AGRONEGÓCIO
Apex firma R$ 42 milhões em convênios e vai qualificar 150 empresas exportadoras
AGRONEGÓCIO
A primeira reunião com a presença dos 54 adidos agrícolas na inauguração do escritório da ApexBrasil em Cuiabá, Mato Grosso, marcou um passo importante para a promoção das exportações do maior estado produtor de grãos, carnes e fibras do Brasil. Um terço do superávit comercial do país, cerca de 60 bilhões de dólares, vem de Mato Grosso, o que justifica a abertura do novo escritório, uma demanda antiga do setor.
Na ocasião, foram assinados convênios no valor total de R$ 42 milhões envolvendo a ApexBrasil e instituições chave como Embrapa, Abrapa, UNEM e Ibrafe, focados na expansão das exportações e inteligência de mercado. Também foi lançado o programa Qualifica, fruto de um convênio entre ApexBrasil e Sebrae, para capacitar 150 empresas mato-grossenses visando ampliar seu potencial exportador.
O escritório inaugurado em Cuiabá representa a primeira unidade da ApexBrasil no estado, respondendo a uma demanda antiga do setor produtivo local. Mato Grosso é responsável por cerca de um terço do superávit comercial brasileiro no agronegócio, tornando estratégica a presença física da agência para facilitar o acesso dos produtores locais à estrutura de promoção comercial e atração de investimentos estrangeiros. A instalação do escritório visa fortalecer a competitividade do Estado nos mercados internacionais, com mais apoio direto para exportadores.
Durante a assinatura dos convênios, foram destacados acordos com a Embrapa, Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), UNEM (União Nacional do Etanol de Milho) e Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais). Estes convênios, que somam R$ 42,62 milhões, têm como foco a promoção de exportação, inteligência de mercado e a expansão para novos mercados. Tais parcerias representam um importante estímulo para o desenvolvimento tecnológico e comercial das cadeias produtivas locais.
O programa Qualifica é uma iniciativa conjunta entre ApexBrasil e Sebrae para qualificar empresas mato-grossenses para exportação. Tem como objetivo capacitar 150 empresas, com foco na melhoria da prontidão exportadora, diversificação de mercados e incremento das vendas externas. Esse programa inclui avaliações, implementação de planos de exportação e emissão de certificados para empresas com potencial exportador reconhecido, ampliando a competitividade do setor.
Essas ações e parcerias refletem uma estratégia integrada para incrementar a participação de Mato Grosso no comércio global, apoiar as empresas locais no processo de internacionalização e fortalecer o agronegócio brasileiro no mercado externo, com o suporte direto da ApexBrasil em seu novo escritório regional.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Certificação RTRS impulsiona soja sustentável e rastreabilidade no Grupo Bom Jesus em parceria com a Bunge
A certificação de soja responsável ganha cada vez mais relevância no agronegócio brasileiro diante da crescente demanda global por cadeias produtivas rastreáveis, transparentes e alinhadas às boas práticas socioambientais. Nesse cenário, o Grupo Bom Jesus e a Bunge fortalecem sua atuação conjunta dentro da agenda de sustentabilidade e agricultura regenerativa.
O destaque do programa é o Núcleo Piúva, localizado em Nova Mutum (MT), que integra o projeto piloto de Sistema de Incentivos Regenerativos (RIS) da Round Table on Responsible Soy (RTRS), voltado à mensuração e desenvolvimento de indicadores de agricultura regenerativa.
Núcleo Piúva produz soja certificada RTRS e amplia rastreabilidade
Com cerca de 5 mil hectares, o Núcleo Piúva registrou na safra 2025/2026 a produção de 19.611 toneladas de soja certificada RTRS, comercializadas para a Bunge. A unidade também adota rotação de culturas na safrinha, incluindo algodão, milho, braquiária e crotalária, fortalecendo práticas de manejo sustentável no sistema produtivo.
Além da unidade em destaque, o Grupo Bom Jesus já soma mais de 50 mil hectares certificados no padrão RTRS, distribuídos em cinco fazendas. A certificação integra um conjunto mais amplo de iniciativas de sustentabilidade adotadas pelo grupo.
