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Alta produtividade da cenoura no inverno amplia oferta e exige foco em qualidade no campo

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Inverno favorece produtividade da cenoura no Brasil

O inverno é tradicionalmente o período mais favorável para o cultivo de cenoura no Brasil. As temperaturas mais amenas e a menor incidência de pragas e doenças contribuem para um desempenho superior da cultura em comparação ao verão.

Nesse cenário, a produtividade pode aumentar significativamente, o que representa uma oportunidade para os produtores, mas também impõe novos desafios ao mercado.

Aumento da oferta pressiona mercado e exige qualidade

Com o avanço da produção durante o inverno, há maior concentração de oferta em um curto período. Esse excesso pode impactar os preços, tornando a qualidade um fator decisivo para garantir competitividade.

Segundo Samuel Sant’Anna, especialista em desenvolvimento de bulbos e raízes da TSV Sementes, a produtividade pode dobrar ou até triplicar em algumas regiões em relação à safra de verão. No entanto, o principal desafio passa a ser a comercialização diante do maior volume disponível.

Variedades híbridas elevam padrão comercial da cenoura

Diante desse cenário, o uso de materiais híbridos com alto padrão comercial ganha relevância. Essas variedades permitem maior uniformidade das raízes, melhor aparência e maior classificação no momento da venda.

Como resultado, os produtores conseguem se destacar em um mercado mais competitivo, especialmente em períodos de maior oferta.

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Cenoura híbrida Pandora se destaca em produtividade e qualidade

Entre as opções disponíveis, a cenoura híbrida de inverno Pandora, da TSV Sementes, tem apresentado bom desempenho em diferentes regiões produtoras do país.

A variedade se destaca pela qualidade visual das raízes, que apresentam superfície lisa e coloração alaranjada intensa — características valorizadas no mercado. Além disso, o material possui elevado potencial produtivo.

Em áreas comerciais, já foram registrados rendimentos superiores a 4 mil caixas por hectare, com alta proporção de cenouras classificadas como 3A, categoria de maior valor agregado.

Classificação superior aumenta retorno ao produtor

A obtenção de maior volume de cenouras de alta classificação impacta diretamente a rentabilidade. Produtos enquadrados nas melhores categorias alcançam preços mais elevados no mercado.

Esse fator é ainda mais relevante para produtores que possuem estrutura própria de beneficiamento, como lavadores, pois conseguem agregar valor ao produto antes da comercialização.

Adaptabilidade amplia uso da variedade em diferentes regiões

Outro diferencial da cenoura Pandora é sua ampla adaptabilidade. A variedade apresenta bom desempenho em regiões do Cerrado, no estado de São Paulo e no Sul do Brasil, mantendo elevado padrão de produtividade e uniformidade.

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No Nordeste, o cultivo também é viável dentro de uma janela mais específica, com destaque para a região de Irecê, na Bahia.

Manejo adequado é essencial para alcançar alto desempenho

Para obter o máximo potencial produtivo, o manejo da cultura é um fator determinante. O estande recomendado para a variedade Pandora varia entre 600 mil e 620 mil plantas por hectare, considerado ideal para alcançar bons resultados.

A adoção de práticas adequadas contribui para garantir produtividade elevada e padrão de qualidade exigido pelo mercado.

Qualidade e produtividade fortalecem cadeia da cenoura

A combinação entre alta produtividade e qualidade comercial é fundamental para o sucesso da cultura no inverno. O uso de tecnologias, como sementes híbridas, aliado a um manejo eficiente, permite ao produtor melhorar sua competitividade.

Com isso, toda a cadeia produtiva da cenoura é beneficiada, desde o campo até o consumidor final, consolidando o inverno como uma das principais janelas para o cultivo da hortaliça no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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