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Bolsas mundiais reagem à possível redução de juros nos EUA, e Ibovespa abre em alta

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As bolsas internacionais abriram em alta nesta quarta-feira (26/11), refletindo o otimismo dos investidores diante da possibilidade de um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião prevista para os dias 9 e 10 de dezembro. O movimento ganhou força após dirigentes do banco central americano indicarem apoio à flexibilização monetária e à medida que novos dados fracos do varejo dos Estados Unidos reforçaram a tese de desaceleração econômica.

Em Nova York, os principais índices futuros operavam com ganhos: Dow Jones subia 0,13%, S&P 500 avançava 0,27% e o Nasdaq Composite tinha alta de 0,38%, em meio à expectativa pela divulgação do Livro Bege, relatório que traz uma análise detalhada da situação econômica do país.

Na Ásia, o clima também foi positivo. O Nikkei 225 de Tóquio avançou 1,85%, enquanto o Kospi de Seul teve valorização de 2,6%. Em Hong Kong, o Hang Seng registrou leve alta de 0,13%, e na China continental, o CSI 300 — que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen — encerrou o pregão com ganho de 0,61%.

O setor de tecnologia se destacou, impulsionado pela Alibaba, que apresentou lucro trimestral acima do esperado e anunciou novos investimentos em inteligência artificial (IA). A notícia ajudou a sustentar o bom humor nos mercados asiáticos e reforçou a confiança dos investidores em companhias ligadas à inovação digital.

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Mercados europeus mantêm desempenho positivo

As bolsas da Europa também seguiram em terreno positivo, apoiadas pelos ganhos de Wall Street e pela expectativa de cortes de juros nos EUA e, futuramente, no Banco Central Europeu (BCE). O Stoxx 600, índice que reúne as principais ações europeias, subia cerca de 0,4%, com destaque para os papéis do setor industrial e tecnológico.

Segundo analistas, o mercado global entrou em uma fase de ajuste de expectativas monetárias, com os investidores avaliando o impacto da redução dos juros sobre o crescimento econômico global e a rentabilidade das empresas listadas.

Ibovespa acompanha o movimento externo e abre em alta

No Brasil, o Ibovespa futuro iniciou o dia acompanhando o desempenho internacional, com valorização de 0,25%, aos 157.700 pontos. O índice reflete a melhora no apetite por risco global e a expectativa de fluxo positivo de capital estrangeiro para economias emergentes.

O dólar à vista operava em leve alta, cotado a R$ 5,38, em meio à cautela dos investidores quanto ao cenário fiscal doméstico e às novas discussões sobre o orçamento de 2026.

Além do ambiente externo, o mercado local repercute a divulgação do IPCA-15 de novembro, que registrou alta de 0,20%, mostrando desaceleração frente ao mês anterior. O dado reforça a leitura de que o ciclo de corte de juros pelo Banco Central do Brasil pode continuar de forma gradual, caso o cenário fiscal permaneça sob controle.

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Perspectivas e impactos para o agronegócio

O avanço das bolsas globais e a expectativa de redução dos juros nos Estados Unidos trazem reflexos diretos para o agronegócio brasileiro. A valorização internacional das commodities, somada à estabilidade cambial, tende a favorecer exportadores de produtos agrícolas, como soja, milho e café, além de companhias listadas na B3 que atuam no setor de insumos e biocombustíveis.

Por outro lado, o comportamento do câmbio continua no radar dos produtores, já que oscilações no dólar podem impactar os custos de importação de fertilizantes, defensivos e máquinas agrícolas.

Economistas destacam que um ambiente de menor aversão ao risco global e juros internacionais mais baixos pode beneficiar o fluxo de investimentos estrangeiros para o campo e fortalecer o setor produtivo brasileiro — especialmente em um momento de ajustes fiscais e de busca por competitividade no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

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Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

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A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

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O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

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