AGRONEGÓCIO
“Bioinsumos” vai disponibilizar R$ 60 milhões para agricultura familiar
AGRONEGÓCIO
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou uma iniciativa inédita voltada para fortalecer a agricultura familiar: o programa BNDES Bioinsumos, que disponibilizará até R$ 60 milhões em recursos não reembolsáveis para cooperativas interessadas na produção e multiplicação de bioinsumos. A ação tem como objetivo ampliar o acesso a tecnologias sustentáveis e estimular a autonomia dos produtores no fornecimento de insumos biológicos.
Os recursos serão oferecidos por meio de chamadas públicas de alcance nacional, priorizando a instalação de unidades industriais e semi-industriais voltadas à produção de bioinsumos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. A iniciativa conta ainda com colaboração técnica da Embrapa, que apoiará o desenvolvimento de processos e produtos adequados à realidade da agricultura familiar.
O BNDES destaca que os bioinsumos incluem fertilizantes biológicos, bioestimulantes e produtos de controle biológico de pragas e doenças, que promovem sistemas produtivos mais sustentáveis e reduzem a dependência de insumos químicos tradicionais. Com isso, cooperativas e associações de pequenos produtores poderão adotar tecnologias ambientalmente responsáveis, aumentar a produtividade e agregar valor às cadeias produtivas locais.
O programa também prevê capacitação técnica e acompanhamento na implementação das unidades, garantindo que os recursos sejam aplicados de forma eficiente e alinhada às necessidades dos agricultores familiares. Segundo o banco, a iniciativa é inédita não apenas pelo modelo de financiamento, mas também pelo público-alvo, que terá prioridade em uma linha de apoio exclusiva para ampliar o acesso a insumos biológicos e promover inovação tecnológica.
Para ter acesso ao programa, as cooperativas devem se inscrever na chamada pública divulgada pelo BNDES, que detalhará critérios de elegibilidade, documentação necessária e prazos. O banco informou que a seleção priorizará projetos com maior potencial de impacto social e ambiental, buscando fortalecer cadeias produtivas regionais e contribuir para a transição do setor agropecuário para práticas mais sustentáveis.
Com o BNDES Bioinsumos, o governo espera que a agricultura familiar amplie sua capacidade de produção, reduza custos com insumos externos e fortaleça a autonomia tecnológica, promovendo um modelo de desenvolvimento mais sustentável e resiliente, em sintonia com as demandas atuais do mercado e das políticas de preservação ambiental.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Área de cevada no Rio Grande do Sul deve encolher mais de 30% em 2026 com temor do El Niño
A área cultivada com cevada no Rio Grande do Sul deverá registrar forte retração na safra de 2026. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a redução pode superar 30% em relação ao ciclo anterior, refletindo a preocupação dos produtores com os riscos climáticos associados à possível atuação do fenômeno El Niño durante o período de desenvolvimento da cultura.
A implantação das lavouras está em fase inicial no Estado, mas muitos agricultores já demonstram cautela diante das previsões meteorológicas para o inverno e a primavera, fatores decisivos para o desempenho produtivo da cevada.
El Niño aumenta percepção de risco no campo
De acordo com a Emater/RS-Ascar, a expectativa de um cenário climático mais instável tem sido o principal motivo para a diminuição da área destinada à cultura.
Mesmo com a oferta de contratos de integração e comercialização por parte da indústria cervejeira, tradicional compradora da produção gaúcha, muitos produtores optaram por reduzir os investimentos na cevada ou direcionar áreas para outras culturas de inverno consideradas menos suscetíveis aos riscos previstos.
A possibilidade de excesso de chuvas durante fases importantes do ciclo produtivo preocupa o setor, uma vez que pode comprometer a qualidade dos grãos e reduzir o potencial de rendimento das lavouras.
Lavouras implantadas apresentam bom desenvolvimento
Apesar das incertezas para o restante da temporada, as áreas já semeadas apresentam condições satisfatórias de desenvolvimento.
Segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, a emergência das plantas ocorreu de forma adequada e o crescimento vegetativo está dentro do padrão esperado para esta fase da cultura. As condições iniciais de cultivo são consideradas favoráveis, contribuindo para um bom estabelecimento das lavouras.
O desempenho final da safra, entretanto, dependerá do comportamento climático nos próximos meses.
Erechim lidera retração da área cultivada
A região administrativa de Erechim, principal polo produtor de cevada do Rio Grande do Sul, deverá registrar uma das maiores reduções de área no Estado.
As projeções apontam que a área cultivada ficará abaixo de 6 mil hectares em 2026, representando queda superior a 35% em comparação com a safra anterior.
O movimento reforça a tendência observada em todo o território gaúcho, onde produtores avaliam com cautela os custos de produção e os riscos associados ao clima.
Safra anterior alcançou mais de 32 mil hectares
Os números finais da área plantada para a safra 2026 ainda estão sendo levantados pela Emater/RS-Ascar. Na temporada passada, o Rio Grande do Sul cultivou 32.010 hectares de cevada, com produtividade média de 3.622 quilos por hectare.
O Estado responde pela maior parte da produção nacional da cultura, sendo peça fundamental para o abastecimento da indústria de malte e cerveja no Brasil.
Preço da cevada permanece estável
No mercado, a cevada destinada à indústria de malte segue sendo negociada a preços considerados estáveis.
Levantamento da Emater/RS-Ascar indica que, na região de Erechim, a saca de 60 quilos está cotada, em média, a R$ 80,00.
O comportamento dos preços ao longo da temporada dependerá da evolução da área efetivamente cultivada, das condições climáticas e da qualidade dos grãos colhidos, fatores que poderão influenciar diretamente a oferta disponível para a indústria.
Clima será decisivo para a safra 2026
As atenções do setor permanecem voltadas para as previsões meteorológicas dos próximos meses. Caso o El Niño se confirme com maior intensidade, os impactos poderão ir além da redução de área, afetando também produtividade e qualidade da produção.
Diante desse cenário, produtores, cooperativas e indústrias acompanham de perto a evolução das condições climáticas, que deverão definir os rumos da safra de cevada no principal estado produtor do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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