivam melancia às margens do Rio Acre.

A coordenadora-geral e noiva da quadrilha, Josy Orakis, explica que a escolha do tema nasceu do desejo de valorizar quem vive do plantio e mantém viva uma tradição que molda a identidade do município.

“Queremos mostrar que, por trás de cada melancia colhida, existem histórias de luta, esperança e amor pela cultura”, afirma. Segundo ela, o espetáculo busca transformar em dança e narrativa o cotidiano das famílias que tiram da terra e da areia o sustento de gerações.

O público pôde consumir um show marcado por cores vibrantes, música e cenários que retrataram o rio, o plantio e a vida no campo. “Levamos para a arena uma história inspirada na realidade do nosso povo. É uma apresentação preparada com muito carinho, buscando emocionar e representar Porto Acre da melhor forma possível”, destaca Josy.

De Porto Acre, quadrilha tem pouco mais de quatro anos e faz uma referência à agricultura familiar. Foto: Diego Gurgel/Secom

A quadrilha tem cerca de 60 integrantes ao tablado, entre brincantes, equipe de apoio, produção e coordenação. O número expressivo reforça o caráter coletivo do trabalho, que envolve meses de preparação.

Fundada em 2022, a Junina Forrozeira nasceu com o propósito de fortalecer a cultura junina no município e transformar elementos da identidade acreana em espetáculos que unem arte e tradição. A cada ano, o grupo busca novas formas de contar histórias do povo acreano.

“Queremos transmitir uma mensagem de valorização da agricultura familiar, do homem e da mulher do campo. A verdadeira riqueza está nas pessoas que mantêm vivas nossas raízes”, afirma a coordenadora.

Junina Manguaça resgata a história de Sena Madureira. Foto: Diego Gurgel/Secom

‘A Voz da Nossa Terra’

Com 26 anos dedicados à preservação da cultura popular, a Quadrilha Junina Manguaça, de Sena Madureira, sobe ao tablado do Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas com um espetáculo que revisita a própria origem do município. O grupo apresenta neste ano o tema “A Voz da Nossa Terra”, que resgata a história local desde os tempos do Seringal Santa Fé até a fundação da cidade.

O coordenador-geral e presidente do grupo, Otalício Almeida, explica que a escolha do tema nasceu do desejo de homenagear os pioneiros e reforçar o sentimento de pertencimento.

“Queremos valorizar nossas raízes e destacar aqueles que ajudaram a construir Sena Madureira. É uma forma de fortalecer a identidade cultural do nosso povo”, afirma.

A apresentação emocionou o público com um espetáculo repleto de cores, música e personagens marcantes. Segundo Almeida, o grupo os cenários foram inspirados na época dos seringais, figurinos temáticos e coreografias que narram a trajetória do município.

“O público viu muita história no palco. É uma celebração da cultura acreana e da tradição junina”, destaca.

Cerca de 60 integrantes participam da apresentação, entre dançarinos, equipe de apoio, produção e coordenação. O número expressivo reflete o envolvimento comunitário que marca a trajetória da Manguaça, reconhecida como uma das quadrilhas mais tradicionais do Acre.

O grupo apresenta neste ano o tema “A Voz da Nossa Terra”, que resgata a história local desde os tempos do Seringal Santa Fé até a fundação da cidade. Foto: Diego Gurgel/Secom

Fundada há mais de duas décadas, a Junina Manguaça se consolidou como um símbolo de resistência cultural. Ao longo dos anos, o grupo transformou elementos da vida amazônica em dança, música e narrativa. Neste ciclo junino, a proposta é reforçar o orgulho de ser senamadureirense.

“Queremos destacar a força, a coragem e a determinação das pessoas que fizeram parte da construção da nossa história”, afirma o coordenador.

Para Almeida, o Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas tem papel fundamental na preservação da cultura popular. Ele ressalta que eventos como esse movimentam a economia local, fortalecem a identidade dos municípios e dão visibilidade aos artistas do interior.

“É um momento de integração e valorização dos grupos culturais do nosso estado”, conclui.

