ACRE
Serviço social do PS aproxima famílias de pacientes sem documentos
ACRE
O Pronto-Socorro de Rio Branco tem se consolidado, em 2025, como referência na condução de situações que demandam não apenas atenção médica imediata, mas também uma complexa articulação social e institucional. De janeiro a setembro, 72 pessoas deram entrada na unidade sem qualquer forma de identificação, o que corresponde a uma média de dez casos mensais. Nessas circunstâncias, o serviço social assume papel estratégico, coordenando esforços para assegurar que cada paciente receba não apenas o cuidado clínico necessário, mas também o reconhecimento de sua identidade e a preservação de seus direitos.
Assim que um paciente não identificado chega à unidade, a equipe do serviço social aciona de imediato o Instituto de Identificação, responsável pela coleta das impressões digitais e emissão do prontuário civil, muitas vezes no mesmo dia. Quando a identificação não ocorre no mesmo instante, o processo é ampliado por meio da Polícia Civil, que atua em parceria com o hospital na tentativa de localizar familiares.

A mobilização envolve ainda a rede socioassistencial do município composta pelos Centros de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), também o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro POP e a Rede SUS, com apoio das Unidades Básicas de Saúde e de agentes comunitários, que verificam possíveis endereços de referência. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), por sua vez, fornece informações adicionais quando é responsável pelo resgate do paciente.
Nos casos em que os recursos locais se esgotam, a demanda é encaminhada à Assessoria de Comunicação da Sesacre, que faz a interlocução com a imprensa e utiliza os canais digitais oficiais para ampliar a busca por familiares. Em situações que envolvem pessoas de outros estados ou países, a atuação se estende a instâncias federais, como a Polícia Federal.
De acordo com a coordenação hospitalar, um dos maiores desafios ocorre quando o paciente não mantém vínculos familiares ou quando, mesmo localizados, os parentes não desejam retomar contato. Apesar das dificuldades, os resultados positivos reafirmam a importância da atuação integrada.
“Recentemente conseguimos identificar um paciente que estava desaparecido havia três anos. A família havia espalhado cartazes em seu município de origem desde 2021 e somente pôde reencontrá-lo graças à atuação conjunta entre o Pronto-Socorro, o Instituto de Identificação e a divulgação realizada pela imprensa. Esse caso mostra o quanto nosso trabalho ultrapassa os limites físicos do hospital e ressignifica histórias de vida”, explicou Lourenço Vasconcelos, gerente geral do Pronto-Socorro.

Mais do que executar encaminhamentos burocráticos, o serviço social atua como elo essencial entre o hospital, o paciente e as redes de apoio externo. A atuação envolve acolhimento, escuta qualificada, apoio emocional e orientação, assegurando que a alta hospitalar ocorra de forma planejada e segura.
“O serviço social ajuda a ligar os pontos: identifica o paciente, busca familiares, articula serviços e garante que ele não saia daqui desamparado. Nosso compromisso é também zelar pelos direitos, mediar conflitos e assegurar que o cuidado seja integral, humano e justo”, ressaltou Larissa Souza, coordenadora do serviço social do Pronto-Socorro.

Ao devolver nome e história a pessoas que chegam em condição de anonimato, o hospital reafirma a missão do Estado em assegurar dignidade, cidadania e continuidade do cuidado em saúde. O trabalho conjunto entre saúde, segurança pública e assistência social traduz o compromisso do Governo do Acre em garantir que, mesmo nas situações mais adversas, nenhum cidadão seja privado do direito à identidade e ao amparo.
Fonte: Governo AC
ACRE
Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom