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Açúcar sobe nas bolsas internacionais com preocupação sobre safra brasileira em 2025/26

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Os preços do açúcar fecharam em alta nas principais bolsas internacionais nesta segunda-feira (11), impulsionados pela preocupação do mercado com a safra brasileira de cana-de-açúcar para a temporada 2025/26. A expectativa é de queda na produção devido à redução da produtividade, o que impacta diretamente os contratos futuros.

Safra brasileira de cana: expectativa de queda preocupa mercado mundial

Segundo a Reuters, o mercado acompanha o indicador ATR (Açúcar Total Recuperável) para a safra 2025/26. A consultoria Covrig Analytics alerta que a produção brasileira pode cair para menos de 600 milhões de toneladas, resultado da redução da produtividade nas plantações.

Preços do açúcar nas bolsas internacionais: alta expressiva em Nova York e Londres
  • ICE Futures Nova York:
    • Contrato outubro/25 avançou 24 pontos, negociado a 16,49 centavos de dólar por libra-peso.
    • Contrato março/26 subiu 21 pontos, cotado a 17,13 centavos de dólar por libra-peso.
  • ICE Europe Londres:
    • Contrato outubro/25 teve alta de US$ 3,60, chegando a US$ 474,90 por tonelada.
    • Contrato dezembro/25 subiu US$ 4,10, negociado a US$ 468,40 por tonelada.
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Açúcar cristal registra queda no mercado brasileiro, segundo Cepea/Esalq

No Brasil, o açúcar cristal apresentou recuo de 0,42%, conforme o Indicador Cepea/Esalq (USP). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 119,33, refletindo uma leve pressão de baixa no mercado interno.

Etanol hidratado sobe 0,83% e valor do metro cúbico chega a R$ 2.734,50

O etanol hidratado acompanhou movimento positivo no mercado, segundo o Indicador Diário Paulínia. O combustível foi negociado a R$ 2.734,50 por metro cúbico, representando alta de 0,83% em relação ao pregão anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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