Público acompanhou atento cada quadrilha. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Os pesos da vida e a força de seguir dançando

A Quadrilha Explosão Junina, de Plácido de Castro, chega ao Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas com um espetáculo que mistura metáfora, emoção e superação. O grupo apresenta o tema “Cangaia”, inspirado no jumento — animal historicamente essencial para o desenvolvimento do país, mas pouco valorizado — para falar sobre os pesos que cada pessoa carrega ao longo da vida.

A noiva, coreógrafa e presidente do grupo, Ingreddy Asfuri, explica que a escolha do tema nasceu de uma reflexão sobre resistência e também de uma homenagem interna.

“Todos nós carregamos nossos pesos, mas não podemos deixar que isso nos limite. A cangaia simboliza isso. E também quisemos homenagear nosso noivo, que é cego e nunca deixou de dançar o São João”, afirma.

Segundo Ingreddy, o público pode esperar uma apresentação marcada pela emoção e pelo humor. “É uma comédia romântica daquelas que o povo gosta, cheia de sentimento e leveza”, destaca.

A Quadrilha Explosão Junina, de Plácido de Castro, chega ao Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas com um espetáculo que mistura metáfora, emoção e superação. Foto: Diego Gurgel/Secom

A quadrilha mobiliza cerca de 80 integrantes, entre brincantes, atores e equipe de produção e a dimensão do grupo reflete o compromisso coletivo que sustenta a Explosão Junina, reconhecida pela energia e pela criatividade de seus espetáculos.

A história da quadrilha é marcada por superação e resiliência, elementos que também estarão presentes no tablado. “Queremos inspirar quem nos assistir. Nossa trajetória mostra que, mesmo com dificuldades, é possível construir algo bonito e significativo”, diz a presidente.

Ingreddy também ressalta a importância do Arraial Cultural para o Acre. Para ela, o evento é mais do que uma competição: é um espaço de celebração da identidade popular.

“Os grupos passam de seis a oito meses se preparando. O Arraial movimenta a economia local, gera oportunidades para artistas e trabalhadores da cultura e revela talentos que dedicam meses para encantar o público. É um encontro de histórias, cores, ritmos e emoções que mantém viva a tradição junina no estado”, afirma.

A quadrilha mobiliza cerca de 80 integrantes, entre brincantes, atores e equipe de produção. Foto: Diego Gurgel/Secom

Fantasia e tradição

A Quadrilha Junina Tradição, de Epitaciolândia, encantou o público no Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas com um espetáculo que mistura fantasia, teatro, dança e elementos clássicos da cultura popular. O grupo apresenta neste ano o tema “Milhópolis – O Reino do Milho Dourado”, uma narrativa original que transforma o milho, símbolo maior das festas juninas, no coração de um reino encantado.

O presidente e diretor artístico da quadrilha, Ricardo Maffi, explica que a escolha do tema nasceu do desejo de unir tradição e imaginação em uma história que dialoga com todas as idades.

“O milho representa vida, prosperidade, união e esperança. Criamos um reino onde ele é o elemento central, para transmitir uma mensagem de inclusão, respeito às diferenças e valorização da cultura popular”, afirma.

A Quadrilha Junina Tradição, de Epitaciolândia, encantou o público no Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas com um espetáculo que mistura fantasia, teatro, dança e elementos clássicos da cultura popular. Foto: Diego Gurgel/Secom

A apresentação levou ao tablado uma mistura de aventura, humor, romance e efeitos visuais. Segundo Ricardo, o público tem acesso a uma narrativa envolvente sobre a luta para recuperar as lendárias sementes do Milho Dourado, responsáveis pela prosperidade de Milhópolis.

“Temos figurinos inspirados nos milharais e na realeza, coreografias marcantes e uma grande celebração final. É um espetáculo pensado para encantar crianças e adultos”, destaca.

A quadrilha conta com cerca de 60 participantes, entre dançarinos, atores, equipe de apoio e produção. O trabalho, que envolve meses de preparação, é motivo de orgulho para o município. “É um esforço coletivo para representar Epitaciolândia e a cultura acreana com a qualidade que o público merece”, diz o diretor artístico.

