RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Agro apresenta modelo sustentável como solução global na COP 30

Publicados

AGRONEGÓCIO

A apresentação do documento “Agricultura Tropical Sustentável: Cultivando Soluções para Alimentos, Energia e Clima” reuniu, nesta terça-feira (28.10), em Brasília, as principais lideranças do setor agropecuário brasileiro.

O texto, construído de forma coletiva pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) — bloco que reúne mais de 300 deputados e senadores dedicados à representação do produtor rural no Congresso Nacional — e por diversos centros de pesquisa e cooperativas, será levado à COP 30 pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, que atua como enviado especial do agro brasileiro à conferência do clima.

No documento oficial, o agro nacional destaca que os países do cinturão tropical concentram as maiores áreas produtivas do mundo e possuem papel estratégico na segurança alimentar e energética global. A experiência brasileira, marcada pelo crescimento sustentável da produção e pelo uso de ciência e inovação, é proposta como referência internacional. Rodrigues reforça que o Brasil pode liderar iniciativas globais de combate ao desmatamento ilegal e conciliar produção agropecuária com respeito ao meio ambiente.

Leia Também:  Chuvas favorecem desenvolvimento do milho verão e impulsionam avanço do plantio no Brasil

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, destaca que “o documento apresentado mostra de forma transparente o verdadeiro papel do agro brasileiro, sustentável, inovador e capaz de gerar renda e proteger recursos naturais”.

Entre as propostas estão ampliar o acesso ao financiamento climático, flexibilizar normas comerciais restritivas e fortalecer programas como o mercado de carbono e o pagamento por serviços ambientais. Para o produtor rural, a iniciativa representa oportunidade de conquistar respeito internacional, abrir novos mercados e ampliar tecnologias para continuar produzindo com sustentabilidade e reconhecimento.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

Publicados

em

Por

A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

Leia Também:  Chuvas favorecem desenvolvimento do milho verão e impulsionam avanço do plantio no Brasil

A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

Leia Também:  AgroInfo 2026: Rabobank aponta cenário de margens pressionadas, recordes de produção e atenção ao clima para o agronegócio

Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA