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Austrália projeta safra de trigo acima da média histórica em 2025, aponta governo

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Produção de trigo deve ficar 22% acima da média histórica

Segundo o Ministério da Agricultura da Austrália, a produção de trigo deve atingir 33,8 milhões de toneladas métricas em 2025, representando uma leve queda de 1% em relação à temporada anterior. Apesar disso, o volume projetado é 22% superior à média dos últimos dez anos, refletindo condições de cultivo amplamente favoráveis.

Safra de cevada e canola também deve crescer

O Australian Bureau of Agricultural and Resource Economics and Sciences (Abares) aponta que a produção de cevada e canola deve superar a média histórica. A estimativa para a cevada é de 14,6 milhões de toneladas, aumento de 10% frente a 2024, enquanto a canola deve alcançar 6,4 milhões de toneladas, alta de 1%.

Condições climáticas favorecem as culturas de inverno

Apesar de um início de temporada marcado por seca e chuvas irregulares no sul do país e em Victoria, a melhora das condições durante o inverno contribuiu para elevar as expectativas de produção nas principais regiões de cultivo de inverno da Austrália, segundo o relatório trimestral da Abares.

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O cenário reforça a posição da Austrália como um dos principais exportadores globais de grãos, com perspectivas de oferta consistente para o mercado internacional em 2025/26.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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