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Açúcar avança com petróleo e câmbio, enquanto etanol recua com início da safra 2026/27

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O mercado sucroenergético atravessa um momento de movimentos divergentes, com o açúcar em recuperação nas bolsas internacionais e o etanol sob pressão no mercado interno brasileiro. A dinâmica recente reflete a combinação entre fatores externos, como a alta do petróleo, e elementos domésticos, como o início da safra 2026/27 no Centro-Sul.

Açúcar reage e amplia ganhos no exterior

Os contratos futuros do açúcar bruto registraram valorização consistente na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), acompanhando a escalada das commodities energéticas. O contrato com maior liquidez, para julho de 2026, saiu de US¢ 13,48 por libra-peso para patamares próximos de US¢ 14,75/lbp ao longo dos últimos pregões, acumulando ganhos relevantes.

A recuperação é atribuída principalmente a dois fatores:

  • Alta do petróleo, que aumenta a competitividade do etanol e incentiva maior direcionamento da cana para biocombustíveis no Brasil
  • Valorização do real frente ao dólar, reduzindo a atratividade das exportações no curto prazo

Além disso, o cenário geopolítico, especialmente a ausência de avanços nas negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, mantém o petróleo em níveis elevados, sustentando indiretamente o mercado do açúcar.

Na ICE Europe, o açúcar branco também acompanhou o movimento positivo. Os contratos para agosto, outubro e dezembro de 2026 registraram altas consecutivas, com cotações ao redor de US$ 430 por tonelada.

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Fundamentos ainda indicam pressão no médio prazo

Apesar da recuperação recente, o mercado global segue com viés estrutural de baixa. A expectativa de superávit na safra 2025/26 continua sendo um fator relevante, sustentado por:

  • Produção robusta na Tailândia no primeiro semestre de 2026
  • Perspectivas positivas para a safra do Centro-Sul brasileiro

Dados preliminares indicam que a produção de açúcar na primeira quinzena de abril no Centro-Sul caiu 26,4% na comparação anual, somando cerca de 541 mil toneladas. Por outro lado, houve aumento na produção de cana e etanol no mesmo período.

Etanol recua com avanço da safra no Centro-Sul

No mercado interno, o etanol hidratado apresentou queda consistente, refletindo o avanço da safra 2026/27. Em regiões produtoras como Ribeirão Preto, os preços caíram de R$ 3,07 por litro para R$ 2,92/litro em uma semana — recuo de aproximadamente 5%.

Indicadores mais recentes apontam valores abaixo de R$ 2,90/litro no início da nova semana, reforçando o movimento de baixa.

O Indicador Diário Paulínia também mostra pressão:

  • Cotação: R$ 407,50/m³
  • Variação diária: -0,56%
  • Acumulado no mês: -20,48%
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A queda está diretamente ligada ao aumento da oferta, impulsionado por:

  • Maior produção de etanol no Centro-Sul
  • Elevação do mix etanoleiro nas usinas
Mercado doméstico do açúcar ainda em ajuste

No Brasil, o mercado físico do açúcar ainda reage de forma mais moderada. O indicador do açúcar cristal branco em São Paulo registrou a saca de 50 kg a R$ 99,82, com:

  • Alta diária de 2,21%
  • Queda acumulada de 5,35% no mês

O comportamento reflete um mercado ainda em fase de ajuste, aguardando maior consolidação dos preços internacionais e da dinâmica da nova safra.

Tendência: energia segue como principal driver

O atual cenário reforça a crescente interdependência entre os mercados de açúcar e energia. A trajetória do petróleo deve continuar sendo determinante para o direcionamento do mix produtivo no Brasil — maior produtor global — e, consequentemente, para a formação de preços do açúcar no mercado internacional.

Enquanto isso, o avanço da safra no Centro-Sul tende a manter o etanol pressionado no curto prazo, ampliando sua competitividade frente à gasolina no mercado doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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