AGRONEGÓCIO
Agrodefesa abre prazo para regularização de cadastros no Sidago e alerta sobre bloqueios
AGRONEGÓCIO
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) abriu um prazo para que produtores rurais e profissionais do setor regularizem seus cadastros no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). A medida se aplica a usuários que compartilham o mesmo e-mail na plataforma.
O prazo vai até 30 de novembro de 2025. A partir do 1º de dezembro, contas com e-mails duplicados serão bloqueadas até a atualização com endereços únicos, pessoais e intransferíveis.
Ao acessar o Sidago, o usuário receberá o alerta:
“Aviso de segurança! A Agrodefesa identificou que o e-mail utilizado em seu cadastro está vinculado a outros cadastros no sistema. Para evitar o bloqueio de seu acesso, atualize seu cadastro informando um novo endereço de e-mail válido ou efetue o login através do GOV.BR, até o dia 30/11/2025. Essa ação faz parte de medidas adotadas para proteger seus dados e evitar o uso indevido de suas informações.”
Senha de procurador: uso correto do Sidago
Segundo Renan Willian, diretor de Gestão Integrada da Agrodefesa, muitos produtores delegam o acesso ao Sidago a familiares ou prestadores de serviço. Ele reforça que o acesso compartilhado é incorreto. A forma adequada é utilizar a “senha de procurador”, garantindo login próprio para cada usuário autorizado.
“O produtor jamais deve cadastrar e-mail de terceiros ou fornecer seus dados de login a outra pessoa”, alerta Willian.
O diretor de Defesa Agropecuária, Rafael Vieira, reforça que o compartilhamento de login pode colocar o patrimônio do produtor em risco e viola as diretrizes de segurança do Sidago.
Como atualizar o e-mail no Sidago
A correção pode ser feita online até 30 de novembro ou presencialmente a partir do bloqueio em 1º de dezembro. Também é possível acessar o Sidago com credenciais do GOV.BR, já que os sistemas são integrados.
Passo a passo para alterar o e-mail:
- Acesse o Sidago: sidago.agrodefesa.go.gov.br
- Clique no avatar no canto superior direito e selecione “Minha Conta”.
- Informe o novo e-mail no campo indicado e clique em “Alterar”.
- O e-mail será atualizado com sucesso.
Em caso de dúvidas, a Agrodefesa orienta procurar a unidade local ou contatar pelos canais:
- E-mail: [email protected]
- Telefone: (62) 3201-8629 / (62) 98164-0673
Como cadastrar a senha de procurador
Para profissionais que acessam o Sidago em nome de terceiros:
- Na tela de login, clique em “Obter sua senha” e selecione “Procurador”.
- Preencha dados do procurador e da propriedade, incluindo CPF e inscrição estadual.
- Anexe documentos exigidos: documento pessoal, comprovante de endereço, termo de responsabilidade e procuração autenticada.
- Informe um e-mail válido e clique em “Próximo”.
- O pedido será analisado pela unidade da Agrodefesa, e a resposta será enviada por e-mail.
Declaração obrigatória de rebanho
A segunda etapa da Declaração de Rebanho em Goiás está em vigor e é obrigatória para produtores de bovinos, bubalinos, equinos, muares, asininos, caprinos, ovinos, aves, suínos de subsistência, além de animais aquáticos e abelhas.
O prazo para envio via Sidago vai até 31 de dezembro de 2025, conforme a Portaria 564/2025 da Agrodefesa.
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal
A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.
No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.
Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores
O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.
Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.
Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.
Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional
Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.
De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.
Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.
Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais
No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.
As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.
Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.
Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente
O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.
A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.
Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira
Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.
O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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