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Bayer amplia lucro operacional no 1º trimestre com avanço da soja e força da divisão agrícola

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A Bayer registrou crescimento de 9% no lucro operacional no primeiro trimestre de 2026, superando as projeções do mercado e reforçando a importância do agronegócio para os resultados globais da companhia. O desempenho positivo foi puxado principalmente pela divisão agrícola Crop Science, beneficiada pelo fortalecimento do mercado de soja e por avanços estratégicos no setor de sementes.

O lucro operacional medido pelo Ebitda ajustado atingiu 4,45 bilhões de euros, equivalente a aproximadamente US$ 5,23 bilhões. O resultado ficou acima da expectativa média dos analistas, que projetavam 3,93 bilhões de euros no período.

Negócio de soja impulsiona resultados da Bayer

A unidade Crop Science apresentou crescimento de 17,9% nos lucros trimestrais, alcançando 3 bilhões de euros. Segundo a empresa, o principal fator para o avanço foi a resolução de uma disputa de licenciamento envolvendo sementes de soja com a rival norte-americana Corteva.

O acordo ampliou o acesso da Bayer ao mercado de sementes de soja, fortalecendo sua competitividade global em um segmento considerado estratégico para o agronegócio mundial.

A soja segue como uma das culturas mais relevantes para a companhia, especialmente em mercados produtores da América do Sul e dos Estados Unidos, onde a demanda por biotecnologia, genética avançada e proteção de cultivos permanece elevada.

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Divisão agrícola segue como pilar estratégico

Os números reforçam a importância da divisão agrícola dentro da estrutura global da Bayer. A Crop Science continua sendo uma das principais fontes de receita da multinacional, sustentada pela comercialização de sementes, defensivos agrícolas e soluções biotecnológicas.

Mesmo diante de desafios regulatórios e oscilações no mercado internacional de commodities, a empresa conseguiu ampliar margens operacionais e melhorar seu desempenho financeiro no início de 2026.

Além do avanço operacional, a Bayer confirmou suas projeções financeiras para o ano, mantendo inalteradas as estimativas para os resultados de 2026.

Mercado acompanha cenário global da soja

O desempenho da Bayer ocorre em um momento de forte atenção do mercado internacional ao setor da soja. Investidores monitoram fatores como demanda chinesa, clima nos principais países produtores, custos de produção e movimentações estratégicas das grandes multinacionais do agronegócio.

O avanço da companhia alemã reforça a relevância do mercado de sementes e tecnologia agrícola dentro da cadeia global da soja, especialmente em um ambiente de alta competitividade entre empresas de biotecnologia e proteção de cultivos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de café em Minas Gerais avança com expectativa de recuperação produtiva e pressão nos preços

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A safra de café 2026 em Minas Gerais avança com perspectiva de recuperação produtiva e melhora na qualidade dos grãos, segundo novo levantamento divulgado pelo Sistema Faemg Senar. Apesar do cenário mais positivo no campo, produtores seguem cautelosos diante da volatilidade do mercado internacional, da pressão sazonal da colheita e das incertezas climáticas para os próximos meses.

De acordo com o informativo de mercado do café referente a maio de 2026, a safra mineira está na fase preparatória para a colheita, embora algumas regiões já apresentem trabalhos bastante avançados.

Colheita de café avança no Cerrado Mineiro e Matas de Minas

Segundo os relatos de campo apresentados no levantamento, regiões como Matas de Minas e Cerrado Mineiro já registram avanço significativo da colheita devido à altitude, utilização de variedades mais precoces e aplicação de maturadores.

A expectativa do setor é de uma safra maior em relação ao ciclo anterior, com recuperação da produtividade e melhora na qualidade física dos grãos.

Os técnicos apontam que os cafés apresentam peneira maior e melhor formação, cenário que pode favorecer o rendimento industrial e ampliar o potencial para produção de cafés especiais em Minas Gerais.

Mercado futuro do café oscila com expectativa de maior oferta brasileira

No mercado internacional, os contratos futuros do café arábica negociados na ICE Futures US registraram forte volatilidade durante abril.

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Segundo o relatório, o movimento refletiu ajustes técnicos provocados pela expectativa de avanço da colheita brasileira — fator considerado baixista — ao mesmo tempo em que preocupações climáticas e estoques globais ainda apertados ofereceram sustentação às cotações.

A média mensal do contrato maio/2026 ficou em US$ 3,00 por libra-peso, equivalente a aproximadamente R$ 1.996,70 por saca, retração de 3% frente ao mês anterior.

Mesmo com expectativa de safra maior no Brasil, o mercado ainda não trabalha com cenário confortável de oferta global, o que mantém a volatilidade elevada nas negociações internacionais.

Mercado físico do café em Minas Gerais registra queda nos preços

No mercado físico brasileiro, os preços também recuaram em abril, embora as negociações tenham permanecido relativamente sustentadas pela postura cautelosa dos produtores.

Segundo o levantamento, muitos cafeicultores seguem segurando parte das vendas à espera de preços mais atrativos.

O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada para café arábica tipo 6 bebida dura registrou média mensal de R$ 1.811,90 por saca, queda de 6,3% no período.

Entre as regiões produtoras de Minas Gerais, todas encerraram abril em baixa:

  • Montanhas de Minas: queda de 7,2%, com média de R$ 1.685,50/sc;
  • Chapada de Minas: retração de 2,8%, média de R$ 1.735,00/sc;
  • Cerrado Mineiro: média de R$ 1.871,40/sc, queda de 4,5%;
  • Sul de Minas: média de R$ 1.861,60/sc, baixa de 5,6%.
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Clima e risco de geadas seguem no radar do setor cafeeiro

As condições climáticas continuam sendo um dos principais fatores de atenção para os produtores de café em Minas Gerais.

O relatório aponta que maio marca a transição entre o período úmido e o seco nas regiões cafeeiras do estado, com redução gradual das chuvas e temperaturas ainda acima da média.

No entanto, a entrada de frentes frias aumenta o risco de ocorrência de geadas, especialmente nas áreas produtoras de café arábica.

O setor acompanha de perto a evolução do clima, já que eventuais episódios de frio intenso podem afetar a produtividade e a qualidade das lavouras durante a fase de colheita e desenvolvimento final da safra.

Especialistas recomendam que os produtores monitorem simultaneamente o mercado físico, os contratos futuros e as previsões meteorológicas para melhorar a gestão comercial e reduzir riscos diante da volatilidade atual do setor cafeeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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