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36ª Reunião Anual do CBNA debate diversidade de matérias-primas em nutrição de aves em cenário de instabilidade global

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Diversificação de matérias-primas é estratégia diante da volatilidade de preços

A alta volatilidade nos preços de grãos e insumos, somada à instabilidade geopolítica, tem levado empresas da cadeia avícola a buscar novas alternativas para reduzir custos de produção. Uma das estratégias em destaque é a diversificação das matérias-primas utilizadas na formulação de rações, tradicionalmente baseadas em milho e farelo de soja.

Bruno Reis de Carvalho, zootecnista e Especialista em Nutrição de Aves da Seara, ressalta que cerca de 70% do custo de produção do frango vivo está ligado à alimentação. “O papel do nutricionista é ajustar a formulação para manter o desempenho das aves, sem comprometer a eficiência econômica”, explica.

O tema será debatido por Carvalho durante a 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, encontro técnico que reúne especialistas da academia, agroindústria e indústria de nutrição animal para discutir avanços e desafios do setor.

Dietas multi-ingredientes e retorno sobre investimento

A diversificação das dietas envolve o uso de matérias-primas alternativas, como sorgo e trigo, e ferramentas nutricionais que aumentam o aproveitamento dos nutrientes. Carvalho destaca que a escolha deve sempre avaliar o retorno financeiro: “A ideia é sair de uma dieta baseada apenas em milho e soja e trabalhar com formulações mais diversificadas, equilibrando custo e resultado produtivo”.

O especialista reforça que o uso de aditivos nutricionais pode otimizar o retorno sobre o investimento (ROI), permitindo que a dieta seja mais eficiente sem prejudicar o desempenho das aves.

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Desafios técnicos e logísticos da adoção de novos ingredientes

Apesar das oportunidades, a aplicação de matérias-primas alternativas enfrenta barreiras técnicas e logísticas. Entre os desafios estão:

  • Garantia de fornecimento e escala do ingrediente
  • Adaptação das fábricas de ração para múltiplos insumos
  • Confiabilidade das informações nutricionais

“É fundamental que as fábricas estejam preparadas para armazenar e manejar diversos ingredientes. Decisões nutricionais impactam diretamente a rentabilidade, pois afetam custo e desempenho zootécnico das aves”, explica Carvalho.

Equilíbrio entre desempenho, custo e eficiência

Segundo o especialista, o grande desafio da produção animal moderna é conciliar diferentes objetivos: entregar carcaça de qualidade, reduzir custos e manter alta eficiência zootécnica. “Melhorar um fator muitas vezes afeta outro. Encontrar o equilíbrio é o que garante competitividade”, afirma.

Durante a Reunião Anual do CBNA, Carvalho vai apresentar estratégias práticas para aumentar o retorno econômico da nutrição animal, incluindo dietas multi-ingredientes e ferramentas que maximizam o aproveitamento dos nutrientes.

Painel de debates na 36ª Reunião Anual do CBNA

Bruno Reis de Carvalho participará do Painel Retorno do investimento na nutrição, com a palestra “Custo de produção de aves com foco na diversidade de matérias-primas”, no dia 13 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O painel contará também com:

  • Keysuke Muramatsu – médico veterinário e Nutricionista Animal da MBRF
  • Cesar Augusto Garbossa – professor da FMVZ/USP
  • Marcelo Miele – pesquisador da Embrapa Suínos e Aves
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Além da Reunião Anual, o CBNA promove outros dois eventos técnicos no mesmo local:

  • IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos – 12 de maio
  • XXV Congresso CBNA Pet – 13 e 14 de maio

Toda a programação ocorre paralela à Fenagra, Feira Internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, que apoia a iniciativa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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