A quadrilha conta com cerca de 60 participantes, entre dançarinos, atores, equipe de apoio e produção. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

A história criada pela Junina Tradição acompanha o jovem Zezé, que parte em uma jornada para recuperar as sementes mágicas roubadas pelo Barão e pela Baronesa do Asfalto. A aventura, segundo Maffi, carrega valores que vão além da fantasia. “Queremos falar de união, coragem, amor, respeito às diferenças e da importância do perdão. São mensagens que dialogam com o público e reforçam o espírito das festas juninas”, explica.

Para o presidente da quadrilha, o Festival Estadual de Quadrilhas Juninas tem papel essencial na preservação da cultura popular acreana. “O evento fortalece a identidade dos municípios, movimenta a economia criativa e incentiva o trabalho de artistas e produtores culturais. É uma vitrine da riqueza cultural do nosso estado”, afirma.

Malucos na Roça resgatam tradições do arraial. Foto: Diego Gurgel/Secom

Voltando às raízes

O coordenador da quadrilha junina Malucos na Roça, Anderson Schneider, destacou o resgate das tradições neste ano com o tema “Adjunto”. A apresentação do grupo contou com uma intérprete de Libras.

“Depois de muitos anos, voltamos ao estilo tradicional das quadrilhas do Acre. Trouxemos de volta elementos como o bailado, a palma, os vestidos de chita e xadrez, além da palha e das bandinhas, que representam o verdadeiro espírito do São João. É um retorno às nossas raízes”, afirmou.

Segundo Schneider, o grupo conta com cerca de 150 pessoas diretamente envolvidas na apresentação e mais de 200 colaboradores indiretos. “Somos uma das maiores quadrilhas do estado, e isso nos enche de orgulho”, disse.

Ele ressaltou ainda a expectativa para o concurso: “Esperamos muita entrega dos integrantes e também do público. Nosso trabalho é feito para emocionar e mostrar que também somos quadrilha, que sabemos dançar e celebrar. Para nós, isso é muito gratificante”.

Com 26 anos de história, a Malucos na Roça reúne forte apoio da comunidade e até de brincantes de outras regiões. “É emocionante ver tanta gente envolvida e torcendo por nós. Estar na arena depois de tantos anos de luta é uma conquista que nos deixa muito felizes”, concluiu Schneider.

Ao todo, quarta noite contou com apresentação de cinco quadrilhas. Foto: Diego Gurgel/Secom

Reconhecimento e apoio às quadrilhas

O presidente da Liga das Quadrilhas, Aurimar Aragão, destacou a força das apresentações realizadas durante o festival, que nesta quarta noite reuniu cinco grupos.

“A expectativa do público é muito grande. As quadrilhas se preparam durante meses de ensaio e pesquisa, muitas vezes ao longo de um ano inteiro, para colocar seu trabalho na rua. O festival é a consagração desse esforço coletivo”, afirmou.

Arraial Cultural fortalece artistas e identidade do estado. Foto: Diego Gurgel/Secom

Aragão explicou que as quadrilhas filiadas participaram de chamamento público e receberam apoio financeiro por meio de emenda federal.

“Cada grupo recebeu cerca de R$ 25 mil, recurso destinado à confecção de figurinos, adereços e produção dos temas. Sabemos que não cobre todos os custos, mas ajuda bastante e, ao mesmo tempo, movimenta a economia local, beneficiando costureiras, artesãos e coreógrafos da comunidade”, disse.

Ele ressaltou ainda o incentivo garantido pelo governo estadual para a quadrilha campeã. “A vencedora terá direito ao transporte para o concurso nacional, além de R$ 20 mil para alimentação e mais R$ 6 mil de participação, somados à premiação. Esse suporte é fundamental para que o grupo que represente o Acre não enfrente dificuldades”, destacou.

Aragão concluiu agradecendo ao governo do estado pelo apoio: “Essa preocupação em garantir condições para nossas quadrilhas mostra o reconhecimento da importância cultural do movimento junino”.

Premiação

Confira a galeria:

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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