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Abapa destaca algodão como solução sustentável na Expo Osaka 2025

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Algodão brasileiro em destaque no Japão

Entre os dias 18 e 23 de agosto, o algodão brasileiro foi protagonista no Pavilhão do Brasil durante a Expo Osaka 2025, no Japão. A semana especial dedicada à fibra natural integrou a programação da Exposição Universal, evento internacional organizado pelo Bureau International des Expositions (BIE) desde 1851, que tem como objetivo estimular o intercâmbio cultural e tecnológico entre países.

Com o tema “Desenhando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas”, a feira reuniu debates e iniciativas sobre inovação e sustentabilidade. O algodão ganhou espaço na mostra “Poder do Natural: dos campos à moda”, que apresentou a versatilidade, a qualidade e a responsabilidade socioambiental da fibra.

Participação feminina e inovação na cotonicultura

Representando o Brasil, a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, participou do painel “Mulheres que tecem o futuro: da sustentabilidade à inovação”, ao lado de Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, e Lilian Kaddissi, superintendente de Projetos Estratégicos da Abit.

Durante sua fala, Alessandra destacou o crescimento da participação feminina na agricultura, mas também os desafios que persistem.

“Na indústria e confecção, as mulheres já ocupam cerca de 60% dos empregos formais. No campo, embora tenhamos avançado, ainda representamos menos de 10% dos postos diretos. Precisamos ampliar nossa presença em cargos de decisão”, afirmou.

Sustentabilidade e responsabilidade socioambiental

Outro ponto reforçado pela presidente da Abapa foi a credibilidade do algodão brasileiro no cenário global. Segundo ela, mais de 80% da produção nacional é certificada pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), além de o Brasil ser hoje o maior fornecedor mundial de Better Cotton.

“Não entregamos apenas volume, mas também confiança, transparência e responsabilidade socioambiental, valores cada vez mais exigidos pelo consumidor internacional”, destacou Alessandra.

A líder da Abapa ressaltou ainda que o país reúne escala, qualidade e sustentabilidade, combinação rara no mercado global.

“Queremos que o Brasil seja reconhecido como fornecedor confiável de agro e moda responsáveis, parte da solução para os desafios do planeta”, completou.

Expo Osaka: público e relevância internacional

A iniciativa foi promovida pela Abrapa, por meio do programa Cotton Brazil, em parceria com a ApexBrasil e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Até o momento, a Expo já recebeu cerca de 15 milhões de visitantes, e a expectativa é atingir 28 milhões até o encerramento.

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Visita da Princesa Kako

A semana dedicada ao algodão brasileiro contou ainda com a presença da Princesa Kako do Japão, que visitou oficialmente o Pavilhão do Brasil.

“Foi um privilégio recebê-la em nosso espaço. Sua presença reforça a importância dessa conexão cultural e nos enche de alegria em uma semana dedicada às mulheres”, destacou Alessandra Zanotto Costa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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