AGRONEGÓCIO
Açúcar mantém trajetória de queda e pressiona cotações no Brasil e no exterior
AGRONEGÓCIO
Preços seguem em retração nas bolsas internacionais
O mercado global de açúcar encerrou esta quinta-feira (5) com nova rodada de desvalorização, tanto nas bolsas internacionais quanto no mercado interno brasileiro. A tendência de queda reflete um cenário de oferta elevada e pressões sobre os preços, segundo analistas do setor.
Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto apresentou recuo em todos os principais vencimentos. O contrato março/26 caiu 0,17 centavo, para 14,27 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o maio/26 perdeu 0,21 centavo, sendo cotado a 13,84 cents/lbp. Já os vencimentos julho/26 e outubro/26 fecharam a 13,82 e 14,15 cents/lbp, respectivamente.
Açúcar branco também recua em Londres
Na bolsa de Londres, o movimento foi semelhante. O açúcar branco encerrou o dia com desvalorização em todos os contratos. O vencimento março/26 caiu US$ 3,90, cotado a US$ 407,90 por tonelada. Já o maio/26 registrou queda de US$ 4,60, para US$ 413,10, enquanto os contratos de agosto/26 e outubro/26 recuaram US$ 5,20 e US$ 5,10, fechando a US$ 406,10 e US$ 403,20 por tonelada, respectivamente.
Oferta global elevada pressiona o mercado
De acordo com análise da consultoria Hedgepoint, divulgada pelo portal Notícias Agrícolas, o excesso de oferta global de açúcar é resultado principalmente do forte desempenho da produção brasileira e da recuperação das safras no Hemisfério Norte.
A coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint, Lívea Coda, destacou que a safra 2025/26 do Centro-Sul do Brasil já se aproxima do fim, com resultados robustos. A estimativa indica uma moagem próxima de 610 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, com 50,6% do mix destinado à produção de açúcar, o que deve resultar em cerca de 40,5 milhões de toneladas do produto.
Mesmo que haja ajustes pontuais no mix entre açúcar e etanol, a consultoria avalia que o volume elevado de oferta deve continuar limitando a recuperação dos preços internacionais, mantendo o mercado sob pressão.
Açúcar recua também no mercado brasileiro
No Brasil, o movimento negativo se repetiu. Segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP), o açúcar cristal branco foi negociado a R$ 101,75 por saca de 50 quilos, uma queda de 1,03% em relação à cotação anterior. No acumulado de fevereiro, o indicador já soma desvalorização de 2,98%.
Etanol hidratado segue tendência de baixa
O mercado de etanol hidratado também apresentou queda no estado de São Paulo. Conforme o Indicador Diário de Paulínia (SP), o biocombustível foi negociado a R$ 3.136,50 por metro cúbico, representando recuo de 0,32% frente ao pregão anterior. No acumulado do mês, o produto já registra baixa de 0,67%, refletindo um início de fevereiro marcado por ajustes e menor demanda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.
Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.
China responde por mais da metade das exportações brasileiras
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.
Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.
O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores
Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.
Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.
Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.
Carne in natura domina receita das exportações
A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.
O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.
Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.
A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.
O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira
A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.
Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.
Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.
Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.
Perspectivas seguem positivas para o restante do ano
Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.
A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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