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Adapar reforça regras para controlar brucelose e tuberculose bovina no Paraná

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Novas restrições ao trânsito de bovinos e búfalos

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) publicou a Portaria n° 013/2026, que intensifica o controle sobre a movimentação de bovinos e búfalos em propriedades com casos confirmados de brucelose e tuberculose.

O documento estabelece que os animais dessas propriedades não podem ser vendidos, doados ou transferidos vivos, mesmo que apresentem exames negativos, exceto quando destinados ao abate imediato.

Segundo Marta Freitas, chefe da Divisão de Brucelose e Tuberculose da Adapar, a restrição é necessária porque essas doenças podem ser silenciosas, e exames podem gerar resultados falso-negativos, especialmente em fases iniciais da infecção ou devido a falhas técnicas nos testes.

“Nosso objetivo é reforçar a vigilância e prevenir a propagação silenciosa dessas enfermidades, protegendo a saúde pública e avançando na erradicação”, afirma Marta.

Saneamento e rastreabilidade como medidas preventivas

A conclusão do saneamento sanitário de uma propriedade só ocorre após todos os trâmites regulamentares, incluindo exames negativos de todos os animais elegíveis.

Além disso, a Adapar seguirá investindo em rastreamento individual de animais e educação sanitária, reforçando normas estabelecidas em 2020 pela Portaria n° 157, que vêm evoluindo para combater essas doenças no Paraná.

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Resultados e desafios da vigilância

Em 2025, o Paraná registrou redução de 17% nos focos de brucelose bovina em comparação a 2024, enquanto os focos de tuberculose aumentaram 4,5%, refletindo maior detecção e monitoramento da doença.

Para Renato Rezende Young Blood, diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, as ações preventivas e educativas são essenciais para garantir a saúde dos rebanhos e a segurança alimentar da população.

“O trabalho contínuo em áreas de maior risco permite melhores resultados, protegendo tanto o produtor quanto os consumidores”, destaca.

Estratégia contínua de prevenção e controle

O Departamento de Saúde Animal (Desa), por meio da Divisão de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Bovina (DIBT), mantém atuação estratégica para prevenir e controlar essas enfermidades, que têm grande impacto na pecuária leiteira, segunda maior do país.

Segundo Rafael Gonçalves Dias, chefe do Desa, a redução dos focos representa progresso, mas é necessário trabalho constante, pois brucelose e tuberculose ainda ocorrem em diversas regiões do Estado, exigindo vigilância contínua e novas ações de controle.

“As iniciativas de fiscalização, diagnóstico e educação sanitária garantem segurança para a população e fortalecem a competitividade do setor agropecuário paranaense”, afirma Dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de frango do Rio Grande do Sul crescem mais de 22% em maio e impulsionam recuperação da avicultura

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A avicultura do Rio Grande do Sul segue consolidando sua retomada no mercado internacional. Em maio de 2026, as exportações de carne de frango do estado registraram crescimento expressivo tanto em volume quanto em receita, refletindo a recuperação gradual do setor e a manutenção da forte demanda global pela proteína brasileira.

Os resultados reforçam a competitividade da produção gaúcha, impulsionada pela reabertura de mercados, pela confiança dos importadores e pelo reconhecimento internacional dos padrões sanitários e da qualidade dos produtos exportados.

Exportações de carne de frango avançam mais de 22% em maio

De acordo com dados do setor, o Rio Grande do Sul exportou 62,9 mil toneladas de carne de frango em maio, volume 22,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques somaram 51,4 mil toneladas.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações alcançaram 317,8 mil toneladas, representando crescimento de 3,4% em comparação com as 307,4 mil toneladas embarcadas entre janeiro e maio do ano passado.

O avanço demonstra a recuperação da presença gaúcha no comércio internacional de proteínas animais, em um cenário de fortalecimento das exportações brasileiras.

Receita cresce quase 36% e supera US$ 127 milhões

Além do aumento nos volumes embarcados, a receita obtida com as exportações apresentou desempenho ainda mais robusto.

Em maio, o faturamento das vendas externas de carne de frango do Rio Grande do Sul atingiu US$ 127,4 milhões, crescimento de 35,7% em relação aos US$ 93,9 milhões registrados no mesmo período de 2025.

No acumulado de janeiro a maio, a receita chegou a US$ 615,5 milhões, avanço de 11% frente aos US$ 554,5 milhões obtidos no mesmo intervalo do ano anterior.

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O resultado evidencia não apenas a recuperação dos embarques, mas também uma melhora na geração de valor para a cadeia produtiva da avicultura gaúcha.

Reabertura de mercados fortalece setor

Segundo o presidente executivo da Asgav/Sipargs, José Eduardo dos Santos, os números confirmam a capacidade de reação da avicultura gaúcha diante dos desafios enfrentados nos últimos anos.

O dirigente destaca que a retomada dos mercados internacionais, aliada à continuidade da demanda externa, tem permitido ao setor recuperar espaço e ampliar sua participação no comércio global de proteínas.

Além disso, a manutenção dos elevados padrões sanitários e a regularidade do abastecimento contribuem para fortalecer a imagem do produto brasileiro junto aos principais importadores.

Brasil alcança recorde histórico nas exportações de carne de frango

O bom desempenho do Rio Grande do Sul acompanha o crescimento observado em todo o setor avícola brasileiro.

Em maio de 2026, o Brasil atingiu um marco histórico ao ultrapassar, pela primeira vez, a marca de US$ 1 bilhão em receita mensal com exportações de carne de frango.

O faturamento nacional chegou a US$ 1,009 bilhão, registrando crescimento de 36,1% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Em volume, os embarques brasileiros totalizaram 509,9 mil toneladas, o maior resultado já registrado para um mês de maio e avanço de 29,6% na comparação anual.

Exportações brasileiras acumulam crescimento em 2026

Nos cinco primeiros meses do ano, o Brasil exportou 2,453 milhões de toneladas de carne de frango, aumento de 8,7% em relação ao mesmo período de 2025.

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A receita acumulada atingiu US$ 4,714 bilhões, avanço de 11,3%, consolidando a posição do país como um dos principais fornecedores globais de proteína avícola.

O desempenho reforça a crescente demanda internacional pela carne de frango brasileira, reconhecida por sua competitividade, qualidade e segurança alimentar.

Exportações de ovos do Rio Grande do Sul crescem mais de 40%

O segmento de ovos também apresentou resultados expressivos no comércio exterior.

Entre janeiro e maio de 2026, o Rio Grande do Sul exportou 2.771 toneladas de ovos, volume 40,4% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando os embarques totalizaram 1.974 toneladas.

A receita acompanhou a expansão e alcançou US$ 10,2 milhões, crescimento de 43,8% frente aos US$ 7,1 milhões obtidos em 2025.

O desempenho evidencia o fortalecimento da indústria gaúcha de ovos no mercado internacional, impulsionado pela ampliação da demanda e pela adaptação às exigências dos compradores externos.

Perspectivas seguem positivas para a avicultura gaúcha

Com o avanço das exportações de carne de frango e ovos, a avicultura do Rio Grande do Sul mantém uma trajetória de recuperação e crescimento em 2026.

A combinação entre competitividade, qualidade dos produtos, segurança sanitária e ampliação das relações comerciais internacionais cria um cenário favorável para a continuidade dos embarques ao longo do ano.

A expectativa do setor é que a demanda global siga aquecida, contribuindo para a geração de receita, fortalecimento da cadeia produtiva e ampliação da participação brasileira nos principais mercados consumidores do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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