RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Agronegócio brasileiro pode se inspirar em modelo norte-americano para elevar produtividade e profissionalismo

Publicados

AGRONEGÓCIO

Segundo Álvaro Gottlieb, gerente de Marketing de Produto e Inteligência de Mercado da FertiSystem, o Brasil deixou de ser apenas um importador de tecnologia agrícola e passou a se tornar um referente em soluções adaptadas ao clima e à produção nacional. O país agora exporta conhecimento, tecnologia e modelos de produção sustentável que têm chamado atenção internacional.

Gottlieb compartilhou suas impressões após visitar a Farm Progress Show, maior exposição agrícola ao ar livre dos Estados Unidos, destacando a objetividade, eficiência e confiança presentes na cultura de negócios norte-americana.

Tecnologia brasileira funciona e convence nos EUA

Durante a feira, Gottlieb observou que tecnologias brasileiras são aplicáveis e eficientes no contexto americano. Ao contrário do Brasil, onde relações comerciais são construídas por meio de conversas e visitas, nos Estados Unidos transparência e previsibilidade são requisitos essenciais: preço claro, proposta direta e pós-venda sólido formam a base da confiança.

A feira mostrou que a tecnologia não é apenas um espetáculo, mas um componente funcional. Sensores e sistemas inteligentes operam de forma integrada em colheitadeiras e semeadoras. Um exemplo é o strip-tillage, técnica de preparo de solo adotada no outono americano que aproveita o degelo para fornecer nutrientes. Embora inviável para o trópico, a prática evidencia que cada agricultura adapta-se ao seu calendário, mas o objetivo é o mesmo: eficiência sustentável.

Leia Também:  ICAP de setembro registra queda e amplia margens do confinamento no Brasil
Conectividade e precisão como diferencial competitivo

Um dos principais aprendizados da visita foi a infraestrutura de internet rural nos EUA, que permite telemetria, integração entre insumos e resultados em tempo real. A taxa variável, aplicando insumos apenas onde o solo necessita, já é rotina, unindo sustentabilidade econômica e ambiental. Gottlieb observa que o Brasil ainda tem espaço para expandir a conectividade, aumentar a precisão e reduzir desperdícios.

Apesar das semelhanças em máquinas e sistemas de manejo entre os dois países, a mentalidade produtiva é o diferencial: o produtor americano dimensiona seu parque de máquinas exatamente para a área cultivada, priorizando durabilidade e adequação à operação, em vez de potência imediata.

Potencial brasileiro e oportunidades de expansão internacional

Enquanto grande parte do território agrícola norte-americano já está consolidada, o Brasil ainda dispõe de áreas para expansão responsável, consolidando seu papel como exportador global de soja, milho, café e frutas cítricas. A presença da FertiSystem na Farm Progress Show evidencia a validação internacional das soluções brasileiras e reforça o compromisso com planejamento, serviço técnico e sustentabilidade baseada em dados.

Leia Também:  Feijão volta a ganhar força e atinge maior preço em nove meses, aponta Cepea

Segundo Gottlieb, a experiência ensina que o tempo certo para o Brasil consolidar seu protagonismo global no agronegócio é agora. A lição não é apenas tecnológica, mas de postura empresarial: ser conciso, transparente, eficiente e sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

Publicados

em

Por

A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

Leia Também:  Wine South America 2026 abre credenciamento e aponta tendências que vão movimentar o mercado de vinhos no Brasil
Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

Leia Também:  Mercado interno de algodão segue estável com baixa liquidez e pouca movimentação

Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA