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Bolsas globais e B3 oscilam com expectativas de juros nos EUA e dados do PIB brasileiro
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Wall Street fecha mista com atenção aos próximos cortes de juros
As principais bolsas dos Estados Unidos encerraram a quinta-feira com desempenho misto, em meio à expectativa de cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve e rumores sobre uma possível troca na presidência do banco central norte-americano.
- O Dow Jones recuou 0,07%, aos 47.850 pontos.
- O S&P 500 avançou 0,11%, para 6.857 pontos.
- O Nasdaq subiu 0,22%, aos 23.505 pontos.
Investidores analisam também os dados do mercado de trabalho, que podem influenciar a decisão sobre os juros na próxima semana, e os impactos de uma política monetária mais flexível sobre a economia global.
Europa registra alta impulsionada pelo setor industrial
Os principais índices europeus fecharam em alta, com destaque para o desempenho do setor automobilístico. Negociações envolvendo um possível acordo de paz entre Rússia e Ucrânia também contribuíram para o clima de otimismo.
- STOXX 600: +0,51%, aos 579 pontos.
- DAX (Frankfurt): +0,85%, aos 23.894 pontos.
- CAC 40 (Paris): +0,52%, aos 8.129 pontos.
- FTSE 100 (Londres): +0,30%, aos 9.720 pontos.
Bolsas asiáticas têm desempenho misto, mas China registra recuperação
Na Ásia, os mercados tiveram resultados divergentes. O Nikkei, do Japão, fechou em queda de 1,05%, aos 50.491 pontos, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,58%, a 26.085 pontos.
A China interrompeu uma sequência de três dias de perdas, com destaque para a valorização das ações de fabricantes domésticos de chips. O índice SSEC (Xangai) avançou 0,70%, aos 3.902 pontos, e o CSI300, que reúne as maiores companhias de Xangai e Shenzhen, subiu 0,84%, a 4.584 pontos.
A forte valorização de empresas de tecnologia, como a Moore Threads — conhecida como “Nvidia da China” —, reflete o apoio governamental à produção doméstica de semicondutores e o movimento de investidores em resposta a restrições comerciais dos EUA.
Outros índices na região tiveram a seguinte performance:
- Kospi (Coreia do Sul): +1,78%, 4.100 pontos.
- Taiex (Taiwan): +0,67%, 27.980 pontos.
- Straits Times (Cingapura): -0,08%, 4.531 pontos.
- S&P/ASX 200 (Austrália): +0,19%, 8.634 pontos.
Ibovespa mantém recorde com foco em PIB e política de juros
No Brasil, o Ibovespa renovou sua máxima histórica, influenciado por indicadores econômicos que reforçam a expectativa de cortes na taxa Selic em 2026. O índice segue atento ao desempenho do PIB do terceiro trimestre, que apresentou crescimento moderado, e às decisões do Banco Central do Brasil.
O avanço do Ibovespa reflete também ganhos em ações sensíveis à trajetória de juros, com investidores aproveitando oportunidades em setores estratégicos da economia brasileira.
Perspectivas e riscos para os mercados
Investidores globais seguem atentos às próximas decisões do Fed, cujas taxas de juros podem impactar o apetite por risco em todo o mundo. No Brasil, a economia doméstica e a política monetária permanecem no radar, influenciando diretamente o desempenho do Ibovespa e o cenário para investimentos em commodities e setores ligados ao agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil
O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.
Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.
Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho
De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.
Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.
No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.
Preços do suíno vivo recuam na média nacional
Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.
No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.
Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais
No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.
Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:
- No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
- Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
- No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
- Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
- Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
- Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
- Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.
Exportações seguem em queda no comparativo anual
As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.
O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.
Na comparação com junho de 2025, houve:
- queda de 5,2% no valor médio diário
- recuo de 1% na quantidade média diária
- redução de 4,3% no preço médio
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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