Segundo a gerente de Sustentabilidade do Grupo Bom Jesus, Bianca Novais Cumpian, o processo de certificação evoluiu de forma gradual e estruturada ao longo dos últimos anos, ampliando a governança ambiental da empresa.
Certificação fortalece gestão, padronização e controle operacional
De acordo com a executiva, a certificação RTRS não apenas amplia o acesso a mercados, mas também fortalece a gestão interna das propriedades rurais.
O processo contribuiu para maior formalização, rastreabilidade e padronização das operações, além de aprimorar sistemas de controle e monitoramento já existentes na empresa.
A cultura organizacional também foi impactada positivamente, com maior engajamento das equipes e fortalecimento do alinhamento interno sobre práticas sustentáveis.
“Muitas práticas já faziam parte da rotina operacional, e a certificação ajudou a organizar e reconhecer esse trabalho”, destacou Bianca.
Práticas sustentáveis incluem tecnologia, solo e energia renovável
Entre as principais práticas adotadas pelo Grupo Bom Jesus estão o sistema de mínima mobilização do solo, fixação biológica de nitrogênio, agricultura de precisão, uso de insumos biológicos e monitoramento digital das lavouras.
Outro destaque é o uso de energia 100% renovável contratada no mercado, além da realização de inventário anual de emissões de gases de efeito estufa, com segregação por unidade produtiva.
A fazenda também mantém mais de 5 mil hectares destinados à conservação ambiental, reforçando o compromisso com a preservação da vegetação nativa.
Parceria com Bunge conecta produção sustentável e mercado global
A participação no projeto de agricultura regenerativa foi impulsionada pela parceria entre o Grupo Bom Jesus e a Bunge, alinhada à estratégia de fortalecimento de cadeias produtivas de baixo carbono.
A iniciativa conecta produtores rurais a ferramentas digitais, assistência técnica, tecnologias de agricultura de precisão e apoio ao uso de insumos sustentáveis, promovendo ganhos ambientais e econômicos.
Segundo a diretora de Sustentabilidade da Bunge, Pamela Moreira, o avanço da agricultura regenerativa depende de uma atuação conjunta entre diferentes elos da cadeia produtiva.
A proposta busca atender tanto às metas de redução de emissões das empresas quanto às exigências crescentes dos mercados consumidores por matérias-primas sustentáveis.
Agricultura regenerativa amplia eficiência e valor na produção de soja
Além da sustentabilidade ambiental, o programa também busca gerar benefícios produtivos, como aumento de produtividade, redução de custos e maior resiliência dos sistemas agrícolas frente às mudanças climáticas.
A adoção de práticas regenerativas contribui ainda para melhorar a saúde do solo e ampliar o potencial de geração de valor no campo, criando novas oportunidades para o produtor rural.
RTRS revisa indicadores e integra métricas regenerativas
O Núcleo Piúva e a Bunge também tiveram participação ativa no processo de revisão dos indicadores do projeto piloto de agricultura regenerativa da RTRS.
Segundo a consultora externa da associação, Helen Estima Lazzari, a contribuição da propriedade foi essencial para reforçar a importância dos indicadores já existentes no padrão RTRS, além de apoiar a evolução das métricas regenerativas.
A iniciativa buscou aprimorar a forma de mensurar avanços sustentáveis no campo, garantindo que a avaliação considere não apenas novas práticas, mas também a evolução contínua dos produtores certificados.
“A experiência contribui para desenvolver indicadores mais consistentes e aplicáveis à realidade do setor produtivo”, destacou a gerente global de padrões e assurance da RTRS, Ana Laura Andreani.
Integração entre certificação e agricultura regenerativa ganha força
A integração entre certificação RTRS e agricultura regenerativa representa um avanço na consolidação de modelos produtivos mais sustentáveis e rastreáveis no agronegócio brasileiro.
A experiência do Grupo Bom Jesus reforça o papel das propriedades rurais na construção de sistemas agrícolas de baixo carbono, alinhados às exigências do mercado internacional e às metas globais de sustentabilidade.
O movimento indica uma tendência crescente de valorização da soja certificada e da adoção de práticas regenerativas como diferencial competitivo no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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