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Alta do algodão no Brasil reflete entressafra, demanda aquecida e ajustes na safra 2025/26

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Preços do algodão sobem no mercado interno com apoio de fatores externos

Os preços do algodão em pluma registraram alta recente no Brasil, ultrapassando o patamar de R$ 3,60 por libra-peso. O movimento marca uma reação após meses de estabilidade, quando as cotações operavam entre R$ 3,40/lp e R$ 3,50/lp desde outubro de 2025.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, a valorização foi impulsionada principalmente pelo cenário internacional mais favorável, pelo período de entressafra no país e pela elevação dos custos logísticos, especialmente com a alta do diesel.

Vendedores firmes e compradores mais ativos sustentam valorização

O comportamento dos agentes de mercado também contribui para o avanço dos preços. Segundo o Cepea, produtores seguem firmes nos valores pedidos, limitando a oferta disponível no mercado spot.

Do lado da demanda, parte dos compradores já aceita pagar mais por novos lotes, enquanto outros seguem priorizando o cumprimento de contratos a termo e monitorando o desempenho das vendas de produtos manufaturados.

Projeção de safra de algodão 2025/26 é revisada para baixo

Enquanto os preços avançam, a estimativa de oferta para a safra 2025/26 foi ajustada. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento, a produção total de algodão em pluma foi revisada para 6,53 milhões de toneladas.

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O volume representa uma leve queda de 0,12% em relação à projeção anterior. A produção estimada é de 3,80 milhões de toneladas, com recuo mensal de 0,21%.

Mato Grosso lidera produção, mesmo com redução de área

O levantamento aponta que o estado de Mato Grosso deve se manter como principal produtor nacional de algodão, seguido pela Bahia. Ainda assim, o estado mato-grossense apresenta redução de área cultivada, o que influencia diretamente na revisão da produção.

Demanda cresce impulsionada pelas exportações

No lado da demanda, a projeção foi revisada para cima, alcançando 3,95 milhões de toneladas — alta de 4,91% em relação ao levantamento anterior.

O avanço está diretamente ligado ao crescimento das exportações, que devem atingir 3,23 milhões de toneladas, aumento de 5,91%. O desempenho do mercado externo segue como um dos principais vetores para o setor.

Estoques finais recuam com ajuste entre oferta e demanda

Com a redução da oferta e o aumento da demanda, o estoque final de algodão foi estimado em 2,58 milhões de toneladas, o que representa queda de 6,96% frente à projeção anterior.

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Esse cenário reforça a sustentação dos preços no mercado interno, especialmente em um momento de menor disponibilidade de produto.

Clima e manejo serão decisivos para o resultado da safra

As perspectivas para a safra ainda dependem do desenvolvimento das lavouras nos próximos meses. Segundo o Imea, fatores como condições climáticas e manejo agrícola serão determinantes para o desempenho final da produção.

Diante disso, o mercado segue atento à evolução das lavouras, em um cenário que combina oferta ajustada, demanda aquecida e preços em recuperação no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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